O jornal “A União”, na sua edição de 27 de janeiro de 1932, trouxe uma defesa escrita pelo Sr. Theotônio Tertuliano da Costa, Prefeito Municipal de Esperança, na Parahyba do Norte, no período de 1929 à 1937. Trata-se de uma resposta às acusações feitas a sua administração, e que foram publicadas no “Jornal do Commércio” em 23 do corrente mês e ano. Segundo consta, houve um equívoco nas constas municipais em razão da administração passada, que repetiu alguns números, sendo o erro atribuído ao então secretário da prefeitura. Embora a resposta tenha sido editada pelo jornal “O Brasil Novo” em 20 do andante, as explicações foram novamente acolhidas n' “A União”. Em duas páginas, o Sr. Prefeito demonstra o saldo recebido quando assumiu a gestão municipal e as novas cifras do orçamento no tocante a sua administração, relacionando o aumento da receita. Eis a síntese da sua defesa: 1) O travessão “em duplicata e a crédito”, atribui-se a responsabilidade ao secretário da prefeitura,...
A produção de um livro é um trabalho que muitas vezes vai além das mãos do escritor. O editor está diretamente envolvido na obra desde a leitura inicial a tomada de certas decisões. O ilustrador conversa com a obra e com o seu autor. Produz-se então a “boneca” do livro, o protótipo para impressão final, que simula o resultado gráfico. Neste percurso, muitas imperfeições são trabalhadas, porém algumas delas escapam e são objeto de “erratas” pelo publicador. É o que suponho ter acontecido na escrita de Egídio de Oliveira Lima (1904/1965), em seu livro “Os Folhetos de Cordel”. João Nunes nunca existiu, deve ter sido erro no trabalho de digitação. Quando o autor narra “ Os Sofrimentos de Alsira ” (leia-se: Alzira) – folheto de 48 páginas e 228 sextilhas, de autoria de Leandro Gomes de Barros, publicado em primeira linha pela Impressa Industrial (1907), menciona que “ os cantadores tem-no decorado. O violeiro João Nunes cantava-o de avante a ré ” (pág.141). E mais adiante, faz a seguint...