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Mostrando postagens com o rótulo Esporte

América de Esperança x Flamengo (Campina Grande-PB)

  A temporada patrocinada pela Associação dos Cronistas Campinenses foi cercada de êxito, como destacava a imprensa paraibana, porém com o suspense da torcida americana, em razão do placar de empate de 1 x 1 no jogo contra o Flamengo do Zé Pinheiro (Campina Grande-PB). O América de Esperança estava em boa fase e foi até a cidade “Rainha da Borborema” a convite da ACDCG, demonstrando disposição e igualdade de condições em campo, com grandes investidas contra o quadro rubro negro local. A partida intermunicipal aconteceu no Estádio Presidente Vargas, que para os cronistas “ foi um dos melhores que temos visto no futebol amador do interior paraibano ”. O correspondente Palmeira Guimarães, ainda comentou que “ O América, em alguns momentos, especialmente na segunda fase, foi senhor absoluto das ações, mas em compensação, na primeira etapa, o Flamengo, após abrir a contagem, demonstrou uma superioridade que deu a entender que levaria de vencida ao adversário por uma contagem ampla ”...

O jogo que não terminou

  “ E o jogo não terminou ...”, registrava Ivan Bezerra ao narrar a disputa entre América de Esperança e o Botafogo da Capital no Estádio “José Ramalho da Costa”, na cidade de Esperança-PB. Em crítica ferrenha, complementa o cronista: “ Em Esperança é assim: escreveu não leu, terminam um jogo ”. Mas será que o repórter pessoense foi justo? O mesmo episódio é narrado por Francisco Cláudio, conhecido por “Chico de Pitiu”, que dirigiu a equipe americana, em seu livro “50 Anos de Futebol & etc”. Nosso objetivo é mostrar os dois ângulos, e deixar que o leitor faça o julgamento. Vamos aos fatos. A convite de Zé Ramalho, compareceu o Botafogo ao nosso estádio, no dia 11 de novembro de 1956, para participar de uma partida amistosa. Os americanos marcaram aos trinta segundos do primeiro tempo, por intermédio de Aprígio. Com a marcação “ os cracks interioranos passaram a pressionar o reduto final do Glorioso, enquanto ele continuava falhando no seu setor defensivo ”. A investida do...

O craque José Morais (Chiclete)

  José Morais nasceu em Esperança-PB, aos vinte de fevereiro de 1942, filho do casal Severino Ramos Morais e Maria Nicolau Costa. Ganhou o apelido de “Chiclete”, com o qual ficou conhecido nos campos. Aos 16 anos ingressou nas fileiras da Associação Atlética Portuguesa, integrando a equipe amadora, onde defendeu o quadro juvenil por duas temporadas, conquistando o primeiro título: Campeão Juvenil. Em 1959, o atleta foi transferido para o Auto Sport de João Pessoa-PB, assinando o seu primeiro contrato profissional, com participação no time principal, e sagrando-se Vice-Campeão Paraibano de Futebol. Não demorou muito para que os “olheiros” captassem o jogador para o Campinense Clube, assinando com essa equipe o seu contrato em 1961. Foi campeão pela “Raposa” na divisão de honra da paraíba. Após essa temporada, foi cedido pelo Campinense para defender a Portuguesa de Desportos no Estado de São Paulo. Na “Lusa Bandeirante”, onde permaneceu por um ano, foi lançado entre os “Cobr...

Solta Martinho, senão perco a patente!

  A prática do esporte em nossa cidade era muito diferente na década de 40 do Século passado. Não havia educação física e os atletas se preparavam ensaiando grandes correrias pelas ruas da cidade. Esperança naquele tempo não passava de cinco ou seis vias e a maratona ficava circunscrita ao seguinte roteiro: rua do sertão (Rua Solon de Lucena), passando em frente à Matriz, circulando pela rua de baixo (Rua Silvino Olavo), descendo pela rua do boi (Senador Epitácio), completando a volta na Escola “Irineu Jóffily” para encerrar na casa de Manoel Rodrigues (atual Banco do Brasil). Foi numa dessas que os amigos desportistas combinaram se encontrar para melhorar o preparo físico. A noite era mais propícia, já que alguns estudavam e trabalhavam, não podendo se dedicar ao esporte no período diurno. Martinho Soares jogava pelo América e estava entre os que buscavam uma boa condição física. No dia e horário marcado, foi o primeiro a chegar e, ouvindo o som de um apito ao longe, pensou ...

