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Voltando no tempo... da política (Pedro Dias)

  Essa candidatura e eleição de JOAQUIM VIRGOLINO a prefeito tendo como vice o Seu TITICO em 1955, me trouxe uma lembrança que vivia adormecida até hoje. Como se sabe, o seu adversário era JÚLIO RIBEIRO, que na época residia numa casa na esquina da rua do sertão com o beco dos Cabugá. Joaquim Virgolino residia na Chã da Bala, numa grande e excelente casa mais ou menos frente ao Solar dos Epitácio, (Antônio de Epitácio). Juntamente com o meu pai, os três eram compadres e UDENISTAS de primeira ordem. Era costume esses correligionários UDENISTAS se juntarem já quase a noitinha na lojinha de miudezas de José Firmino, conhecido como Zé Lagartixa, também UDENISTAS, pai de Celi Firmino, para comentarem acerca da provável eleição de Virgolino. E o papo prosseguia até às 18:30hs, momento em que José Firmino fechava a loja. Mas, voltando à eleição e à lembrança, naquela época as marchinhas dos carnavais eram bem solicitadas e cantadas, principalmente as pernambucanas. Mas, aind...

Evoluindo de uma feira

  Esperança, na concepção do historiador Irineu Joffily, encontrava-se em um ponto estratégico e, por sua feliz situação, fora escolhida para o estabelecimento de uma feira de gêneros alimentícios que era “bastante frequentada” (Notas sobre a Paraíba: 1892, p. 208). A feira sempre representou um marco do comércio. Muito bem frequentada, agrupa pessoas vindas de várias cidades da região, a exemplo de Areial, Montadas, Lagoa de Roça, Remígio, Algodão de Jandaíra, além de diversas localidades rurais e distritos. Pode-se dizer que a cidade se desenvolveu a base do comércio, há muito promissor. A presença de mascates foi crucial para o desenvolvimento do município. Esperança então se tornou entreposto de ligação entre o Brejo e o Sertão, fazendo a comercialização de mercadorias onde era comum a troca de produtos industrializados (ferramentas e utensílios domésticos) por alimentos. Em dias atuais, estes seriam os representantes comerciais que hoje assistem as diversas empresas. Em ...

Silvino Olavo: um poeta renasce (Magna Celi)

  Magna Celi Meira de Souza (*) Filho de Esperança e da esperança que transcende a morte, este poeta genial, Silvino Olavo, plantou, na seara do coração tão sensível, uma filosofia poética, pautada nas buscas apolíneas da beleza e no procedimento heidggeriano de ver, na morte, um assomo de vida feliz, de realização plena, ante a emanação abundante da criatividade do homem como ser que se descobre por si próprio. Nas nossas modestas notas literárias, escolhemos sua obra “CISNES” como tentativa de mostrar-lhes o caminho literário do poeta que expõe, de forma marcadamente parnasiana, sua alma dorida diante do modus-vivendi do solar terreno mas confiante na vida pós-morte, alicerçado nos pilares sólidos da fé em Deus e na filosofia mística da crença no ser interior capaz de dar ao homem uma realização plena. Divide-se o livro “CISNES” em Cisnes flutuantes, Cisnes amorosos e Cisnes agonizantes. Em Cisnes flutuantes, o poeta traceja sua dor, sua amargura, perante a fragilidade d...

Solta Martinho, senão perco a patente!

  A prática do esporte em nossa cidade era muito diferente na década de 40 do Século passado. Não havia educação física e os atletas se preparavam ensaiando grandes correrias pelas ruas da cidade. Esperança naquele tempo não passava de cinco ou seis vias e a maratona ficava circunscrita ao seguinte roteiro: rua do sertão (Rua Solon de Lucena), passando em frente à Matriz, circulando pela rua de baixo (Rua Silvino Olavo), descendo pela rua do boi (Senador Epitácio), completando a volta na Escola “Irineu Jóffily” para encerrar na casa de Manoel Rodrigues (atual Banco do Brasil). Foi numa dessas que os amigos desportistas combinaram se encontrar para melhorar o preparo físico. A noite era mais propícia, já que alguns estudavam e trabalhavam, não podendo se dedicar ao esporte no período diurno. Martinho Soares jogava pelo América e estava entre os que buscavam uma boa condição física. No dia e horário marcado, foi o primeiro a chegar e, ouvindo o som de um apito ao longe, pensou ...

