Lateral da Escola Irineu Jóffiliy (1932) Nos anos 30, do Século passado, houve muitas reformas estruturais administrativas, que se refletiram na própria arquitetura escolar, impulsionadas por figuras como Anísio Teixeira. O aspecto físico deveria expressar ordem, higiene, disciplina e eficiência. Estas ideias estavam associadas à modernização do Estado e à democratização do ensino. A planta se insere em um momento de reorganização do “Estado Novo”, marcado pela Revolução de 1930. Getúlio Vargas, em sua ascensão ao poder, deu novos contornos à educação, que passou a ser vista como instrumento de modernização nacional. Seguindo esta tendência, os governos estaduais passaram a adotar “projetos-tipos” que podiam ser replicados em várias cidades. O estilo predominante era o funcionalismo com sua simplicidade volumétrica e racionalidade espacial. Valorizava-se a iluminação e ventilação natural, com o uso de materiais convencionais. O edifício da Escola “Irineu Jóffily” foi concebido ...
Dentre os materiais que Carlos Bezerra recebeu do cunhado de Silvino – Waldemar Cavalcante – pouco tempo após a morte do poeta, encontra-se um capítulo do romance “Banabuyé”. A documentação foi doada pelo engenheiro ao Grupo de Estudos e Pesquisas do HISTEBR-GT/PB, capitaneado pelo Prof. Charlinton Machado. Escrito na segunda metade do Século XX no período de reclusão, quando esta padecia de crises esquizofrênicas, “ em pleno contexto do ostracismo vivido por Silvino Olavo da Costa, após o retorno definitivo para cidade de Esperança, interior da Paraíba ”, como bem pontuou a equipe de pesquisadores, no trabalho “Silvino Olavo da Costa: Escritos de Solidão e Silêncio”. Irineu Jóffily – em suas “Notas sobre a Parahyba” (1892) – nos diz que Banabuyé foi sempre o nome deste lugar, e assim deveria ter permanecido, por mais auspicioso que fosse “Esperança”. O romance, de certo, A seguir, a reprodução do mencionado capítulo deste romance: “É este governo do povo, constituído pela habi...