América x Comerciário: Súmula do jogo (1952)

O Comerciário de Campina Grande aceitou convite do “Mequinha” para um amistoso a se realizar no Estádio José Ramalho da Costa. A embaixada campinense, presidida por Olavo Albino de Freitas, seguiu em um ónibus especialmente fretado para conduzir os jogadores à cidade de Esperança. A partida teve início às 15h30 horas do domingo, dia 10 de agosto de 1952. O primeiro tempo terminou sem que nenhuma das equipes abrisse o placar. Os jogadores faziam “cancha” no centro do campo, sem nenhuma produção. A disputa parecia monótona no primeiro tento. Para a segunda fase, os atletas apresentaram maior disposição, movimentando-se no gramado com mais agilidade. O América de Esperança não demonstrou sua costumeira fibra frente os pupilos de Olavo. Os campinenses agigantaram-se, mas não souberam aproveitar o momento, perdendo várias oportunidades de ataque. Com isso, a ofensiva americana armou jogadas oportunistas com atuação do centro-médio, seguido pelo arqueiro que também teve boa atuação n...

Ramalho: Selo de seu centenário

Recebi da família de José Ramalho o postal comemorativo do seu centenário de nascimento, produzido pela ABMF – Associação Brasileira de Filatelia Maçônica em 30 de novembro de 2018. A edição vem acompanhada de bloco comemorativo com 12 selos de 1º porte e cartões da Agência Central de Brasília/DF. José Ramalho da Costa nasceu em Esperança no dia 21 de março de 1928. Iniciou no comércio ainda jovem, com apenas 25 anos de idade estabelecendo-se no ramo de estivas. Foi vice-prefeito na gestão de Arlindo Carolino Delgado (1959/1963), tendo assumido a prefeitura em algumas ocasiões. No campo social, presidiu o Esperança Clube (1950) promovendo festas e bailes; e dirigiu o América Futebol Clube (1954), criando o Departamento Esportivo e contribuindo em muito na construção do seu estádio (1956). Nas palavras de Antônio Aílson, seu filho: “ "Não foi preciso viver uma eternidade para fazer história, muitos vivem mais de cem anos, infinidade deles, viveram por viver, outros pa...

O esporte de luto por João Vilanney, Viana

João Vilanney, Viana Faleceu hoje (23/04) o Ex-goleiro do América F Clube João Vianney Abreu de Lima. Nascido em 13 de novembro de 1955, filho de João José Abreu e Maria Bento de Lima, casado com Maria do Socorro Silva de Lima. Viana – como era mais conhecido – vestiu a camisa nº 1 do “Mequinha”, mas também atuou pela Eletrônica Diniz, Flamenguinho da Vila, CSU, Flamengo de Luziete e outras agremiações esperancenses. Com muita garra ele defendeu as cores alvirrubro, nos anos 80, em partidas memoráveis, contra as grandes equipes do Estado, a exemplo de Treze, Campinense, Nacional de Patos e Botafogo da Paraíba. No final de sua carreira, apitou diversos campeonatos, como o Rochão e Copa de Verão, ficando conhecido pela sua irreverência e alegria contagiante. A LEF – Liga Esperancense de Futebol prestou-lhe uma justa homenagem ano passado, dedicando-lhe os troféus “Ruralzão”. O futebolista passava por problemas de saúde há um tempo, inclusive amputando um de seus membros. ...

Foguete, por Pedro Dias do Nascimento

Dogival Eleotério da Silva ganhou fama nacional com a alcunha de “Foguete”. Um de seus conterrâneos, no grupo “Esperança – Terra mãe”, lançou os seguintes comentários a respeito do desportista: “Fuba, como os Esperancenses o chamavam, era uma pessoa por demais querida na cidade! Craque de jogadas surpreendentes e de características próprias, goleador implacável, superou outros tantos que passaram pelo América na mesma posição na década de 60. Amigo quase inseparável do meu falecido e saudoso irmão Eliezer, das minhas irmãs e por conseguinte, da minha família, vivia quase que diariamente na nossa residência a tagarelar e a sorrir sobre assuntos corriqueiros de assédios e namoros do dia-a-dia. Lembro de uma das meninas que residia na Rua Paroquial e que era desesperadamente apaixonada por ele... Apesar de sua origem humilde e de um caráter visivelmente inquestionável, era desputado pela meninas da época não somente pela sua elegância no vestir, mas sobretudo pela sua boa ap...

América x Treze (1975)

Gilvan: O artilheiro da Partida O pesquisador Jônatas Pereira enviou para a redação do BlogHE uma preciosa reportagem do Diário da Borborema que mostra a saga do Mequinha enfrentando grandes times da Parahyba em 1957. Depois de vencer o Náutico de Itabaiana e o Campinense Clube, tinha pela frente, em dezembro daquele ano, a forte equipe do Treze F. C. A partida aconteceu no Estádio José Ramalho, em Esperança. A esquadra campinense dominou os minutos iniciais, realizando algumas incursões à área americana, em que Tota ameaçou o gol adversário com nítida impressão de que os galos venceriam. Tudo não passou disso, pois o Mequinha não se deixou abater, retomando imediatamente o mando de jogo. O ataque americano não tardou encontrar as falhas trezeanas e, aos dez minutos do primeiro tempo, o centroavante Gilvan marcou o primeiro gol do time da casa, depois de receber excelente passe de Jurinha. No segundo tempo, apesar de não demonstrar o futebol ofensivo do primeiro tento, Gil...

