Pular para o conteúdo principal

Candidato à ALCG

O Escritor Rau Ferreira está concorrendo a uma vaga na Academia de Letras de Campina Grande - ALCG, instituição fundada em 1981 e que tem por finalidade o estudo, pesquisa e divulgação de atividades litero-culturais na Paraíba.
Após a posse da nova diretoria, que tem o Professor PhD Josemir Camilo de Melo na presidência, acontecido na “Casa da Farinha”, no Sítio São João, em Campina Grande, foi aberto o edital para as três Cadeiras Simbólicas vacantes, a saber: Cadeira n° 16, vaga com o falecimento do Acadêmico Ronaldo Cunha Lima, que tem por Patrono Severino de Andrade Silva (Zé da Luz); Cadeira n° 24,  vaga com o falecimento do Acadêmico José Laurentino, que tem por  Patrono Murilo d a Mata Buarque, e Cadeira n° 35, vaga com o falecimento  do Acadêmico Paulo Gustavo Galvão, que tem por Patrono Silvino Olavo da Costa.
A Academia Campinense possui 40 cadeiras simbólicas cujos candidatos se submetem a um longo processo, desde a inscrição, homologação e, finalmente, a eleição do pretenso concorrente.
Ferreira concorre a Cadeira do seu conterrâneo – Silvino Olavo – que foi poeta, jornalista, promotor de justiça e chefe de gabinete do Presidente João Pessoa.
Para o escritor, é “uma grande honra participar da Academia Campinense, ocupando a cadeira deste vulto esperancense, que biografei em 2010 e, que desde então, tenho feito o resgate histórico de sua personalidade, homem de grande saber e cujo legado cultural ainda permanece vivo nos dias de hoje”.
A ALCG – Casa de Amaury Vasconcelos – guarda uma íntima relação com o poeta e escritor Silvino Olavo. Foi a Amaury que Silvino confiou um dos seus poemas inéditos mais belos, durante o almoço por ocasião da inauguração do Estádio do América, em Esperança.
O fundador daquela casa de cultura recebeu das mãos do vate, em um papel almaço, o poema “Trem de Ferro” que permaneceu no seu ineditismo até as comemorações dos 100 anos de nascimento do esperancense ilustre, quando então foi publicado na “Revista da Esperança” e também mencionado na obra póstuma “Badiva”.
Eleito, Rau Ferreira pretende dar um novo impulso ao seu projeto de resgate, que em Silvino Olavo o seu maior panteão. E ainda este ano, promover o lançamento de dois livros: o primeiro, uma continuação da sua biografia, lançada em 2010 (Silvino Olavo: outras histórias) e o segundo, como organizador do título “As Razões do Négo Parahybano”, trabalho realizado a partir do texto homônimo de Silvino, sobre os fatos que encetaram a Revolução de 1930.
A eleição ocorrerá no dia 15 de setembro de 2017, na sede da Academia à Avenida Floriano Peixoto, em Campina Grande.


BlogHE

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Administração Odaildo Taveira (1979)

Odaildo Taveira Rocha foi eleito pela ARENA 1, com apoio de seu Luiz Martins, numa eleição muito acirrada contra José (Zeca) Torres. Ele que já havia sido vice de seu Luiz (1973-1977), agora se elegia gestor do Município de Esperança, tendo como vice o Dr. Severino (Nino) Pereira. Ex-funcionário de banco, iniciou seus estudos no Externado “São José”, da professora Donatila Lemos. Odaildo também chegou a presidir o Conselho de Desenvolvimento de Esperança que, em parceria com o PIPMOI - Programa Intensivo de Preparação de Mão-de-Obra Industrial, organizava cursos de marceneiros, tratoristas, encanadores e eletricistas a serem ministradas pelo SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial.   Com relação a sua administração, colhemos dados em uma publicação do parceiro e blogueiro Evaldo Brasil, em seu site “Reeditadas”, o qual publicou um calendário com o resumo do ano de 1979, que passo a reproduzir.   “ Poder Executivo Prefeito: Odaildo Taveira Rocha Vice-pre...

