Tragédia marcante em nosso município foi a explosão da fábrica de fogos, ocorrido em 22 de abril de 1949. Já escrevi sobre este episódio em dois capítulos, porém hoje trago um relato do ex-prefeito Odaildo Taveira. O velho amigo, que nos deixou no início de agosto deste ano de 2026, conhecia muito da história local, com quem conversava sempre que nos encontrávamos. Disse ele sobre aquele fatídico dia: “Eu era criança, morava na rua Paroquial e, no momento da explosão bem pela manhã, saímos de casa apavorados e me lembro bem numa conversa entre meu pai e seu Tiano e seu Patrício. Ouvi quando seu Tiano dizia foi a garrafa de oxigênio da oficina de Inácio Ferreira. Interessante é que quando tomaram conhecimento do acontecido foi que viram a grande tragédia. Várias pessoas morreram e pedaços de pessoas havia por todas as imediações da fábrica. Dona Mariinha de seu Ernesto Bezerra tinha um forno de barro de assar bolo. Onde foi parar as vísceras completa de uma das vítimas. Na casa ...
Silvino Olavo, o filho ilustre de Esperança Ednaldo Alves * Já tinha conhecimento do grandioso talento desta refulgente figura que brilhou nas letras, nos legando preciosos, inspirados livros de poesia, um intelectual de vastíssima cultura. Silvino Olavo projetou a nossa Paraíba, teve dimensão nacional e segundo Rau Ferreira , seu biógrafo, Silvino Olavo possuía uma inteligência multiforme, político, poeta, jornalista, advogado e uma incontável soma de outros atributos. Iniciou sua fluente carreira acadêmica e jurídica no Rio de Janeiro, e ali publicou o inspirado livro de poesias, os Cysnes, em 1924, na capital federal, recebendo a obra rasgados elogios e o introduzindo, de logo, no circuito seleto da intelectualidade carioca e privando de grandes amizades. Na sua exaustiva e brilhante biografia, a excelsa figura, exclama Rau Ferreira ; enquanto isso, Pedro Calmon escrevia as “Memórias” do colega de faculdade a quem a maioria da turma incumbiu de profer...