João Benedito (1860-1943) foi um dos maiorais do repente. O poeta esperancense era temido pelo seus adversários, muitos dos quais deitaram a viola, dando-se por vencido na peleja, em sinal de respeito ao velho cantor esperancense. Josué Alves da Cruz – um dos grandes artistas paraibanos – dizia que ele tinha “boa memória e peito fino”. Egídio de Oliveira Lima menciona (Os Folhetos de Cordel: 1978, p. 217) que João possuía uma memória prodigiosa e que costumava declamar alguns cordéis nas feiras livres, sítios e fazendas que frequentava. Ele que de escravo chegou a ser professor de cantoria, tendo José Alves Sobrinho como célebre aluno. Do velho cantor não se tem muita coisa escrita de sua produção, mesmo porque a maioria dos estudiosos afirmam que ele era cantador, de onde se supõe que os versos eram feitos de improviso ou de “repente”, como se diz no Nordeste. Porém, dos poucos registros de que dispomos, observamos a grandiosidade da sua rima. Eis uma sextilha reproduzida por F. C...
O jornal “A União”, na sua edição de 27 de janeiro de 1932, trouxe uma defesa escrita pelo Sr. Theotônio Tertuliano da Costa, Prefeito Municipal de Esperança, na Parahyba do Norte, no período de 1929 à 1937. Trata-se de uma resposta às acusações feitas a sua administração, e que foram publicadas no “Jornal do Commércio” em 23 do corrente mês e ano. Segundo consta, houve um equívoco nas constas municipais em razão da administração passada, que repetiu alguns números, sendo o erro atribuído ao então secretário da prefeitura. Embora a resposta tenha sido editada pelo jornal “O Brasil Novo” em 20 do andante, as explicações foram novamente acolhidas n' “A União”. Em duas páginas, o Sr. Prefeito demonstra o saldo recebido quando assumiu a gestão municipal e as novas cifras do orçamento no tocante a sua administração, relacionando o aumento da receita. Eis a síntese da sua defesa: 1) O travessão “em duplicata e a crédito”, atribui-se a responsabilidade ao secretário da prefeitura,...