Pular para o conteúdo principal

Postagens

Genealogia da família DUARTE, por Graça Meira

  Os nomes dos meus tios avôs maternos, irmãos do meu avô, Manuel Vital Duarte, pai de minha mãe, Maria Duarte Meira. Minha irmã, Magna Celi, morava com os nossos avós maternos em Campina Grande, Manuel Vital Duarte e Porfiria Jesuíno de Lima. O nosso avô, Manuel Vital Duarte dizia pra Magna Celi que tinha 12 irmãos e que desses, apenas três foram mulheres, sendo que duas morreram ainda jovens. Eu e minha irmã, Magna discorríamos sempre sobre os nomes dos nossos tios avôs, que vou colocar aqui como sendo a expressão da verdade, alguns dos quais cheguei eu a conhecer, e outras pessoas de Esperança também. Manuel Vital e Porfiria Jesuíno de Lima moravam em Campina Grande. Eu os conheci demais. Dei muito cafuné na careca do meu avô, e choramos sua morte em 05 de novembro de 1961, aos 72 anos. Vovó Porfiria faleceu em 24 de novembro de 1979, com 93 anos. Era 3 anos mais velha que o meu avô. Nomes dos doze irmãos do meu avô materno, Manuel Vital Duarte, meus tios avôs, e algum...

Escola Remington de Esperança

A Organização Remington, instituto de The Remington Typhwriter Company de Nova York, atuava no Brasil sob o controle da S. A. Casa Pratt, sediada no Rio de Janeiro e com filial em Recife. Oferecia curso completo de datilografia mecânica e nomenclatura que eram válidos em todo o território nacional. Admitia senhoras para a direção e aplicava o manual “em português” com o método Remington de ensinar datilografia. A propaganda da época destacava as vantagens do curso: “O que posso fazer para obter maior ordenado??? Matriculai-vos na Escola Remington. Estudai datilografia e taquigrafia. Estará assim iniciada a vossa carreira. Com estes elementos obtereis um bom ordenado e podereis facilmente estudar inglês e escrituração mercantil. De posse desses conhecimentos, adquiridos em tempo relativamente curto, estará assegurado o vosso futuro na carreira comercial. Aulas diurnas para ambos os sexos. (Jornal de Sergipe, 14/01/1926).” O Estado da Paraíba ganhou sua primeira escola de datilogra...

Desafio 4 x 1: Egídio, Benedito, Canhotinho e Mergulhão

  Estavam reunidos em Campina Grande, na Paraíba, quatro cantadores glosando ao copo, da fina poesia popular, cada qual com sua poesia e irreverência, saudando o companheiro, quando um circunstante lhes propôs um mote. Era eles Egídio de Oliveira Lima (1904/1965), João Benedito Viana (1860/1942), Elízio Felix “Canhotinho” de Souza (1915/1965) e José Virgulino “Mergulhão” de Souza (1907/1939). Na oportunidade, teriam que glosar sobre a seguinte frase: “Egídio Lima em Campina, João Viana no Picuí, Canhotinho no Cardoso e Mergulhão no Cariri”. O mote que lhes foi dado, não era dos mais fáceis, e suscitava os quatro amigos a declamarem a sua rota de defesa. Com efeito, era natural que os cantadores, naquele tempo, criassem uma rota sob a qual exerciam o seu domínio. Se um companheiro quisesse cantar naquela região, deveria pedir autorização ao cantador, que impunha respeito pelos seus versos. Há quem diga que a desobediência era punida com surra de cacete e briga de faca. Após ...

Mortandade: história que não se contou!

