O texto a seguir é de autoria do jornalista esperancense Jacinto Barbosa. Nascido em Lagoa de Pedra, zona rural de Esperança, ele era filho de Manuel Nicolau e dona Maria “Zuza”; e casado com Clélia Toscano. Vamos ao texto! “ Uma Rádio chamada Esperança Reportagem publicada em A União no ano de 1987 Vinte e cinco anos após a sua emancipação política, a cidade de Esperança, com um pouco mais de 10 mil habitantes, já se ouvia pelas ondas do rádio. Não era uma Tabajara, Caturité ou a Cariri de antigamente, mas chegava aonde queria. Atingia os ouvidos de quem de fato pretendia. E até que incomodou o regime político da época, ao dar informações do Partido Comunista. “A gente recebia jornais tidos como subversivos e lia os artigos e todas as matérias “, lembra Ernani Santos, o pioneiro da radiodifusão esperancense. Mas essa ousadia lhe custou caro. Uma vez, o Exército de Campina Grande recolheu todos os equipamentos da Rádio Cultura de Esperança, sob a acusação de se...
O Cantador José Virgulino de Souza ficou mais conhecido com o nome de José Mergulhão. Dizia ter nascido em “Boa Esperança”, na Paraíba, no ano de 1908; e faleceu no Ceará vítima de tuberculose, nos idos de 1939. De fato, a antiga vila de Banabuyé foi assim nominada (Boa Esperança) a partir de 1872, até que um padre teria mudado o topônimo indígena, batizando-a de Esperança, da freguesia de mesmo nome. Assim consta da Revista do Instituto Histórico de Alagoas: “ José Mergulhão de Sousa, o desventurado cantador negro que morreu tuberculoso em 1939, com trinta e dois anos de idade. Ele era de Paraíba, da localidade Boa Esperança e morreu em longínquo município do Ceará ” (R.IHGA: 1947 e 1949). Ferino de Góis em carta a Romano anterior a 1891, citado por Átila Almeida, recita os seguintes versos, nos quais destaquei: “Cheguei em Boa Esperança Encontrei o Campo Alegre, Esse me disse: - Seu mal, Estou com medo que me pegue, Se você já vem mordido, Por caridade não negue.....