A produção de um livro é um trabalho que muitas vezes vai além das mãos do escritor. O editor está diretamente envolvido na obra desde a leitura inicial a tomada de certas decisões. O ilustrador conversa com a obra e com o seu autor. Produz-se então a “boneca” do livro, o protótipo para impressão final, que simula o resultado gráfico. Neste percurso, muitas imperfeições são trabalhadas, porém algumas delas escapam e são objeto de “erratas” pelo publicador. É o que suponho ter acontecido na escrita de Egídio de Oliveira Lima (1904/1965), em seu livro “Os Folhetos de Cordel”. João Nunes nunca existiu, deve ter sido erro no trabalho de digitação. Quando o autor narra “ Os Sofrimentos de Alsira ” (leia-se: Alzira) – folheto de 48 páginas e 228 sextilhas, de autoria de Leandro Gomes de Barros, publicado em primeira linha pela Impressa Industrial (1907), menciona que “ os cantadores tem-no decorado. O violeiro João Nunes cantava-o de avante a ré ” (pág.141). E mais adiante, faz a seguint...
Lateral da Escola Irineu Jóffiliy (1932) Nos anos 30, do Século passado, houve muitas reformas estruturais administrativas, que se refletiram na própria arquitetura escolar, impulsionadas por figuras como Anísio Teixeira. O aspecto físico deveria expressar ordem, higiene, disciplina e eficiência. Estas ideias estavam associadas à modernização do Estado e à democratização do ensino. A planta se insere em um momento de reorganização do “Estado Novo”, marcado pela Revolução de 1930. Getúlio Vargas, em sua ascensão ao poder, deu novos contornos à educação, que passou a ser vista como instrumento de modernização nacional. Seguindo esta tendência, os governos estaduais passaram a adotar “projetos-tipos” que podiam ser replicados em várias cidades. O estilo predominante era o funcionalismo com sua simplicidade volumétrica e racionalidade espacial. Valorizava-se a iluminação e ventilação natural, com o uso de materiais convencionais. O edifício da Escola “Irineu Jóffily” foi concebido ...