Pular para o conteúdo principal

Postagens

Candidato à ALCG

O Escritor Rau Ferreira está concorrendo a uma vaga na Academia de Letras de Campina Grande - ALCG, instituição fundada em 1981 e que tem por finalidade o estudo, pesquisa e divulgação de atividades litero-culturais na Paraíba. Após a posse da nova diretoria, que tem o Professor PhD Josemir Camilo de Melo na presidência, acontecido na “Casa da Farinha”, no Sítio São João, em Campina Grande, foi aberto o edital para as três Cadeiras Simbólicas vacantes, a saber: Cadeira n° 16, vaga com o falecimento do Acadêmico Ronaldo Cunha Lima, que tem por Patrono Severino de Andrade Silva (Zé da Luz); Cadeira n° 24,  vaga com o falecimento do Acadêmico José Laurentino, que tem por  Patrono Murilo d a Mata Buarque, e Cadeira n° 35, vaga com o falecimento  do Acadêmico Paulo Gustavo Galvão, que tem por Patrono Silvino Olavo da Costa. A Academia Campinense possui 40 cadeiras simbólicas cujos candidatos se submetem a um longo processo, desde a inscrição, homologação e, finalmente,...

Mortandade: História que não se contou!

Em se tratando de história de cunho macabro a exemplo de cemitério, velórios, caixões de defuntos e mortuárias, há inúmeros episódios a serem narrados por pessoas que viveram presentemente essas façanhas. Vivi numa época em que na cidade ou na zona rural muitos morriam e a família não podia comprar um ataúde. O esquife era uma surrada rede pendurada num caibro roliço apoiada em ombros de carregadores que se revezavam ao longo do trajeto fúnebre. Mas, havia para esses casos uma solução: No cemitério mantinha-se guardado um pequeno estoque de três ou quatro caixões rústicos, de madeira pesada, que eram emprestados para as famílias conduzirem os seus mortos. Chegando ao cemitério, à beira da cova, tiravam do caixão o cadáver o qual vinha envolto num surrado lençol e desciam o corpo à sepultura. Fatídico cenário! Em meio à sequência desta descrição, relato que na minha infância de menino pobre, depois de desistir como ajudante de sapateiro, viví a experiência de trabalhar também com...

Visita Pastoral (1926)

Dom Adauto de Miranda Henriques Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques visitou a nossa paróquia de 07 à 11 de novembro de 1926. A caravana chegou pela manhã. Acompanhavam o presbítero: Monsenhor José Paulino Duarte, Frei Fabiano OFM, Cônego Manuel Cristiano, Padre Emiliano de Christo, filho de Esperança, Theodomiro Guimarães e Gentil de Barros. Aguardavam na entrada da cidade o vigário José Borges de Carvalho e os seminaristas Francisco Lima, José Mesquita e Pedro Serrão, além das associações da paróquia, uniformizadas e com seus estandartes. Acorriam ainda as classes sociais, famílias e grande número de pessoas acolhendo a todos com demonstração de carinho, respeito e amor filial. Após a recepção, foram conduzidas a uma residência para se abrigarem, antes de iniciar a procissão até a igreja matriz onde foi celebrada a santa missa. O oficiante se dirigiu ao povo declarando aberta a visita e pregando aos fiéis sobre a sua importância e seus fins; determinou-se o horário do...

Antiga fábrica de caixões

Antiga Fábrica de Caixões Houve um tempo que não existiam planos pós-morte e que o povo carente se enterrava com a própria rede. Ser conduzido em um ataúde para a morada eterna era um luxo para poucos. Os falecidos eram velados nas próprias residências de um dia para o outro. Servia-se café na cozinha, enquanto que os homens ficavam na sala contando histórias de “trancoso”. O município passou então a dar o artefato, mas dia sim e dia não tinha uma viúva batendo a porta da prefeitura, foi então que alguém resolveu instalar uma fábrica de caixões na rua Theotônio Tertuliano, por trás da Secretaria de Educação. O caixão fúnebre era construído dessas madeiras de caixa de batata, com alguns caibros para dar sustentação. Forrava-se com um plástico fino, de cor azul para homem ou roxo e rosa para mulheres. Na tampa se colocava um vidro para ver o ente querido. Era pequeno e, a depender do defunto, precisava fazer alguns ajustes. A prefeitura também dava a mortalha, que era um c...

