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Mostrando postagens com o rótulo Poemas

Salvação, poema de Rau Ferreira

  Salvação Eu era nada E nada me enchia Nada satisfazia O meu ego.   Eu era nada (nada ainda sou) Jesus me salvou! Disso não nego.   Hoje prego Pra você a salvação O reino eterno De amor e comunhão.   Quem crê, será salvo Quem não, está condenado; Creia e serás também Com Cristo uma união.   Banabuyé, 16/04/2025   Rau Ferreira   Comentário : Não há reparos a fazer, sobretudo na doutrina, os veros escolhe-se silabação distinta que é absolutamente normal, fica a critério do poeta; mas a doutrina e o ensino que está presente nos versos é absolutamente bíblica, porque fala a respeito da nossa condição, ao tempo que exalta a suficiência, a glória devida do nosso Salvador. Os versos do ponto de vista métrico têm quatro, cinco ou seis sílabas poéticas e isso é ao talante do poeta que vai construindo o seu poema. A doutrina é boa, é bíblica e saudável, poeticamente comunica aquilo que Cristo é e o que nós nos...

Gemy, o poeta

  O mundo literário e a intelectualidade conhecem Gemy Cândido: crítico literário, sociólogo e filósofo, expoente da “Geração ‘59”, autor de vários livros, dentre eles, Riachão de Banabuyé (2024), História Crítica da Literatura Paraibana (1983), Fortuna Crítica de Augusto dos Anjos (1981). Poucos sabem, que o brilhante jornalista também era poeta inspirado, desde os tempos d’O Telestar, folhetim da padroeira de sua terra natal (Esperança), onde publicou nos anos 60 do Século passado alguns de seus versos, que quero aqui reproduzir: “À Pedro Santos, Marcos dos Anjos e Políbio Alves, poetas maiores da nova geração paraibana. Á Chico Souto, a quem devo a liberdade de dimensão. Poema N. 1 O homem        O sol               A terra                    O abismo Para que tantos corpos apodr...

O que aconteceu/Enigma poético (Pedro Dias)

  O ano de 1990 foi O ano no qual aconteceu uma mudança brusca e um tano infeliz na minha jornada. Funcionário de uma empresa pública, concursado havia doze anos, que eu era, a CMB - CASA DA MOEDA DO BRASIL - subordinada ao Ministério da Fazenda, estabelecida no RJ, pedi exoneração da mesma para vir embora para o meu estado, a Paraíba. Isto devido estar crescente a violência naquela capital e também devido a dificuldade de acesso às universidades públicas daquele estado que eram distantes e de difícil deslocamento para os meus cinco filhos. E na capital, João Pessoa, seria mais fácil frequentar uma Universidade Federal e concluir, cada um, o curso de sua preferência, como aconteceu. Pois bem, para início enviei metade das coisas encaixotadas por uma transportadora para casa de parentes que se prestaram a guardá-las. Nessas caixas haviam coisas simples, antigas, porém de alta relevância e de valor literário inestimável. Na época, não havia notebook, muito menos celulares o...

Zé-Poema

  No último sábado, por volta das 20 horas, folheando um dos livros de José Bezerra Cavalcante (Baú de Lavras: 2009) me veio a inspiração para compor um poema. É simplório como a maioria dos que escrevo, porém cheio de emoção. O sentimento aflora nos meus versos. Peguei a caneta e me pus a compor. De início, seria uma homenagem àquele autor; mas no meio do caminho, foram três os homenageados: Padre Zé Coutinho, o escritor José Bezerra (Geração ’59) e José Américo (Sem me rir, sem chorar). E outros Zés que são uma raridade. Eis o poema que produzi naquela noite. Zé-Poema Há Zé pra todo lado (dizer me convém) Zé de cima, Zé de baixo, Zé do Prado...   Zé de Tica, Zé de Lica Zé de Licinho! Zé, de Pedro e Rita, Zé Coitinho!   Esse foi grande padre Falava mansinho: Uma esmola, esmola Para os meus filhinhos!   Bezerra foi outro Zé Poeta também; Como todo Zé Um entre cem.   Zé da velha geração Dos poetas de 59’ Esse “Z...

