Por Geraldo Irenêo Jóffily No dia 15 de dezembro de 1843 queimava-se alfazema (1) na fazendola de José Luiz Pereira da Costa; nascera-lhe o primeiro filho do segundo matrimônio. O almanaque indicava como santos do dia IRINEU e CICILIANO. Assim, foi o menino levado à pia na primitiva capela de Pocinhos com o nome de IRINEU CECILIANO, exatamente como estava escrito naquele velho calendário (2). Zé Luiz era um modestíssimo criador, com meia dúzia de vacas paridas no curral e uns cem ou duzentos garrotes e novilhas soltos no pasto comum. Seus pais e avós se haviam radicado na chapada da Serra da Borborema e por ali sempre viveu, ficando a maior parte do seu tempo no lugarejo Pocinhos e passando os invernos num pequeno sítio à sombra de imensa rocha, que guarda um pouco de umidade para os terrenos do nascente. O pitoresco local era conhecido como BANABUYÉ, hoje município de ESPERANÇA, onde "as gameleiras com que a rua principal da primitiva vila estava arborizada foram estaca...
Tragédia marcante em nosso município foi a explosão da fábrica de fogos, ocorrido em 22 de abril de 1949. Já escrevi sobre este episódio em dois capítulos, porém hoje trago um relato do ex-prefeito Odaildo Taveira. O velho amigo, que nos deixou no início de agosto deste ano de 2026, conhecia muito da história local, com quem conversava sempre que nos encontrávamos. Disse ele sobre aquele fatídico dia: “Eu era criança, morava na rua Paroquial e, no momento da explosão bem pela manhã, saímos de casa apavorados e me lembro bem numa conversa entre meu pai e seu Tiano e seu Patrício. Ouvi quando seu Tiano dizia foi a garrafa de oxigênio da oficina de Inácio Ferreira. Interessante é que quando tomaram conhecimento do acontecido foi que viram a grande tragédia. Várias pessoas morreram e pedaços de pessoas havia por todas as imediações da fábrica. Dona Mariinha de seu Ernesto Bezerra tinha um forno de barro de assar bolo. Onde foi parar as vísceras completa de uma das vítimas. Na casa ...