Desagravo (1923)

A Comunidade Católica em nosso município ainda engatinhava. A Paróquia recém-criada por ato de Dom Aurélio Miranda (1908), lutava para adornar o seu templo, adquirindo imagens dos santos venerados. Há muito custo havia construído a Casa Paroquial (1916), mas em 1923 encomendara uma réplica do “Senhor Morto”. A relíquia lembra o corpo de Jesus pós-crucificação, mencionada nos evangelhos. O Padre José Borges de Carvalho, vigário paroquial de 1922 à 1929, convidou os esperancenses a irem até Campina Grande, para receberem a imagem, trazendo-a em procissão para Esperança. O povo logo acorreu a solicitação, somando-se cerca de três mil católicos. Padre Zé Borges era forte opositor da doutrina protestante, para quem dirigia fortes críticas. Ao tomarem conhecimento da recente aquisição para a igreja, dois evangélicos campinenses afrontaram aquela multidão, insultando o vigário e pretendendo falar à porta da Igreja de N. S. da Conceição. Populares, indignados com aquela situação, vi...

Pousada Banabuyé

Pousada Banabuyé A Pousada Banabuyé – na rua Dr. Silvino Olavo – é uma boa opção de estadia em nossa cidade. Não fosse o requinte desta hospedaria cinco estrelas, esta vem promovendo o embelezamento da cidade. Enquanto muitos destroem a três por quatro, a pousada reconstrói em linhas clássicas coloniais uma fachada que dá gosto de ver. O solar possui uma varanda em armação de ferro artisticamente desenhada, uma porta central de entrada e cinco janelões. No térreo há também uma garagem com portão de madeira. Uma foto do interior do estabelecimento, coletada em sua rede social, mostra também esse estilo rústico com decoração regional muito apreciado por aqueles que preferem um ambiente diferenciado. Pousada Banabuyé (interior) Nele podemos ver um pilão antigo, mesa e cadeiras em madeira pura, e prateleira em ferro desenhado, que sustentam vasilhas de barro. O moderno também se faz presente, conforme se observa na fotografia. Ao proprietário externo a minha satisfação...

Círculo Operário São José (COSJ)

Círculo Operário São José, Sociedade Operária Beneficente, foi fundada em nossa Paróquia no dia 25 de maio de 1922. Como o próprio nome diz, era uma entidade formada por operários e artistas (artesões) de nossa comunidade, que se reuniram com o objetivo comum de empreender uma atividade missionária e social. Fundado pelo Padre José Borges de Carvalho, que exercia a sua presidência e era legítimo depositário, mantinha arquivos e documentos de receita e despesa, fichados com o selo da entidade e guardados no arquivo paroquial. Os seus membros eram chamados de “circulistas” e muitos deles trabalhavam no serviço da igreja, colaborando com a liturgia. Participavam como sócios: Severiano Rufino de Araújo, Claudino Rogério de Souza, Francisco Protásio de Oliveira (orador), Antônio Bastos (adjunto), João Celestino, Manuel Luis Pereira e José Gonçalves de Farias (1º Secretário) A sua arrecadação garantiu certo patrimônio, adquirindo para as suas reuniões 10 bancos, uma mesa grande e 15 c...