Algumas histórias de Esperança, por Odaildo Taveira

“Existia em Esperança – uma coisa muito interessante, pra juventude tomar conhecimento – aqui em frente, onde havia uma loja, morava seu Joaquim Soldado; ele tem um filho que é seu Zé Soldado, ele tá com 95 anos. E seu Joaquim tinha um jumento, e ele ia sempre aqui para o Cabeço, no nosso município, vizinho a Pocinhos, e seu Joaquim vendia pão, vendia aliado, que eram uns biscoitos grandes assim, que as padarias não vendem mais, e seu Joaquim vendia um bocado de coias. Ele chegava nos trabalhadores do sítio e aí encostava a jumenta e os cabras só comendo, os trabalhadores, comendo, comendo e daí a pouco um pedaço, na hora de pagar, aí seu Joaquim, calado perguntou: - Tu comeu, quanto? E o cabra respondeu: - Eu comi dois. - E você? Dizendo com outro. - Eu só comi um, respondeu. Aí seu Joaquim escutava tudinho e puxava um crucifico assim de uns 40 cm e dizia: tu jura? Tu jura? Eu sei que eles tinham que dizer a verdade. São algumas figuras folclóricas da cidade de Esperan...

Ruas tradicionais de Esperança-PB

Silvino Olavo escreveu que Esperança tinha um “ beiral de casas brancas e baixinhas ” (Retorno: Cysne, 1924). Naquela época, a cidade se resumia a poucas ruas em torno do “ largo da matriz ”. Algumas delas, por tradição, ainda conservam seus nomes populares que o tempo não consegue apagar , saiba quais. A sabedoria popular batizou algumas ruas da nossa cidade e muitos dos nomes tem uma razão de ser. A título de curiosidade citemos: Rua do Sertão : rua Dr. Solon de Lucena, era o caminho para o Sertão. Rua Nova: rua Presidente João Pessoa, porque era mais nova que a Solon de Lucena. Rua do Boi: rua Senador Epitácio Pessoa, por ela passavam as boiadas para o brejo. Rua de Areia: rua Antenor Navarro, era caminho para a cidade de Areia. Rua Chã da Bala : Avenida Manuel Rodrigues de Oliveira, ali se registrou um grande tiroteio. Rua de Baixo : rua Silvino Olavo da Costa, por ter casas baixas, onde a residência de nº 60 ainda resiste ao tempo. Rua da Lagoa : rua Joaquim Santigao, devido ao...

A origem...

DE BANABUYU À ESPERANÇA Esperança foi habitada em eras primitivas pelos Índios Cariris, nas proximidades do Tanque do Araçá. Sua colonização teve início com a chegada do português Marinheiro Barbosa, que se instalou em torno daquele reservatório. Posteriormente fixaram residência os irmãos portugueses Antônio, Laureano e Francisco Diniz, os quais construíram três casas no local onde hoje se verifica a Avenida Manoel Rodrigues de Oliveira. Não se sabe ao certo a origem da sua denominação. Mas Esperança outrora fora chamada de Banabuié1, Boa Esperança (1872) e Esperança (1908), e pertenceu ao município de Alagoa Nova. Segundo L. F. R. Clerot, citado por João de Deus Maurício, em seu livro intitulado “A Vida Dramática de Silvino Olavo”, banauié é um “nome de origem indígena, PANA-BEBUI – borboletas fervilhando, dados aos lugares arenosos, e as borboletas ali acodem, para beber água”. Narra a história que o nome Banabuié, “pasta verde”, numa melhor tradução do tupi-guarani, ...

Capelinha N. S. do Perpétuo Socorro

Capelinha (2012) Um dos lugares mais belos e importantes do nosso município é a “Capelinha” dedicada a Nossa Senhora do Perpétuo do Socorro. Este obelisco fica sob um imenso lagedo de pedras, localizado no bairro “Beleza dos Campos”, cuja entrada se dá pela Rua Barão do Rio Branco. A pequena capela está erigida sob um imenso lajedo, denominado pelos indígenas de Araçá ou Araxá, que na língua tupi significa “ lugar onde primeiro se avista o sol ”. O local em tempos remotos foi morada dos Índios Banabuyés e o Marinheiro Barbosa construiu ali a primeira casa de que se tem notícia no município, ainda no Século XVIII. Consta que na década de 20 houve um grande surto de cólera, causando uma verdadeira pandemia. Dona Esther, esposa do Ex-prefeito Manuel Rodrigues de Oliveira, teria feito uma promessa e preconizado o fim daquele mal.  Alcançada a graça, fez construir aquele símbolo de religiosidade e devoção. Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, Bispo da Paraíba à ...