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Louvação (Inspirado no Salmo 148)

Ao amigo José Mário da Silva Branco Louvai ao Senhor ó terra inteira Louvai-o por sua grandeza A Ele pertencem a realeza e sua obra primeva: A sabedoria, mestra faceira Luiz no escuro sempre acesa Apresenta-se a quem queira Se deliciar de suas proezas. E revelando Deus a sua maneira De infinita bondade e beleza Faz contumaz e ligeira A louvação da natureza. Rau Ferreira José Mário da Silva Branco, escritor e crítico literário, teceu alguns comentários acerca deste nosso singelo poema “Louvação”. De fato, foi uma análise profunda, que foi além do saltério, para captar o sentido bíblico por trás dos versos. Eis as ponderações do colega da ALCG - Academia de Letras de Campina Grande: "Em seu clássico livro ‘Introdução à Semanálise, a teórica da literatura’ Julia Kristeva afirma que o texto literário é um mosaico de citações, um modo como o texto se insere na história, e é por ela atravessado. E arremata a referida ensaísta: todo texto é ant...

Capelinha: Patrimônio Histórico Estadual

O Diário Oficial do Estado da Paraíba publicou hoje (11/11) a Lei Estadual nº 11.571, de 10 de dezembro de 2019, que inseriu a Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, conhecida como “Capelinha das Pedras”, deste Município de Esperança (PB), no Patrimônio Histórico e Cultural do Estado da Paraíba. A Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está erigida sob um imenso lajedo, denominado pelos indígenas de Araçá ou Araxá, que na língua tupi significa “ lugar onde primeiro se avista o sol ”. O local em tempos remotos foi morada dos Índios Banabuyés e o Marinheiro Barbosa construiu ali a primeira casa de que se tem notícia no município, ainda no Século XVIII. O projeto de lei de autoria do Deputado Estadual Anderson Monteiro Costa foi sancionado ontem (10/11) pelo Governador João Azevêdo Filho, entrando em vigor na data de sua publicação. Este trabalho vem de encontro aos nossos anseios que há muito buscávamos o reconhecimento de “Menor capela do mundo”. Fruto desse nosso es...

Nevinha (Rau Ferreira)

Nevinha tu estais Cada vez mais bela e vistosa Queria-te um ramo de rosas Que acabasse nunca mais. Até nos arraiais, serias vitoriosa E quando fosse o dia bom À aurora dos pardais Ouvirias o som do meu amor sob as vagas. Banabuyé, 01 de dezembro de 2019. Rau Ferreira

Esperança

No ritmo do progresso Da cidade que destrói Vejo-a moça – e ainda dói – Viver a cultura em seu regresso No querer da minha infância. Hoje, olho a ti, e me apresso (sim, o tempo me destrói) E tu já mulher – e eu esse herói Arrebentando moinhos, tradições... confesso Que ainda és meu sonho de criança. Ah se não fosse esses excessos! Ah esse delirante desejo que corrói! Viveria eternamente e soy... Nesse lyrio, outros 94 congressos Ainda contigo, querida Esperança. Banabuyé, 01 de dezembro de 2019. Rau Ferreira

Visita ao IPGH

Ontem (29/11) o sócio do Instituto Histórico e Geográfico de Esperança – IHGE, o pesquisador Ismaell Bento, esteve participando da reunião do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica - IPGH, juntamente com o confrade Thomas Bruno de Oliveira e outros pesquisadores, genealogistas e amantes da cultura familiar da nossa Paraíba. Na oportunidade, foram entregues duas revistas do instituto que irão compor o acervo d o IHGE. Ismaell Bento, Thomas Brunos e membros do IPGH Ismaell tem se esmerado para descobrir a genealogia dos esperancenses e em breve lançará um livro com a árvore da sua gênesis familiar. O jornalista Thomas Bruno participa de diversos institutos históricos é colunista da Revista de Turismo e dos jornais A União e Contraponto. Ambos compõe com muita galhardia o IHGE, contribuindo ativamente para a preservação da história local. Rau Ferreira