Genealogia da família DUARTE, por Graça Meira

  Os nomes dos meus tios avôs maternos, irmãos do meu avô, Manuel Vital Duarte, pai de minha mãe, Maria Duarte Meira. Minha irmã, Magna Celi, morava com os nossos avós maternos em Campina Grande, Manuel Vital Duarte e Porfiria Jesuíno de Lima. O nosso avô, Manuel Vital Duarte dizia pra Magna Celi que tinha 12 irmãos e que desses, apenas três foram mulheres, sendo que duas morreram ainda jovens. Eu e minha irmã, Magna discorríamos sempre sobre os nomes dos nossos tios avôs, que vou colocar aqui como sendo a expressão da verdade, alguns dos quais cheguei eu a conhecer, e outras pessoas de Esperança também. Manuel Vital e Porfiria Jesuíno de Lima moravam em Campina Grande. Eu os conheci demais. Dei muito cafuné na careca do meu avô, e choramos sua morte em 05 de novembro de 1961, aos 72 anos. Vovó Porfiria faleceu em 24 de novembro de 1979, com 93 anos. Era 3 anos mais velha que o meu avô. Nomes dos doze irmãos do meu avô materno, Manuel Vital Duarte, meus tios avôs, e algum...

Escola Remington de Esperança

A Organização Remington, instituto de The Remington Typhwriter Company de Nova York, atuava no Brasil sob o controle da S. A. Casa Pratt, sediada no Rio de Janeiro e com filial em Recife. Oferecia curso completo de datilografia mecânica e nomenclatura que eram válidos em todo o território nacional. Admitia senhoras para a direção e aplicava o manual “em português” com o método Remington de ensinar datilografia. A propaganda da época destacava as vantagens do curso: “O que posso fazer para obter maior ordenado??? Matriculai-vos na Escola Remington. Estudai datilografia e taquigrafia. Estará assim iniciada a vossa carreira. Com estes elementos obtereis um bom ordenado e podereis facilmente estudar inglês e escrituração mercantil. De posse desses conhecimentos, adquiridos em tempo relativamente curto, estará assegurado o vosso futuro na carreira comercial. Aulas diurnas para ambos os sexos. (Jornal de Sergipe, 14/01/1926).” O Estado da Paraíba ganhou sua primeira escola de datilogra...

Desafio 4 x 1: Egídio, Benedito, Canhotinho e Mergulhão

  Estavam reunidos em Campina Grande, na Paraíba, quatro cantadores glosando ao copo, da fina poesia popular, cada qual com sua poesia e irreverência, saudando o companheiro, quando um circunstante lhes propôs um mote. Era eles Egídio de Oliveira Lima (1904/1965), João Benedito Viana (1860/1942), Elízio Felix “Canhotinho” de Souza (1915/1965) e José Virgulino “Mergulhão” de Souza (1907/1939). Na oportunidade, teriam que glosar sobre a seguinte frase: “Egídio Lima em Campina, João Viana no Picuí, Canhotinho no Cardoso e Mergulhão no Cariri”. O mote que lhes foi dado, não era dos mais fáceis, e suscitava os quatro amigos a declamarem a sua rota de defesa. Com efeito, era natural que os cantadores, naquele tempo, criassem uma rota sob a qual exerciam o seu domínio. Se um companheiro quisesse cantar naquela região, deveria pedir autorização ao cantador, que impunha respeito pelos seus versos. Há quem diga que a desobediência era punida com surra de cacete e briga de faca. Após ...