Paróquia do Bom Conselho: Primeiras cartas pastorais

Os Bispos da Igreja costumam enviar comunicados para o clero e os leigos de sua diocese, exortando os fiéis e traçando o direcionamento de seus paroquianos. A esses comunicados chamamos de “Carta Pastoral”, que devem ser lidas para a assembleia por ocasião da Santa Missa. A Paróquia de N. S. do Bom Conselho foi criada no dia 20 de maio de 1908, desmembrada da Paróquia de Alagoa Nova, por ato de Dom Adauto de Aurélio de Miranda Henriques. O primeiro padre a assumir essa freguesia foi Francisco Gonçalves de Almeida. Apesar de jovem, nos dois primeiros decênios de sua existência, já contava com algumas cartas pastorais que ficaram assim registradas na história de nossa igreja. A primeira delas data de 1908 e foi escrita pelos Arcebispos e Bispos das Províncias Eclesiais da Bahia e Belém do Pará, comunicando ao clero e aos fiéis de suas dioceses a “Angelica Pascendi Dominici Gregis”, de sua Santidade o Papa Pio X. Na sequência, constam as seguintes cartas recebidas pela Paróquia d...

De ouvi falar (histórias de feira)

A feira semanal em Esperança não é apenas o centro de negócios populares, que deu início a sua povoação nos idos de 1860. É também o encontro dos sitiantes, das pessoas e dos amigos, das conversas de bar, das estórias de “trancoso” e das memórias de nossa gente. Aos sábados costumo sempre passar no mercadinho de Janilson Andrade, este amigo de infância que me põe a par de tudo o que acontece na feira livre e, de suas lembranças sobre o pitoresco de nosso município. Hoje quero tratar de alguns assuntos que me foram reportados por Janilson, sobre os forrós e sobre alguns fatos acontecidos. Primeiramente, disse-me ele que hoje, onde é uma loja de móveis, antigamente era um terreno baldio de propriedade de seu Otávio da Movelaria. Certa feita, Luziete de Arruda Câmara, marchante da cidade, alugou o terreno a seu Otávio para fazer ali um forró. Tratou logo de fazer um palhoção, fazer a entrada e convidar um trio pé de serra. Estava organizada a festa e, por três anos seguidos, aconte...

América x Treze (1975)

Gilvan: O artilheiro da Partida O pesquisador Jônatas Pereira enviou para a redação do BlogHE uma preciosa reportagem do Diário da Borborema que mostra a saga do Mequinha enfrentando grandes times da Parahyba em 1957. Depois de vencer o Náutico de Itabaiana e o Campinense Clube, tinha pela frente, em dezembro daquele ano, a forte equipe do Treze F. C. A partida aconteceu no Estádio José Ramalho, em Esperança. A esquadra campinense dominou os minutos iniciais, realizando algumas incursões à área americana, em que Tota ameaçou o gol adversário com nítida impressão de que os galos venceriam. Tudo não passou disso, pois o Mequinha não se deixou abater, retomando imediatamente o mando de jogo. O ataque americano não tardou encontrar as falhas trezeanas e, aos dez minutos do primeiro tempo, o centroavante Gilvan marcou o primeiro gol do time da casa, depois de receber excelente passe de Jurinha. No segundo tempo, apesar de não demonstrar o futebol ofensivo do primeiro tento, Gil...

Relíquia de S. Francisco em Esperança/PB

Programação da Visita em Esperança/PB A Paróquia de N. S. do Bom Conselho, em Esperança/PB, receberá a peregrinação da relíquia de S. Francisco de Assis, iniciada em S. Paulo em 20 de setembro de 2015, em comemoração aos 800 anos da Ordem Franciscana Secular – OFS. Trata-se de um grande momento de fé e devoção àquele que abdicou de tudo para servir aos pobres e, no ardor da sua oração, recebeu os estigmas do crucificado. O relicário, contendo um fragmento do osso e uma imagem de pedra, chegará no dia 10 de maio de 2017, com concentração na  Capela N. S. do Carmo, prevista para as 18h30 mim, de onde deverá sair em procissão para a Igreja Matriz, com celebração da Missa às 19h30mim. A OFM explica que “A imagem foi um presente da cúria geral dos Frades Menores Capuchinhos e a Relíquia, um fragmento de osso, foi ofertada pela cúria geral dos Frades Menores Conventuais. Ambas vieram de Assis na Itália”. O objetivo desta peregrinação é visitar todas as fraternidades do Brasil ...