América x Botafogo de Natal/RN (Futebol das antigas)

Manoelzinho, goleiro americano O jornal “Poti” de Natal, noticiava a excursão do Botafogo daquela Capital à Paraíba, para enfrentar o América de Esperança. Na época o “Bota” já era uma poderosa equipe, mas o “Mequinha” também não ficava para trás, sob a orientação de Capuco, enfrentava com galhardia os times adversários, arrancando vitórias memoráveis. José da Silva Santos – o Capuco – jogou em diversas equipes profissionais, como Santa Cruz, Vitória, Fortaleza e Vasco da Gama antes de ingressar no América de Esperança em 1953. Ficou por algumas temporadas, retornando como técnico em 1957. O América realizou diversas partidas contra o Botafogo que tinha em seu plantel jogadores do quilate de Mariano, Gilberto e Gilvan (ex-ABC). Numa dessas partidas Louro (ex-Treze e América/RJ), conseguiu uma grande façanha. A jogada é narrada por Chico de Pitiu em seu livro [50 Anos de Futebol e Etc]. Segundo o cronista, durante um ataque do Botafogo, o goleiro americano Manoelzinho ficou c...

O craque Gilvan Gonçalves de Lima

Gilvan Gonçalves de Lima Hoje prestamos homenagem a um dos maiores craques da bola de Esperança, o Sr. Gilvan Gonçalves de Lima. Natural de Santa Luzia/PB, nasceu em 02 de julho de 1928 e veio residir, ainda jovem, em nossa cidade, onde casou-se com a Sra. Porfíria Ferreira de Lima, conhecida por “Lourdes”, com quem teve dez filhos. Aos 23 anos, seu Gilvan foi um dos sócios fundadores do América, ao lado de José Ramalho da Costa. E reconhecidamente, um dos maiores jogadores do esporte amador local. Vestiu pela primeira vez a camisa do “Mequinha” em 1948. Foi capitão da agremiação, atuando com muita garra e dedicação ao clube, até os idos de 1980, quando, por complicações de saúde, abandonou os campos. Em uma partida memorável que disputou vestindo a camisa do América contra o Botafogo de João Pessoa, tomou uma atitude ousada. Segurou a bola para evitar que o adversário cobrasse um pênalti. Este fato foi narrado pelo escritor Walfredo Marques, que dá uma versão diferente da q...

Manoelzinho cotado para o Paulistano

Manoelzinho (1958) Manoelzinho foi sempre o guardião das traves do América “Mequinha” de Esperança. O goleiro da época de Edmilson e Gilvan enfrentou fortes equipes como o Central de Caruaru, Botafogo de João Pessoa, Taubaté de Aymoré Moreira, Campinense de Campina e outros times da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Em 1960, o goleiro “Pelado”, do Paulistano de Campina Grande, após os acontecimentos da última partida, pediu passe livre demonstrando assim o interesse de rescindir o seu contrato. Manoelzinho estava no América desde 1951. Ao receber a proposta do Paulistano, o dirigente do Mequinha (Zé Ramalho) mostrou-se favorável a transferência, mediante o compromisso de 34 mil cruzeiros de luvas e 5 mil cruzeiros mensais. A equipe campinense ficou de ofertar uma contraproposta, que não veio ou não foi aceita pelo jogador, permanecendo este no time esperancense por mais alguns anos. Rau Ferreira Referências: - CLÁUDIO, Francisco. 50 Anos de Futebol e Etc. ...

Registros pelo assassinato de João Pessoa

Imagem: https://pt.wikipedia.org/ João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque governou a Parahyba de 1928 à 1930, dois de seus auxiliares eram esperancenses: Silvino Olavo e Elysio sobreira. Esperança havia lhe dedicado o título de cidadão, quando de sua vinda a esta cidade, por ocasião da campanha pela Aliança Liberal. Recepcionado pelo Prefeito Manuel Rodrigues e seu vice Theotônio Costa, foi saudado pelo advogado Severino Irineu Diniz quando da outorga daquela cidadania. O malogrado presidente do nosso Estado foi assassinado em 26 de julho de 1930, na Confeitaria Glória. Os fatos que antecederam a esta tragédia já foram por muito debatido, dispensando deste escritor qualquer comentário. Após aquele episódio, tornou-se natural as homenagens prestadas, destacando-se, dentre elas a do Juízo Municipal do Termo de Esperança. O judiciário local estava assim organizado: Dr. Orlando de Castro Pereira Tejo, Juiz Municipal; João Clementino Farias Leite, escrivão; e Manuel Jesuíno...