Luciana Soieiro em tournée recepcionada por Silvino Olavo

Em tournée chegava à Parahyba, no dia 04 de junho de 1926, a soprano Lucina Soeiro, que percorria o Brasil com seu recital obtendo aplausos das mais exigentes plateias. A cantora foi recepcionada por Silvino Olavo, redator-chefe d’O Jornal, periódico que se editava na Capital, sob a gerência de José Gaudêncio Correia de Queiroz. Aportou nesse Estado a bordo do paquete “Manáos” e, à tarde, fora conduzida pelo poeta fizeram uma visita de cortesia ao Dr. João Suassuna, então governador do Estado, acertando para o dia 06 daquele mês e ano uma audição especial, no Palácio do Governo, dedicada ao chefe do executivo paraibano. O programa dedicado especialmente à música brasileira, contava com canções de autores nacionais, inteiramente desconhecidos do público local, e seria uma prévia do recital que a soprano iria realizar ainda na quinta-feira daquela semana. Após visitarem o Presidente do Estado – Dr. João Suassuna – que diga-se de passagem era um amante das artes, como já pudemos p...

Sol: O homem e a natureza

A Parahyba ainda não tinha se estabelecido em todos os seus sentidos acerca da impressão encantadora dos quadros de Amélia Theorga quando surge Balthazar Câmara com a sua vernissage paisagística. À exposição compareceram Silvino Olavo, Eudes Barros e Antonio Fasanaro que se dirigiram ao salon onde os quadros repousavam no aguardo dos visitantes. Puseram-se os poetas divagar acerca da aquisição de alguma obra, elegendo apenas uma condição: se fossemos os novos ricos! “Compraria aquela”, dizia Eudes. “E eu... aquela”, completava Silvino. Com efeito, recém formado, não reunia o autor de Cysnes as condições econômicas para adquirir algum dos exemplares; o mesmo, talvez, se possa dizer do seu colega Eudes Barros, que igualmente fantasiava aquela ilusão de riqueza. Quando estavam os três de saída, depararam-se com o governador João Suassuna, que acabara de chegar na companhia de alguns auxiliares de Estado. Excursionaram os vates com o presidente estadual que demonstrava temperame...

Crônicas de memórias: diálogos domésticos (por Martinho Júnior)

Quem de nós não se pega recordando as conversas com os pais em casa heim? Ainda mais quando a realização do que antes era um singelo hábito saudável e necessário e torna-se possível apenas em sonhos, pois eles já… "partiram para outro mundo" como diziam os mesmos. Meus pais (Hilda Batista e Martinho Soares), ambos gostavam de recordar e eu ouvia com muita curiosidade aquelas conversas sadias, cheias de lições para quem soubesse captar delas a essência do que era transmitido. Através desses momentos de lembranças é que eu ouvia falar muito sobre “Os Rodrigues”. O Sr Manoel Rodrigues de Oliveira, primeiro Prefeito de Esperança-PB e D. Esther Fernandes (Dona Teté), a Primeira Dama da nossa história; e os filhos do ilustre casal. Eles foram a família que cuidou do meu pai Martinho Soares, lhes deram uma educação aprimorada, completada pelo caráter irrepreensível que transparecia lhes ser inato. A característica mais marcante de seu Manoel Rodrigues, "Padrinho Manoe...

