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Mostrando postagens com o rótulo SOL

Banabuyé, Capítulo de Romance (Silvino Olavo)

Dentre os materiais que Carlos Bezerra recebeu do cunhado de Silvino – Waldemar Cavalcante – pouco tempo após a morte do poeta, encontra-se um capítulo do romance “Banabuyé”. A documentação foi doada pelo engenheiro ao Grupo de Estudos e Pesquisas do HISTEBR-GT/PB, capitaneado pelo Prof. Charlinton Machado. Escrito na segunda metade do Século XX no período de reclusão, quando esta padecia de crises esquizofrênicas, “ em pleno contexto do ostracismo vivido por Silvino Olavo da Costa, após o retorno definitivo para cidade de Esperança, interior da Paraíba ”, como bem pontuou a equipe de pesquisadores, no trabalho “Silvino Olavo da Costa: Escritos de Solidão e Silêncio”. Irineu Jóffily – em suas “Notas sobre a Parahyba” (1892) – nos diz que Banabuyé foi sempre o nome deste lugar, e assim deveria ter permanecido, por mais auspicioso que fosse “Esperança”. O romance, de certo, A seguir, a reprodução do mencionado capítulo deste romance: “É este governo do povo, constituído pela habi...

Sol: comentário elegante

Na minha última publicação, nesse centenário jornal “A União”, em 25 de setembro do corrente ano, escrevi sobre Silvino Olavo da Costa (1897-1969), poeta paraibano, maior representante do Simbolismo em nosso Estado, o qual é patrono da Cadeira nº 35 da Academia de Letras de Campina Grande (além de outros sodalícios), e da qual me ocupo atualmente, tendo recebido do confrade José Mário da Silva Branco um elogio no mínimo elegante (pra não dizer elogioso). Disse o ilustre professor da Universidade Federal de Campina Grande, que também é sócio da Academia Paraibana de Letras, na cadeira que tem por patrono Raul Campelo Machado (1891-1954): “Aplausos para a sua contribuição, mais uma, sobre a exponencial figura do poeta Silvino Olavo”. Ao que lhe respondi: “Agradeço as palavras de elogio do confrade José Mário da Silva Branco, tenho primado pela defesa do poeta, patrono da Cadeira que ocupo neste sodalício”. E ele em réplica ponderou: “Gesto em tudo coadunável com uma das noss...

Dica de Leitura: Badiva, por José Mário da Silva Branco

  Por José Mário da Silva Branco   A nossa dica de leitura de hoje vai para este livro, Badiva, voltado para a poesia deste grande nome, Silvino Olavo. Silvino Olavo, um mais ilustre, representante da intelectualidade, particularmente da poesia da cidade de Esperança, que ele, num rasgo de muita sensibilidade, classificou como o Lírio Verde da Borborema. Silvino Olavo, sendo da cidade de esperança, produziu uma poesia que transcendeu os limites da sua cidade, do seu Estado, da região e se tornou um poeta com ressonância nacional, o mais autêntico representante da poética simbolista entre nós. Forças Eternas, poema de Silvino Olavo. Quando, pelas ruas da cidade, aprendi a flor das águas e a leve, a imponderável canção branca de neve, o teu nome nasceu sem nenhuma maldade, uma imensa montanha de saudade e uma rasgada nuvem muito breve desfez em meus versos que ninguém escreve com a vontade escrava em plena liberdade. Silvino Olavo foi um poeta em cuja travessia textual...

O Turista Aprendiz e o Poeta dos Cysnes

  Silvino Olavo – ou simplesmente Sol – foi o poeta que recepcionou Mário de Andrade na Paraíba com outros intelectuais de renome quando o escritor de “Macunaíma” fazia a sua “viagem etnográfica” patrocinada pelo Diário Nacional, jornal paulista que circulou de 1927 a 1932. Ele ajudou o folclorista fazendo contatos locais na Capital e em passeios pelas cidades da Parahyba e Rio Grande do Norte. O “Turista Aprendiz”, como ele próprio se denominava em suas publicações, registrava em suas viagens as manifestações culturais. A visita ao nosso Estado foi assim descrita em suas anotações: “ Paraíba, 28 de janeiro, 3 da madrugada . Este primeiro dia de Paraíba tem de ser consagrado ao caso da aranha. Não é nada importante porém me preocupou demais e o turismo sempre foi manifestação egoística e individualista. Cheguei contente na Paraíba com os amigos José Américo de Almeida, Ademar Vidal, Silvino Olavo me abraçando. Ao chegar no quarto pra que meus olhos se lembraram de olhar pra...

Sol e sua atuação jornalística

Poeta, jornalista e escritor Silvino Olavo da Costa destacou-se em publicações na imprensa da Parahyba, Pernambuco e Rio de Janeiro. Silvino nasceu na Lagoa do Açude, muito distante da sede do município. O seu pai era fazendeiro. Naquele tempo, devido a distância e outros fatores, os proprietários "contratavam" professores para lecionarem aos seus filhos e filhos dos moradores. Esses mestres passavam a residir na propriedade e a sala da Casa Grande lhes servia de escola. É provável que isto tenha acontecido ao poeta. A educação "formal", por assim dizer, ele iniciou no Externato do casal Joviniano Sobreira e Maria Augusta, em Esperança (1915). Presume-se que já sabia ler, assim como fazer contas simples; não se exigia muito além da tabuada e algumas operações matemáticas. De maneira que o seu ingresso escolar, neste município, no meu entender foi para complementar a sua educação, pois ele só poderia prosseguir para o ginásio se passasse pelo ensino primário. ...

