Na referência história educacional do nosso Município,
destacam-se o Ginásio Diocesano, a Escola Irineu Jóffily e o Colégio Estadual,
como sendo os principais centros de estudos e que se mantém estabelecidos por
décadas.
Não podemos esquecer de instituições privadas, a exemplo
do externato do Prof. Juviniano Sobreira e sua esposa; a Escola Dom Vital da
Prof. Hosana, Educandário S. José, de Maria José Leão e O Pequeno Príncipe.
Colégios como o Monteiro Lobado e o Menino Jesus ainda funcionam na cidade,
além do Objetivo que é o mais recente no gênero.
A Prof. Doninha Araújo destaca-se como
alfabetizadora e uma das pioneiras no ensino primário.
Para fins de estudo, apresento algumas anotações
referenciais ao ensino do município de Esperança, em tempos idos:
1.
Lei Provincial nº 339, de 27
de novembro de 1869 – Criou uma cadeira de instrução primária “na
povoação de Banabuyé do termo de Alagoa Nova”. Esta era mantida pelo
município de Alagoa Nova, tendo a professora Rosa de Mattos Dourado ocupado uma
cadeira mista em 1918
2.
Lei Provincial nº 651, de 04
de outubro de 1877 – Suprimiu “as
seguintes cadeiras do ensino primário: sexo masculino (...) Banabuyé”
(MS: 1878).
3.
Em 1907, o Município de
Alagoa Nova mantinha “na povoação de Esperança uma cadeira de ensino
primário para o sexo masculino, uma outra para o feminino e uma aula noturna”
(MS: 1907). E em 1909 , “mantém quatro
escolas primárias em Esperança, S. Sebastião e Matinhas” (MS: 1909).
4.
Em 1926, “Foram criadas as seguintes cadeiras: (...) 1
em Esperança”, freqüentada por 30 alunos (PINHEIRO, p. 135. MS: 1927).
5.
Em 1927 era surgia em Esperança o Instituto Pedagógico, sob a
direção da Professora Correia de Araújo.
6.
E no
ano de 1932, era inaugurado o “Irineu Jóffily”, reunindo as demais cadeiras do
ensino no município.
7. A partir da década de 40 foram instaladas Escolas
Paroquiais no município.
Em 2005, o município atingiu 91% da fluência na
leitura na rede municipal, superando metas de alfabetização. A infraestrutura e
a gestão das unidades contribuíram para esse aumento, porém a cidade ainda
enfrenta o desafio do ensino na zona rural.
Rau Ferreira
Fontes:
- A UNIÃO, Jornal. Órgão do Estado da Paraíba.
Edição de 05/04/1927. João Pessoa/PB: 1927.
-
O NORTE, Parahyba do. Collecção das Leis Provinciaes de 1869.
Typografia dos herdeiros de J.R. da Costa, Rua Direita nº 20: 1869.
- PARAHYBA, Almanach do Estado da, Vol. 16. Parahyba
do Norte: 1933.
-
PARAHYBA, Almanach do Estado da, Vol.
8. Parahyba do Norte: 1910.
-
ESPERNANÇA, Livro do Município de.
Ed. Unigraf: 1985.
-
LEAL, Walfredo. Mensagem apresentada à
Assembléia Legislativa do Estado. Parahyba do Norte. Imprensa Officia: 1907.
-
MACHADO, João Lopes. Mensagem apresentada
à Assembléia Legislativa do Estado. Parahyba do Norte. Imprensa Officia:
1909.
-
PARENTE, Esmerino
Gomes. Relatorio à Administração da
Província. Parahyba do Norte. Typ. Liberal Parahybana: 1878.
- PINHEIRO, Carlos Antonio Ferreira. CURY, Cláudia Engler
(Org). Leis e Regulamentos da Instrução
Primária da Paraíba no Período Imperial. INEP, Brasília-DF:2004.
- PINHEIROS, Antonio Carlos Ferreira. Da Era das Cadeiras Isoladas à Era dos
Grupos Escolares na Paraíba. Ed. Autores Associados. Campinas/SP: 2002, p.
132, 53, 135, 183.
- SUASSUNA, João. Mensagem à Assembléia Legislativa do Estado
da Parahyba: 1926.
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