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Mostrando postagens de junho, 2026

A Batatinha de Esperança

Esperança alcançou os maiores índices de produtividade de Batatinha, destacando-se no cenário nacional. O produto era muito requisitado no Sul do país, sua aceitação era tal que praticamente toda a produção era exportada. A partir das primeiras sementes (1910) buscou-se uma seleção natural para o plantio. Os agricultores locais adaptavam às condições do solo e ao clima, melhorando assim a qualidade do tubérculo. Com o fomento da cultura em nosso Estado, houve a necessidade de se implantar um campo experimental de batata, cebola e trigo, o que foi registrado pela Sociedade Nacional de Agricultura, presidida pelo Dr. Miguel Calmon:   “ [...] tendo o sr. Lima Mindello comunicado haver sido inaugurado em Esperança, na Parahyba, o campo modelo de culturas do Estado, em regiões cujas condições mesológicas são mafnívias ” (O Imparcial/RJ: 10/04/1918).   A inauguração em nossa cidade contou com a participação de Orris Soares, comissário do delegado executivo da Produção N...

Reservatório 16 de Agosto (Tanque do Governo)

O Reservatório “16 de Agosto” (Tanque do Governo), inaugurado em 16 de agosto de 1944, foi uma das principais obras do governo Ruy Carneiro, realizadas em nosso Município. Construída para enfrentar a escassez de água, devido ao crescimento da cidade e a existência de pequenas fontes (Açude Banabuyé e o Tanque do Araçá) que se tornaram insuficientes para o abastecimento local. Os estudos preliminares foram feitos pelo engenheiro Luciano Vareda – Diretor de Saneamento de João Pessoa. E sua inauguração deu-se em em 16 de agosto de 1944. Várias camadas de terra e lajedo foram retiradas daquele tanque natural de pedra para que pudesse acumular as águas pluviais. Em uma antiga publicação, encontramos as seguintes anotações:   “Trata-se de um tanque que, pelas suas condições naturais, pode armazenar um volume d’água, calculado em cerca de 50 mil metros cúbicos. Considerável quantidade de terra e cascalho foi removida das profundas depressões do lajedo que reveste o subsolo da área a...

Esperança: referências para o ensino

Na referência história educacional do nosso Município, destacam-se o Ginásio Diocesano, a Escola Irineu Jóffily e o Colégio Estadual, como sendo os principais centros de estudos e que se mantém estabelecidos por décadas. Não podemos esquecer de instituições privadas, a exemplo do externato do Prof. Juviniano Sobreira e sua esposa; a Escola Dom Vital da Prof. Hosana, Educandário S. José, de Maria José Leão e O Pequeno Príncipe. Colégios como o Monteiro Lobado e o Menino Jesus ainda funcionam na cidade, além do Objetivo que é o mais recente no gênero. A Prof. Doninha Araújo destaca-se como alfabetizadora e uma das pioneiras no ensino primário. Para fins de estudo, apresento algumas anotações referenciais ao ensino do município de Esperança, em tempos idos: 1.                         Lei Provincial nº 339, de 27 de novembro de 1869 – Criou uma cadeira de instrução prim...

Casamentos de escravos (1760)

O pesquisador e genealogista Ismaell Bento descobriu dois interessantes registros de casamento entre pessoas escravizadas realizados em 1760, sob a responsabilidade do vigário Antônio Rodrigues Pires. Os nubentes eram residentes nas Fazendas Horyá (Arial) e Bona-boyê (Banabuyé). As cerimônias seguiram os ritos da Igreja Católica com a presença de testemunhas e do vigário que presidiu o ato religioso. A seguir a transcrição destes dois documentos:   “Aos 22/10/1760 às 11 horas do dia, feitas as denunciações na forma do SCT, onde são os nubentes moradores, sem se descobrir impedimento, em minha presença, estando presentes por testemunhas Sebastião Gomes Correia, casado e morador na Fazenda do Aoryá, e Bartolomeu Gomes, solteiro e morador na Fazenda de Bonabuyé, e outras pessoas muito conhecidas, na Fazenda das Lages, se casaram de palavras de presente, Manuel Angola com Quitéria crioula, escravos do Capitão Aires Gomes Correia, e logo lhe dei as bençãos, conforma os ritos e cer...