Ilusória beleza, poema de Pedro Dias do Nascimento

  Serenamente a desfilar sozinha Num galanteio esnobe de princesa, Durante um tempo andaste tu, mocinha, Envaidecida com tua beleza.   E nesse tempo eu convivi na minha Ilusória visão da tua nobreza, Vi sim, também, da tua ação mesquinha Nascer velado o drama da incerteza...   Confesso lamentar essa conduta À época em que foste absoluta Na ilusória beleza que passou.   O tempo já se foi a toda a brida E hoje és mais uma nesta vida A exibir da face o que restou.   João Pessoa-PB, maio de 2005.   Pedro Dias do Nascimento  

A parceria de Zé Alves e João Benedito

José Alves Sobrinho José Alves Sobrinho (1921/2011) nasceu José Clementino de Souto na Fazenda Pedro Paulo pertencente a seus pais, no Município de Picuí, que hoje pertence a Pedra Lavrada, no Estado da Paraíba. Adotou o nome artístico por imposição de seu pai, pois cantador de viola à época não era bem quisto, e assim o fez para evitar constrangimentos. Iniciou na cantoria aos 13 anos, mas aos 38 perdeu a voz, dedicando-se ao estudo e a pesquisa da poesia popular. João Benedito (1860-1943), cantador popular, nasceu João Viana dos Santos, no Município de Esperança, nesse mesmo Estado. Não chegou a ser escravo, pois já nasceu livre. Trabalhava nas feiras livres, onde muitas vezes declamou seus versos. Fazia “garrafadas” e remédios homeopáticos. Para muitos era a “alma dos cantadores”, e foi professor de muitos poetas. É o próprio Zé Alves que nos dá notícia dessa parceria em seu livro “Cantadores com quem cantei” (Bagagem: 2009). Disse tê-lo conhecido na cidade de Cuité, quando este...

João Benedito: verso e reverso

  Escritores e folcloristas colocam o nome de João Benedito aparece entre os maiorais da poesia popular, ao lado de Leandro Gomes de Barros, José Duda e Romano. O “Viana de Esperança”, no dizer de Josué da Cruz em uma cantoria. “ O Viana de Esperança Eu ouço desde menino Tem memória e peito fino, Canta e glosa abertamente! Faz gosto ouvir o repente Do cantador nordestino! ” Assim é o trabalho de Márcia Abreu (História de cordéis e folhetos: histórias de leitura), que cita além do nosso poeta esperancense: Inácio da Catingueira, Manoel Cabeceira, Neco Martins e Preto Limão: “ Estes cantadores apresentavam-se nas casas-grandes das fazendas ou em residências urbanas, em festejos privados ou em grandes festas públicas e feiras. Alguns permaneciam nos locais em que residiam – suas “ribeiras” – aguardando a chegada de um oponente; outros percorriam o sertão, cantando versos próprios ou alheios, apresentando-se sozinhos ou em duplas. Quando um cantador encontrava-se desa...

Pequeno rol de cordéis antigos de Esperança (PB)

  Consultando o acervo da Biblioteca “Átila Almeida”, na seção de “Obras raras”, deparei-me com uma relação de cordéis que foram editados ou que têm autores esperancenses, e considerei proveitoso trazer ao conhecimento do público, amante desta literatura popular. Segue a lista: As aventuras de Luiz e Lúcia (Luiz Gomes de Albuquerque - 1945) O Brasil pegando fogo e o vulcão de 1930 (Egídio de Oliveira – 1930) A catástrofe de Esperança (Manoel Tomaz de Assis - s/d) Os costumes das mulheres conforme os seus signos (José Pacheco - s/d) Debate de três poetas e o inspirado telegrafista pernambucano Manoel Laurindo Arrais e Santino Firmino Alves (Josué da Cruz - s/d) O desastre de caminhão que ia de Esperança e a usina Santa Maria (Antônio Patrício de Souza - 1977) Esperança de luto: o maior desastre da Paraíba, a virada do caminhão de Esperança (Manoel Tomás de Assis - s/d) A grande explosão de Esperança (Genésio Firmino - s/d) Os horrores do incêndio em Esperança (Fran...