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As festas de S. João (1933)

 


Jornal “A União”

 

Constituíram um verdadeiro acontecimento as festas sanjoanescas nessa florescente vila serrana.

O programa das mesmas, que foram realizadas em benefício da Caixa Escolar “Joviniano Sobreira”, ficou a cargo de 3 comissões, assim distribuídas: Comissão Central: Drs. Sebastião Araújo, Samuel Duarte, Heleno Henriques, Luiz de Gonzaga Nobrega, Manuel Cabral, Srs. Júlio Ribeiro, Theotônio Costa, Manuel Rodrigues, José Souto, Severino Diniz, Theotônio Rocha e Pedro Torres, Sras. Esther Fernandes, Firmina Coelho Nobrega, Virgínia Cunha, Elvira Lima, professora Lydia Fernandes e Severina Sobreira; comissão de organização – Srs. José Carolino Delgado, José Brandão, Sebastião Rocha, José Rocha, Antônio Coêlho, Fausto Bastos, José Passos Pimentel, Miguel Felix, João Santiago Ulisses Coelho, Francisco Bezerra, Claudino Rogério, Francisco Soares; comissão de ornamentação – senhoritas Noemia Rodrigues, Marieta Coelho, Dulce Paiva, Hilda Rocha, Oneide de Luna Freire, Maria Lucena, Iracema Passos, Nair Passos, Odília Ribeiro, Maria Baptista, Maria de Lourdes Araújo, Maria Nicolau e Hilda Donato.

No dia 19, à noite, abriu-se, com numerosa assistência, no prédio do Grupo Escolar, a temporada festiva, com variado repertório de danças matutas, ao som da maviosa orquestra, representada por uma concertina e outros instrumentos próprios dos velhos tempos.

Os números constantes do programa foram cumpridos à risca, a partir das 16 horas do dia 23, começando pela celebração de um casamento simbólico. Serviram de noivos o jovem Sebastião Passos e a senhorita Odília Ribeiro, acompanhados, por um cortejo de cerca de oitenta pares, todos vestindo trajes pelo figurino de 1870. O cortejo nupcial percorreu as principais ruas da vila, sendo o ato do casamento presidido pelo sr. José Passos Pimentel, que funcionou como juiz. após a alocução deste, foram os noivos saudados pela senhorita Marieta Coelho, em linguagem rigorosamente matuta, causando este número ruidosa hilaridade, entre a assistência. Foram batidos vários aspectos fotográficos.

Na residência do sr. Sebastião Rocha, onde se realizou a cerimônia foi oferecida saborosa “cachimbada” aos “convidados”. Às 18 horas foi solenemente hasteada a bandeira do sr. S. João, no pátio interno do “Grupo Escolar”, seguindo-se animadas danças, que se prolongaram até às 2 horas da manhã seguinte.

Nos intervalos foi servida a clássica canjicada e um magnífico serviço de “Bufet”, à cuja frente esteve o prestimoso comerciante sr. Sebastião Rocha.

Entre outras surpresas próprias dos festejos saojoanescos, realizou-se um concurso de dança e traje caipiras, sendo aclamados, em dança matuta, sr. José Passos Pimentel e a senhorita Marieta Coelho, e, em pose caipira, o sr. João Santiago e a senhorita Zefinha Araújo.

O comparecimento de famílias da sociedade local e de pessoas vindas expressamente de localidades vizinhas deu o maior realce aos festejos, reinando o maior entusiasmo, ordem e alegria nas homenagens tributadas ao popularíssimo santo da legenda herodiana.

A orquestra esteve sob a direção dos conceituados maestros Zuca e Bastos Florentino.

 

A União

 

 

Fonte:

- A UNIÃO, jornal. Edição de 28 de junho. Ano XLI, Nº 144. João Pessoa/PB: 1933.

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