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Romaria do Carmo (1952)

  O Padre Zé Coutinho era devoto de Nª Sª do Carmo e por muitos anos serviu a Ordem Terceira. Desde que assumiu o cargo de Capelão (1926) e, por vinte anos seguintes, em que esteve a frente do comissariado, promoveu inúmeras mudanças em prol dos “carmelitas”: “ restabelecendo o antigo esplendor das novenas de Nossa Senhora do Carmo, lembrando os saudosos tempos de Frei Alberto, reorquestrando e compondo novos números - Flor do Carmelo e Nossa Senhora do Carmo - para esta tradicional festa religiosa Novena de Santa Tereza, A Missa dos Carmelitas e o Te Deum de Santa Terezinha ” (NOBREGA, 1997, p. 15). Segundo o seu biógrafo e médico particular – Dr. Humberto Nóbrega – “ ele sempre pedia a N. S. do Carmo que, em seus últimos momentos, fosse assistido por um sacerdote ”. Também amava a sua terra natal. Ele mesmo declarou isso, deixando registrado em cartório o local de seu nascimento: “ Nasci em Esperança [...] , numa quinta-feira, na Primeira Casa da Rua do Sertão, naquela época, h
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Escorço de Chorographia, o livro de José Gomes Coelho

  Obra pouco conhecida na Paraíba, o livro publicado pelo professor esperancense José Gomes Coelho, é um dos livros raros que trata sobre os contornos da Paraíba. Em sua capa, destaca-se as qualificações do autor: “ Professor Normalista, Agrimensor laureado pela Escola da Paraíba, Inspetor Técnico e Geral do Ensino, sócio do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano e da Sociedade dos Professores Primários da Paraíba ”. O livro foi escrito para o uso das escolas primárias, tendo sido aprovado pelo IHGP e pelo Conselho Superior de Instrução. A edição ficou por conta de F. C. Batista Irmão, pela tipografia da “Popular Editora”, que dispunha de “variado e completo sortimento de Livros Escolares primários e secundários, e de grande variedade de artigos escolares” e que segundo consta, primava “em oferecer um agrado aos seus fregueses cujas compras excedam a 1$000 rs”. Na contracapa, o editor comenta que “A ‘Chorographia da Parahiba’, apesar de ser impressa em ótimo papel acetinado

Autores e livros (breve resumo)

AUTORES E LIVROS ESPERANCENSES   Há um tempo o Dr. João Batista Bastos me solicitou uma lista de autores esperancenses para uma publicação, não me lembro bem, se de sua autoria, para o blogue que administra (Revivendo Esperança) ou para compartilhar com terceiro. Enfim, a lista é bem grande, tendo apresentado-lhe uma breve sinopse dos principais escritores locais. A atualização deste rol foi confiada a Evaldo Brasil – de quem dou notícias adiante –, mas os que ora apresento, em breve resumo, é a síntese dos mais conhecidos e lidos autores de Esperança-PB. São eles: 1) Silvino Olavo : Estética do Direito (1924); Esperança – Lyrio Verde da Borborema (1925); Sombra Iluminada (1927) e Cordialidade – Estudos Literários – 1ª Série (1927); Badiva (1997). 2) Epaminondas Câmara : Alicerces de Campina Grande (1943); Datas Campinenses (1947); Municípios e Freguesias da Paraíba (1997). 3) Padre Zé Coutinho : Aos que não me conhecem (1965). 4) Magna Coeli Meira de Souza : Caminhos

Festa da Padroeira (1955)

