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Magna Celi, escritora e poetisa


Esperança pode não ser uma cidade de leitores, mas certamente é um município de grandes escritores. Na velha guarda, encontra-se o poeta Silvino Olavo, e mais recente, a escritora e poetisa Magna Celi.

Filha do casal Maria Duarte e José Meira Barbosa; irmã do Dr. João Bosco, Benigna, Graça Meira e Paula Francinete. Casada com o eminente Professor Francelino Soares de Souza, que assina uma coluna nesse jornal aos domingos; ela tem se destacado com inúmeras publicações.

Graduada em letras pela UPFB, Mestra em Literatura Brasileira e com especialização em língua vernácula inglesa. Estreou nas letras em 1982, com “Caminhos e Descaminhos”. Desde então têm inscrito o seu nome entre os grandes nomes da poesia paraibana.

É ela mesma quem nos fala sobre as suas origens:

“Nasci na cidade de Esperança, brejo paraibano, de clima frio, chamada, no princípio de sua fundação, de Banabuié. Aconteceu na rua da Areia, nº 70.

Fui batizada pelo Padre João Honório, na Igreja Nossa Senhora do Bom Conselho, recebendo, na pia batismal, o nome de Miriam Celi. Meu pai queria colocar Magna Celi, como ele já havia registrado, mas o padre não aceitou. E assim fiquei com dois nomes, sendo que o do registro é o que acompanha até hoje. Somente, na ocasião do meu matrimônio, o padre me chamou de Miriam Coeli” (Saudade, um lugar dentro de mim – memórias. Mídia Gráfica e Editora: 2018).

E adiante, detalha um pouco mais de sua vida e trajetória:

“[...] Meu pai, José Meira Barbosa, era comerciante de classe média, com loja de tecido colchões, chapéus, sombrinhas, capotes (capas grosseiras de chuva) e roupas de carregação feitas por costureiras da periferia, para serem vendidas à gente de menor poder aquisitivo. O nome da loja era “O Barateiro”.

[...] Minha mãe, Maria Duarte, era professora do Curso Primário no Grupo Escolar Irineu Jóffily cuja diretora era Dona Lídia

[...]. Muito religiosa, minha mãe era franciscana e diria os cânticos das cerimônias da igreja acompanhando-os com a serafina. Exerceu esta atividade religiosa durante sessenta anos”.

Tem publicado artigos e ensaios em revistas literárias, sendo muito solicitada para conceder palestras sobre literatura. Seus principais hobbies são: a leitura, o piano e o bordado.

Entre as suas publicações de maior destaque estão: “Caminhos e Descaminhos” (João Pessoa/PB: 1982), “Sangue e Luz” (João Pessoa/PB: 1985), “Passeio no Varal” (Ed. Funesc: 1990), “Poemas Místicos” (Ed. Idéia: 2004) e “Saudade, um lugar dentro de mim – memórias” (Mídia Gráfica e Editora: 2018).

O crítico literário e membro da Academia Paraibana de Letras José Mário da Silva Branco, ao comentar “Passeio no Varal” (1990), escreve: “a poesia que Celi nos oferta no lírico passeio que ela realiza no varal das palavras que ela convoca para o seu lúdico, lúcido, não raro doloroso, percurso estético e humano” e “ganha relevo, na lírica de Magna Celi, em mais de um poema, a presença recorrente de uma musicalidade típica das poéticas populares”.

A sua mais recente publicação é o livro “Crônicas do Entardecer”, publicado pela Mídia Gráfica e Editora, neste ano de 2025, que dedica ao esposo, filhos e irmãs. São 247 páginas do mais nobre estilo literário que Magna desenvolve tão bem.

De fato, ela escreve como poucos, seus textos tem a sonoridade do passado, que nos impulsiona para o futuro; como um barco que navega num rio caudaloso e anseia pela sua foz.

Rau Ferreira


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