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Elysio Sobreira fala sobre a "Guerra de Princesa"

  Entrevista para o Jornal “O Globo”   Em entrevista para o jornal “O Globo”, concedida pelo Coronel Elysio Sobreira, dias antes do conflito que se denominara “A Guerra de Princesa”, o operoso Chefe da Força Policial da Parahyba falou sobre a sua expectativa e os homens sobre o seu comando disse: “- É a melhor possível. Quando marcham para o campo da luta, é com indescritível entusiasmo, erguendo vivas ao presidente João Pessoa. É um espetáculo comovente. - Acha difícil a tomada de Princesa? - Absolutamente. Considero a mazorca perrepista fácil de ser dominada pelas forças legais, dada a bravura dos oficiais, inferiores e praças da nossa Força Pública, que lá estão a se bater com verdadeiro heroísmo. - E os cangaceiros? - Da minha última viagem à zona das operações militares colhi informações fidedignas de que os bandidos chefiados por José Pereira estão apavoradíssimos e indignados pelo tratamento que lhes dispensa o chefe do bando criminoso. Alguns que passaram pelo mun
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Samuel Duarte: um quase-filho de Esperança-PB

  Nasceu Samuel Vital Duarte no Cantagalo, zona rural do Município de S. Sebastião de Lagoa de Roça, no dia 10 de novembro de 1904. Filho de Joaquim José Duarte e Cosma Pereira Duarte. Era o caçula de doze irmãos. Foi deputado federal por quatro legislaturas, assumindo a Presidência da Câmara Federal de 1947 à 1949. Trabalhou no jornal “A União”, sendo também diretor; e no órgão oficial “A Imprensa”. Na Paraíba, foi Secretário de Interior e Justiça. Como advogado, atuou em diversas causas importantes, assumindo a presidência da OAB Nacional entre 1967/69. O ensino primário, no que se presume, iniciou Samuel em Esperança, pois os relatos que se tem, dão conta de que ele completou “ as primeiras letras em escola da vizinhança ” (Perfis Parlamentares: 2014, pág. 16). Nesse sentido, me parece equivocada a biografia de SAMU no sítio da Academia Paraibana de Letras – APL, quando fala do patrono fundador da Cadeira nº 33: “ A inteligência de Samuel Duarte despertou a atenção do direitor

Como Padre Zé ajudou a mudar o nome da Capital

A Capital do Estado, tricentenária, passou por no mínimo três nomes, até que por engenhosa manobra política, devido ao assassinato de seu presidente, ganhou o nome de João Pessoa, em homenagem ao governante, vitimado na Confeitaria Glória, em 26 de julho de 1930. Com o seu passamento, entusiastas promoveram, a partir do dia 27 daquele mês e ano, acalorados tributos, com votos de que fosse dada a cidade o seu nome, os quais foram esmaecendo com o passar do tempo, como nos explica o Padre Zé, em seu artigo publicado n’A União – “Como se mudou o nome da cidade”: “ A partir de 27 de julho, variadas homenagens lhe foram prestadas, umas maiores outras menores, todas, porém muito sinceras. Depois da primeira, da segunda semana, o entusiasmo do primeiro momento foi diminuindo um pouco, como aliás, tudo acontece na vida ” . Estava o poeta Américo Falcão a frente desse movimento, fazendo publicar nos jornais da época matérias que evocassem essa mudança, que foi acolhida no Rio pelo centro

Cines Ideal e S. Francisco: primeiro ciclo

  Cine Ideal de Inácio Rodrigues A fascinação pelo cinema é muito antiga, pode-se dizer que desde que os irmãos Lumière exibiram no “Grand Café” a película “A chegada do trem”, em 28 de dezembro de 1896, o mundo ficou maravilhado com aquela invenção, que transformava imagens em movimento. A nossa primeira experiência se deu com o “Ideal Cinema”, de propriedade do Sr. Inácio Rodrigues de Oliveira. Não temos a data de sua fundação, mas é certo que já existia em 1918, conforme uma nota publicada no jornal “A Província”, do Estado de Pernambuco, que nos informa: “[...] pessoas idôneas da próspera povoação de Esperança solicitam licença para que o cinema d’ali continue a funcionar ” (A Província: 12/11/1918). Também pudemos conferir a existência deste cinema que exibia “ filmes excepcionais, das melhores fabricas cinematográficas ” (propaganda da época) em outras publicações; uma delas veiculada no Jornal “A União” reclamava do abuso de fumantes na sala de projeção e do ingresso de cr

Elysio Sobreira: Ação Policial em Bananeiras-PB

  Nas entrelinhas da história encontramos as lutas de resistência ao banditismo, na qual muito se empenhara o Coronel Elysio Sobreira. Após algumas ações policiais pelo interior, realiza o então Capitão da Força Policial uma forte operação em Bananeiras. A imprensa estadual assim destaca: “ O capitão Elysio Sobreira, um dos bravos e distintos oficiais da nossa polícia, comanda atualmente forte coluna volante em operação na zona dos brejos. Não era possível que o plano do governo de ação decidida contra o banditismo, se circunscrevesse ao vasto cenário da região sertaneja, quando na outra seção do estado, justamente a mais próxima da capital e da civilização, existem conhecidos antros de cangaceiros ferrozes ”. Há muito se ressentiam os brejeiros de um apoio da polícia paraibana, nessa zona próspera e que possuía grandes engenhos de cana-de-açúcar, e nas quais operavam os forasteiros, a exemplo de Antônio Silvino, Pilão e Bitó (estes dois últimos das nossas cercanias). De certo

A Paraíba, berço do folclore nordestino

  “A Paraíba, berço do folclore nordestino”. Este é o título que nos foi fornecido pelo jornal “O Rebate”, dirigido por Luiz Gil de Figueiredo, e que trás em sua segunda página as impressões de Irineu Jóffily acerca da cultura popular. De acordo com o “cronista dos sertões”, a poesia dos cantadores teria origem no nosso Estado, principiando no Sertão, a partir da assimilação dos usos e costumes, aliada a receptividade na região de indivíduos de todas as partes, “ hospitalidade que eleva até o acolhimento mais benévolo, generoso mesmo, que se fazia a qualquer viandante ” e que “ só era praticada, com um dos imperiosos deveres, no sertão ”, concluindo o autor de Notas sobre a Parahyba (1892) que “ é por tudo isto também que ali nasceu a poesia populari ”. Ao me deparar com o texto, temática essa que nos aproxima, resolvi colecionar para este diário eletrônico as impressões joffilianas sobre os poetas e cantadores d’outrora. O texto a seguir, que também faz parte de suas Notas, é apen