América x Botafogo de Natal/RN (Futebol das antigas)

Manoelzinho, goleiro americano O jornal “Poti” de Natal, noticiava a excursão do Botafogo daquela Capital à Paraíba, para enfrentar o América de Esperança. Na época o “Bota” já era uma poderosa equipe, mas o “Mequinha” também não ficava para trás, sob a orientação de Capuco, enfrentava com galhardia os times adversários, arrancando vitórias memoráveis. José da Silva Santos – o Capuco – jogou em diversas equipes profissionais, como Santa Cruz, Vitória, Fortaleza e Vasco da Gama antes de ingressar no América de Esperança em 1953. Ficou por algumas temporadas, retornando como técnico em 1957. O América realizou diversas partidas contra o Botafogo que tinha em seu plantel jogadores do quilate de Mariano, Gilberto e Gilvan (ex-ABC). Numa dessas partidas Louro (ex-Treze e América/RJ), conseguiu uma grande façanha. A jogada é narrada por Chico de Pitiu em seu livro [50 Anos de Futebol e Etc]. Segundo o cronista, durante um ataque do Botafogo, o goleiro americano Manoelzinho ficou c...

Severino Medeiros

Severino e sua inseparável sanfona Severino Medeiros é Cantor, compositor, arranjador e produtor, natural de Esperança, filho de Dona Olegária e irmão de Dedé do “Terraço de Som”. Passou a infância em Lagoa de Pedra, onde aprendeu a tocar sanfona aos 17 anos, presenteado que fora pela sua mãe com este instrumento musical. Seus primeiros acordes foram tangendo gado e, a partir do conhecimento musical adquirido, passou a cantar nas festas de casamento e animando quadrilhas, ganhando notoriedade em toda a Paraíba por dominar a sanfona de 140 baixos. Radicado em Campina Grande, no bairro do Alto Branco, onde montou um estúdio com a sua família, cultiva o forró de raiz no seu estilo mais autêntico. O sanfoneiro já se apresentou com diversos artistas de renome e produziu alguns álbuns para outros artistas, a exemplo de Zé Calixto, Biliu de Campina, Capilé e Geovane Júnior. E tocou com grandes nomes da música, como Dominguinhos, Elba Ramalho, Antônio Barros e Cecéu, Marinês, Anas...

O craque Gilvan Gonçalves de Lima

Gilvan Gonçalves de Lima Hoje prestamos homenagem a um dos maiores craques da bola de Esperança, o Sr. Gilvan Gonçalves de Lima. Natural de Santa Luzia/PB, nasceu em 02 de julho de 1928 e veio residir, ainda jovem, em nossa cidade, onde casou-se com a Sra. Porfíria Ferreira de Lima, conhecida por “Lourdes”, com quem teve dez filhos. Aos 23 anos, seu Gilvan foi um dos sócios fundadores do América, ao lado de José Ramalho da Costa. E reconhecidamente, um dos maiores jogadores do esporte amador local. Vestiu pela primeira vez a camisa do “Mequinha” em 1948. Foi capitão da agremiação, atuando com muita garra e dedicação ao clube, até os idos de 1980, quando, por complicações de saúde, abandonou os campos. Em uma partida memorável que disputou vestindo a camisa do América contra o Botafogo de João Pessoa, tomou uma atitude ousada. Segurou a bola para evitar que o adversário cobrasse um pênalti. Este fato foi narrado pelo escritor Walfredo Marques, que dá uma versão diferente da q...