  A tradicional Festa da Padroeira de Esperança-PB, para a qual acorria muita gente, sempre foi com um objetivo: angariar fundos para as obras paroquiais. Para aquele ano de 1955 não podia ser diferente. No convite, destacava-se que “ Toda a população da terra do Bom Conselho prestará homenagens de fé e amor à sua Santa Padroeira ”, que se iniciaria com um novenário, de 1º a nove de janeiro. Como sabemos, a Virgem do Bom Conselho se celebra em 26 de abril de cada ano, porém há muito que se comemorava no início de janeiro, data em que os esperancenses que residem fora costumam visitar a cidade e seus parentes. O Sr. Severiano Pereira da Costa, em nota para o jornal “O Norte”, escreveu para aquele jornal dizendo que “ Não somente as Comemorações Religiosas da Paróquia, mas todos os que honram de viver à sombra benéfica do ‘Lírio Verde da Borborema’, sem distinção de espécie alguma, como membro de uma comunidade, tomarão parte ativa nas solenes e públicas homenagens à Mãe de Deus ”.

Silvino Olavo, por Roberto Lyra

  Roberto Lyra (1902-1982) nasceu em Recife-PE, e graduou-se em Direito pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais (atual UFJ). Ingressou nos quadros do Ministério Público em 1924, alcançando destaque no Tribunal do Júri, em grandes embates com os juristas e célebres advogados Evaristo de Moraes e Evandro Lins e Silva, valendo-lhe o apelido de “o príncipe dos promotores públicos”. Em reportagem especial para o “Diário da Manhã”, o então promotor, falando sobre sua vida íntima, comenta o livro “Sombra Iluminada” de Silvino Olavo. Silvino também estudou na mesma faculdade que Roberto, sendo crível que tenham se conhecido na academia, quiçá tenha frequentado as mesmas salas de aula! Em todo caso, Lyra o chama de “amigo querido”. Assim começa Lyra a sua digressão: “ Ultimamente, Silvino Olavo, de passagem pelo Rio, pôs, nas minhas mãos, com uma dedicatória cativante, a sua Sombra Iluminada . Versos. Sorri, pensando nos autos, nas leis sibilinas, nos tratados massudos que os dever

América de Esperança x Flamengo (Campina Grande-PB)

  A temporada patrocinada pela Associação dos Cronistas Campinenses foi cercada de êxito, como destacava a imprensa paraibana, porém com o suspense da torcida americana, em razão do placar de empate de 1 x 1 no jogo contra o Flamengo do Zé Pinheiro (Campina Grande-PB). O América de Esperança estava em boa fase e foi até a cidade “Rainha da Borborema” a convite da ACDCG, demonstrando disposição e igualdade de condições em campo, com grandes investidas contra o quadro rubro negro local. A partida intermunicipal aconteceu no Estádio Presidente Vargas, que para os cronistas “ foi um dos melhores que temos visto no futebol amador do interior paraibano ”. O correspondente Palmeira Guimarães, ainda comentou que “ O América, em alguns momentos, especialmente na segunda fase, foi senhor absoluto das ações, mas em compensação, na primeira etapa, o Flamengo, após abrir a contagem, demonstrou uma superioridade que deu a entender que levaria de vencida ao adversário por uma contagem ampla ”.

Administração Júlio Ribeiro

O Prefeito Júlio Ribeiro da Silva administrou o município em duas oportunidades. A primeira de 1937 à 1940 e a segunda de 1947 à 1951, nas duas ocasiões, o Sr. Elias Barbosa Monteiro foi seu vice. A primeira administração foi marcada por alguns melhoramentos, apesar contar o município com um pequeno orçamento. A prefeitura determinara a demolição de alguns prédios desapropriados para a construção da praça pública, obra necessária para o alargamento das vias principais. O serviço de saúde estava a cargo do Dr. Sebastião Araújo, médico local que atendia na Rua Solon de Lucena e se dizia especialista em “doenças dos olhos e sífilis”. A agricultura estava entregue a um técnico agrícola que empreendia apoio “ material para completa eficiência desse serviço tão útil e necessário à economia municipal ”. De acordo com o prefeito, a situação do município era a seguinte: “ sem nenhum compromisso a pagar existe um saldo de 20:000$000 em cofre ”, esses vinte contos representavam uma boa so