O destino de um poeta

  Oscar de Castro Por esses dias deparei-me com uma produção textual de Oscar Oliveira Castro, consagrado médico, natural de Bananeiras, nesse Estado da Paraíba. Presidiu a Academia Paraibana de Letras e também fundador da Cadeira nº 02 daquela Casa, hoje ocupada pela professora Maria do Socorro Silva Aragão. Foi uma coincidência enorme encontrar no Volume 4, do ano de 1948 na revista da APL, após algumas buscas na web, com o título: “Destino de um poeta”. A cópia veio-me pelas mãos benfazejas de Cícero Caldas Neto, este colega que acumula a presidência do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica (triênio 2024/2027) com a instalação do Instituto Histórico de Guarabira. De pronto chamou-me a atenção a poesia “O meu palhaço”. Não duvidei. Era de Silvino Olavo quem Oscar discorria em sua espetacular crônica. Há muito conhecera o poeta esperancense. Fizeram o secundário juntos e participaram do jornal “A Arcádia” do Colégio Pio X. Nessa escola atuaram em pelo menos duas peça...

Desventura, reportagem de Roberto Cardoso

  Por esses dias, em pesquisa na Web, sobre o nosso poeta Silvino Olavo, maior representante do simbolismo na Paraíba, encontrei uma reportagem n’A União que falava sobre o seu aniversário e as comemorações que se seguiam no Município de Esperança. Dizia o artigo que, nos anos 30 começara as desventuras, conta Roberto Cardoso: “Numa viagem acompanhando o Dr. João Pessoa ao Rio, para a composição da chapa do Partido Liberal, Silvino Olavo sofre o primeiro ataque esquizofrênico quando retornava e foi internado por João Pessoa em Salvador, Bahia. Dias depois, recuperado, retornou à Paraíba e, novamente, ocupou o cargo de Oficial de Gabinete. Os dias agitados que precederam a Revolução de Trinta tornaram-no predisposto às psicopatias, o que realmente ocorreu, meses depois, quando a fatal e lancinante tragédia vitimou João Pessoa”. E prossegue a reportagem: Segundo o expositor, Silvino Olavo enviuvou em 1945, período em que já vivia na Colônia Juliano Moreira. Cinco anos mais ta...

Sol: carta ao Senador José Américo

Chegou-me, pelas mãos de Jorge Rezende, a cópia de uma carta escrita pelo poeta Silvino Olavo (1897-1969) e dirigida ao então Senador José Américo de Almeida (1887-1980). A peça pertence ao acervo da Fundação que tem o seu patronato e se encontra arquivada naquela casa de memória. Na data de sua escrita - 20 de maio de 1935 -, não fazia muito tempo que Zé Américo havia se exonerado do Ministério de Viação e Obras (1934) para candidatar-se ao Senado Federal, e sagrando-se vencedor naquelas eleições, assumia o cargo por apenas três meses, para pouco depois, ser indicado ao Tribunal de Contas da União (1935), pelo presidente Getúlio Vargas (1882-1954). Ao passo que Silvino ocupava a ala “Clifford Beer” de pensionistas internos da Colônia “Juliano Moreira”, na Capital paraibana. No hospital dirigido por Onildo Leal, o poeta era assistido pelo Dr. Gonçalves Fernandes, com alguma liberdade. O seu nome ainda aparecia no cenário nacional. O jornal "O Estado" de Santa Catarina p...

Silvino, o Rilke da Parahyba

  Do “Vigia da tarde”, uma espécie de crônica do jornal literário, extraímos das memórias de Ascendino um trecho d’uma conversa com Alcides no qual se mencionou o poeta Silvino Olavo: “* Mais tarde, no Ginástico Almoço com Alcides Carneiro. Pela primeira vez, lhe ouço confidências bem menos políticas que familiares. Seu belo espírito, acima das contrariedades pessoais, retoma depressa o equilíbrio intelectual, lembrando Chesterton nas aparições imaginárias. Falamos de Silvino Olavo, o poeta louco da Paraíba, claro e sensível como Rilke ante o dilúvio solar, queimando tudo. Pouco antes, caminhando pela Graça Aranha, o Odylo Costa, filho, passa por mim e finge que não me vê. Foi como se passasse ao fogo meu coração e meus rins, ele que lê os salmos, um gênero poético às vezes impiedoso. Retempero-me no pensamento de que tenho um nome íntimo com o qual estou a habituar-me ”. Ascendino Leite (1915/2010) foi jornalista e redator de assuntos parlamentares. Fundou a Associação P...

Sol em crônica sincera, de Orris Barbosa

“ Um crítico e três poetas ”, este é o título da crônica “ tão sincera quanto brilhante ” produzida por Orris Barbosa publicada na revista “Ilustração”, quinzenário da Parahyba, que circulava na já então capital “João Pessoa” (pós-revolução), sobre “letras, artes e mundanidades” com direção de Eudes Barros, gerência de Mardokêo Nacre e M. Figueiredo e fotografia de Ariel Farias. “ILLUSTRAÇÃO possue um corpo de redactores e colaboradores effectivos constituído das maiores expressões intellectuaes da Parahyba”. A edição em comento tem participação de Lopes de Andrade, Tercia Bonavides, Pedro Baptista, Adelmar Tavares, Eduardo Martins e outros. O artigo, na verdade, era uma republicação do que se produziu no “Diário da Manhã”, jornal recifense, sobre os três poetas da geração sertanista fulgurante: Silvino Olavo, Peryllo Doliveira e Eudes Barros. Em um ligeiro ensaio crítico, Orris Barbosa, autor de “Secca de 32: impressões sobre e crise nordestina” (Andersen-Editores: 1935) “ exa...