  Em se tratando de história de cunho macabro a exemplo de cemitério, velórios, caixões e mortuárias, há inúmeros episódios a serem narrados por pessoas que viveram presentemente essas façanhas. Vivi numa época em que na cidade ou na zona rural muitos morriam e a família não podia comprar um ataúde. Quando procedente da zona rural, o esquife se apresentava com o falecido distendido numa surrada rede pendurada num caibro roliço apoiado em ombros de carregadores que se revezavam ao longo do trajeto fúnebre. Mas, para aquele falecido na cidade, havia uma solução: No cemitério mantinha-se guardado um pequeno estoque de três ou quatro caixões antigos, rústicos, de madeira pesada, pintados na cor preta já esmaecida, que eram emprestados para as famílias conduzirem os seus mortos até o cemitério. Lá chegando, à beira da cova, tiravam do caixão o cadáver o qual vinha envolto num lençol usado e desciam o corpo à sepultura. Fatídico cenário! Em meio à sequência desta descrição, rel...

Egídio de Oliveira Lima: Alguns cordéis

  Egídio de Oliveira Lima (1904/1965) foi poeta popular, jornalista e autodidata, destacando-se, ainda, como folclorista e escritor de cordéis cuja maior parte fazem parte do acervo da Casa de Rui Barbosa no Rio de Janeiro. Como cordelista, publicou mais de trinta títulos, dos quais citamos: Desafio de João Silveira com Egídio Lima (Tipografia Luzeiro do Norte), Parahyba de Luto: o bárbaro assassinato do presidente João Pessoa em Recife (sob o pseudônimo de Zé Parahybano), A Miséria de 1930 e o Choro de 1931. Assim, são de sua autoria os seguintes versos: “ A morte de João Pessoa É um crime que clama aos céus A barbaridade é tanta Que comove o próprio Deus! Pois o grande presidente Só o bem fazia aos seus ” ............................................ O presidente Pessôa Resolvera visitar O juiz Dr. Cunha Mello Tendo que se transportar A Recife onde o amigo Talvez tivesse a espirar! (Parahyba de luto: Lima: 1930).   “No Estado da Parahyba ...

Cego Carminha

  Começo esse artigo com uma rima de minha autoria: “ Dos cantadores cegos Tenho pouca lembrança Cantavam em Esperança Nas esquinas e nas praças Fazendo rimas, fazendo graça!” .   A tradição dos cantadores em Esperança já foi muito revista nesse BlogHE, constituindo o município verdadeiro celeiro de poetas e repentistas. Não poucos eram os que acorriam à feira livre, com suas violas cheias de fitas, para angariar alguns trocados, fazendo rimas alegres. Porém, o que trago à baila, é a cantoria dos cegos, que tal qual àqueles, deitavam seus versos com maestria. São pessoas que nasceram cegos, mas há outros que perderam a visão. Deste último grupo, talvez o mais conhecido foi o Cego Aderaldo (Aderaldo Ferreira de Araújo) que, provocado pelo jornalista Rogaciano Leite, respondeu em versos: “ Andei procurando um besta Um besta que fosse capaz De tanto procurar um besta Eu achei esse rapaz Que nem serve pra ser besta Porque é besta demais” .   ...

A doação das terras de Montadas para Pocinhos

  Severiano Pereira da Costa Grande polêmica surgiu nos anos 50 quando da criação de Pocinhos, em que foram doadas terras para constituir aquele novo município. O escritor Tony Veríssimo antecipou-nos uma parte de seu livro (História de Montadas, ‘a menina dos olhos azuis’) ao tratar do “Interesse de Pocinhos por Montadas” nesse Blog. As terras em questão foram doadas inicialmente à Esperança (Decreto-Lei nº 520/1943), ampliando os nossos limites até Mari Preto e Lagoa do Açude, no encontro Campina-Pocinhos-Lagoa Seca. Quando o Padre Galvão iniciou a luta pela emancipação política de Pocinhos, pretendeu não apenas recuperar a porção doada à Esperança, como também provocou essa batalha pelas terras de Montadas. O texto a seguir foi extraído do jornal “O Rebate” que me foi enviado pelo escritor montadense, o qual reproduzo por sua importância histórica: “A VERDADE SOBRE O CASO DE MONTADAS Declarações do Vereador Severiano Pereira da Costa, presidente da Câmara Municipal de ...