Manoelzinho cotado para o Paulistano

Manoelzinho (1958) Manoelzinho foi sempre o guardião das traves do América “Mequinha” de Esperança. O goleiro da época de Edmilson e Gilvan enfrentou fortes equipes como o Central de Caruaru, Botafogo de João Pessoa, Taubaté de Aymoré Moreira, Campinense de Campina e outros times da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Em 1960, o goleiro “Pelado”, do Paulistano de Campina Grande, após os acontecimentos da última partida, pediu passe livre demonstrando assim o interesse de rescindir o seu contrato. Manoelzinho estava no América desde 1951. Ao receber a proposta do Paulistano, o dirigente do Mequinha (Zé Ramalho) mostrou-se favorável a transferência, mediante o compromisso de 34 mil cruzeiros de luvas e 5 mil cruzeiros mensais. A equipe campinense ficou de ofertar uma contraproposta, que não veio ou não foi aceita pelo jogador, permanecendo este no time esperancense por mais alguns anos. Rau Ferreira Referências: - CLÁUDIO, Francisco. 50 Anos de Futebol e Etc. ...

O jurista Silvino Olavo

Silvino Olavo foi – na expressão de Samuel Duarte – um dos maiores juristas de sua época; não por acaso, sua tese (Estética do Direito) foi recepcionada pelos acadêmicos, seus pares, quando de sua oratória por ocasião da formatura em seu bacharelado de Direito, sendo referendada em diversos trabalhos. Como advogado, mantinha escritório na rua 05 de agosto nº 55, na Capital parahybana, atuando em causas cíveis, criminais e em inventários. Nessa condição, participou do jantar íntimo oferecido pelos bacharéis e amigos do Desembargador Flodoardo da Silveira, no Hotel Globo em João Pessoa, por motivo de sua nomeação para a mais alta Corte Paraibana. João Lyra, revisitando suas memórias, destaca que Silvino participara da Academia de Letras e Ciências Jurídicas, organizada sob os moldes da Academia Brasileira de Letras, participando do corpo congregado até 1924. Com o retorno à Parahyba, desfilou-se daquele corpo congregado e, em seu Estado natal, fora nomeado 1º Promotor da Capital, ...

Registros pelo assassinato de João Pessoa

Imagem: https://pt.wikipedia.org/ João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque governou a Parahyba de 1928 à 1930, dois de seus auxiliares eram esperancenses: Silvino Olavo e Elysio sobreira. Esperança havia lhe dedicado o título de cidadão, quando de sua vinda a esta cidade, por ocasião da campanha pela Aliança Liberal. Recepcionado pelo Prefeito Manuel Rodrigues e seu vice Theotônio Costa, foi saudado pelo advogado Severino Irineu Diniz quando da outorga daquela cidadania. O malogrado presidente do nosso Estado foi assassinado em 26 de julho de 1930, na Confeitaria Glória. Os fatos que antecederam a esta tragédia já foram por muito debatido, dispensando deste escritor qualquer comentário. Após aquele episódio, tornou-se natural as homenagens prestadas, destacando-se, dentre elas a do Juízo Municipal do Termo de Esperança. O judiciário local estava assim organizado: Dr. Orlando de Castro Pereira Tejo, Juiz Municipal; João Clementino Farias Leite, escrivão; e Manuel Jesuíno...

SOL comenta "A Voz da Terra" de Peryllo D'Oliveira

Peryllo: www.casadamemoriaararuna.com Severino Peryllo D’Oliveira foi um grande poeta. O mulato filho de Araruna/PB saiu de casa aos 15 anos, atraído por uma atriz italiana dirigente de uma companhia de teatro. Depois de experimentar os palcos, voltou à Parahyba com o também poeta Silvino Olavo. A sua obra passeia pelo lírico e modernismo. Depois de publicar “Canções que a vida me ensinou” (1925) e “Caminho cheio de sol” (1928), trazia à lume “A voz da terra” (1930) a propósito do qual fazia o amigo Silvino belíssimo ensaio. O livro – apesar de melancólico – trazia a “brasilidade” tão esperada por aqueles jovens, que acabaram de conhecer Mário de Andrade quando de sua visita à Parahyba, sendo esta “ o embrião de uma alegria sui generis” . Dizia Olavo encontrarem-se os dois agora no mesmo plano poético, num “ changuez admirável!” e acrescenta: “ essa filosofia melancólica, que é o segredo da sua harmonia anterior, nem a nota desse otimismo que não chega a ser idealismo”. De...