O Sítio Cabeça de Boi, ou simplesmente “Cabeço”, localiza-se na divisa dos municípios de Esperança e Pocinhos. Ele possui uma importância topográfica e historiográfica local. Reinaldo de Oliveira Sobrinho, em sua obra “Esboço de Monografia do Município de Areia”, publicada em 1958, constata que o marco delimitatório do município de Esperança esteve situado nas margens do Rio Cabeço, dentro dos limites da referida propriedade, pelo menos até a década de 1950. Vejamos: “COM ESPERANÇA: Começa na foz do Riacho do Boi, no Riachão, sobe por ele até a sua nascente; e por uma linha reta até alcançar o marco nº 5, na Olaria de Pedro Batista, à margem do Riacho do mesmo nome; desce pelo referido riacho até a sua foz, no Rio Araçagi; desce ainda esse rio até cortar o caminho carroçável que passa em Meia Pataca, Maniçoba, Umbu e 68, prossegue pelo referido caminho até encontrar o marco nº 3 (de Esperança), colocado à margem do Rio Cabeço, na fazenda do mesmo nome” (SOBRINHO: 1958, p. 31). Co...
Nascido em 20 de setembro de 1901, na Fazenda Arara, localizada no município de Esperança, Estado da Paraíba, era filho de Manoel Virgolino da Silva e Maria Narcisa da Silva. Casou-se em 10 de novembro de 1928, com Nícia Maracajá Henriques. Ela nascida na Fazenda Nova Vista, no município de Gurjão, em 4 de agosto de 1913. Esse consórcio estendeu-se por quase 75 anos. Dessa união descende cinco filhos: Robério Maracajá Henriques, Níobe Maracajá Henriques, Parsival Maracajá Henriques, Ceres Maracajá Henriques e Isis Maracajá Henriques. João Henriques iniciou seus estudos preliminares em sua cidade natal, Esperança, na Paraíba. Em busca de aprofundamento, ingressou no Seminário Maior de João Pessoa e, nos anos de 1919 e 1920, estudou no prestigiado Liceu Paraibano. A consolidação de sua formação técnica e científica ocorreu em Minas Gerais, onde obteve o diploma pela Escola Mineira de Agronomia e Veterinária de Belo Horizonte no ano de 1923. Nesse mesmo período, cumpriu com suas o...