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Sol: comentário elegante

Na minha última publicação, nesse centenário jornal “A União”, em 25 de setembro do corrente ano, escrevi sobre Silvino Olavo da Costa (1897-1969), poeta paraibano, maior representante do Simbolismo em nosso Estado, o qual é patrono da Cadeira nº 35 da Academia de Letras de Campina Grande (além de outros sodalícios), e da qual me ocupo atualmente, tendo recebido do confrade José Mário da Silva Branco um elogio no mínimo elegante (pra não dizer elogioso).

Disse o ilustre professor da Universidade Federal de Campina Grande, que também é sócio da Academia Paraibana de Letras, na cadeira que tem por patrono Raul Campelo Machado (1891-1954):

“Aplausos para a sua contribuição, mais uma, sobre a exponencial figura do poeta Silvino Olavo”.

Ao que lhe respondi:

“Agradeço as palavras de elogio do confrade José Mário da Silva Branco, tenho primado pela defesa do poeta, patrono da Cadeira que ocupo neste sodalício”.

E ele em réplica ponderou:

“Gesto em tudo coadunável com uma das nossas mais importantes missões acadêmicas: preservar, através dos nossos escritos, a memória daqueles que nos antecederam, com especialidade, os que dizem respeito à Cadeira que ocupamos.

Nesse particular, convém que se realce a sua infrangível atenção, caro Rau Ferreira, para com a vida e a obra de Silvino Olavo”.

Os comentários surgiram do texto: “Silvino Olavo: o Rilke da Paraíba”, que construí a partir de uma crônica extraída do “Vigia da tarde”, colhidas d’uma conversa de Ascendino Leite com Alcides Carneiro, no qual se mencionava o poeta esperancense. Eles debatiam sobre Rainer Maria Rilke (1875-1926), um dos mais líricos e intensos poeta que evocava o existencialismo e exerceu forte influência no expressionismo alemão.

José Mário, em um outro momento, já havia feito referências ao autor de “Cysnes” (1924) e “Sombra Iluminada” (1927). Ele que também é membro da Igreja Presbiteriana de Campina Grande e tem escrito os seguintes livros: “Mínimas Leituras - Múltiplos Interlúdios” (2002), “Reconciliação” (2006) e “Os abismos do ser” (2009):

“Em Silvino Olavo, sem embargo da presença dos aspectos imagéticos e sonoros que percorrem as camadas materiais dos seus poemas, vê-se a ostensiva predominância de uma lírica que se pretende, fundamentalmente, ser um constante pensar sobre a vida, seus fascínios, mistérios e complexidades”.

Sonia Cavalcanti, sobrinha-neta do poeta, tem considerado notável este trabalho que faço na preservação de pessoas da cidade e principalmente da sua família. Assim tenho feito, desde que publiquei a biografia de Silvino Olavo (2010) e outros trabalhos em jornais, livros e revistas.

Há muitos poemas inéditos da obra silvinolaviana em poder de seus familiares e que um dia poderão vir à lume abrilhantando ainda mais a sua literatura, se por minhas mãos não sei; o certo é que já expressei à família o desejo de republicar as suas primeiras obras e estudos literários. Tudo isso a seu tempo e com a permissão divina, sem a qual não vivemos, nos movemos ou sequer existimos (Atos 17:28).

 

Rau Ferreira

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