O simbolismo do Lyrio

Em 1925 o poeta Silvino Olavo exaltou a sua terra chamando-a de “ Lírio verde da Borborema ”. Longe de ser uma simples afirmação esta paráfrase esconde um grande simbolismo. A cidade de Esperança encontra-se nos píncaros da Borborema, a cerca de 640 metros de altura do nível do mar, com posição estratégica e fluxo privilegiado, ligando sertão, brejo e litoral. As suas cores – verde e branco - elevam os mais altos sentimentos: paz e prosperidade. Segundo NOBREGA a figura do lyrio confunde-se com o culto a Nossa Senhora das Neves, sendo ainda sinônimo de pureza e inocência (Linha D’água, p. 81/92). Não é à toa que o nosso vate antevendo esta nossa vocação religiosa, que tem na imagem da Virgem - aqui reverenciada pelo nome de Nossa Senhora do Bom Conselho – adicionou em seu discurso tão belo paradigma. Em um de seus mais belos poemas, nos diz: “Minha felicidade – ó Musa – nem descreves No dia em que eu tiver uma esposa amorosa E pura, assim com um ar de Senhora-das-Neve...

Noêmia Rodrigues: primeira Miss Esperança

Não é de hoje que os esperancenses escolhem a mais bela. A primeira miss de que temos notícia, foi a Srta. Noêmia Rodrigues de Oliveira. A edição de maio da revista “Vida Doméstica” estampava em suas páginas a garota como vencedora do certame de beleza, realizado em nosso Município no ano de 1934. Noêmia era filha de Esther Fernandes (Teté) e Manoel Rodrigues de Oliveira, eram seus irmãos Bernadete, Wilson e Nilson Fernandes de Oliveira. O seu pai – que também era criador de gado -, foi o primeiro prefeito municipal (1925 /1928) e proprietário da “Loja Ideal”; e foi por intermédio de sua genitora que se construiu a “Capelinha das Pedras”, sob a invocação de N. S. do Perpétuo Socorro, como graça pela extirpação da “Cholera Morbus” na região. Sabemos, ainda, através do historiador Martinho Júnior, que seu irmão Nilson era aviador. A jovem que frequentava os principais eventos sociais, era de fato uma mulher bonita, o que se pode perceber pela fotografia que estampa esta matér...

Júlio Ribeiro: primeiro prefeito eleito de Esperança (por João de Patrício)

Como sabemos, o município de Esperança foi emancipado no ano de 1925. Porém, as primeira campanha eleitoral, para a eleição do primeiro prefeito eleito diretamente pelo povo foi no ano de 1947, vinte e dois anos após a emancipação e, dez anos depois da inauguração do edifício, sede da administração municipal, como se vê na foto acima. Não se tem notícia de fatos concretos da campanha eleitoral, como sejam: Cores de bandeiras, propaganda eleitoral, enfim, regulamento legal de candidaturas e tempo de duração da campanha eleitoral. Pesquisando junto ao TRE-PB sobre histórico de eleições municipais na Paraíba, não há registro de eleições anteriores no nosso município. Daí, conclui-se que, todos os prefeito que assumiram a administração municipal de Esperança foram nomeados pela interventoria federal do Estado. Nas eleições municipais de Esperança, no ano de 1947, foram candidatos os cidadãos Júlio Ribeiro da Silva e Elias Barbosa Monteiro, como candidatos a prefeito e vice-prefei...

Campo Alegre

Foi num baile no Caracó Que encontrei o Campo Alegre Cantadô bom, dos mió... Que nessa terra se assucede Cantô em toda a região De Sumé à São Mamede. Foi num baile no caracó Que encontrei o Campo Alegre Cantava c’o fita na viola Gravata vermeia, lenço e paletó A sua musa pachola; Certo de que ninguém lhe contende. Cantô com Benedito Que a fama lhe persegue Não sendo ele dos pió Cantô em Cabrobó C’os repentista que se mede: Inácio – a cantigueira que não fede. Foi num baile no Caracol Município d’Alagoa Nova Fonte que ninguém prova Mas que da prosa é boa sede Que encontrei o Campo Alegre. Banabuyé, 26 de outubro de 2019. Rau Ferreira Campo Alegre – cantador do século passado citado na carta de Ferino de Gois Jurema a Romano, natural de Esperança/PB (Dicionário Bio-Bibliográfico de Repentistas e Poetas de Bancada. Editora Universitária: 1978).

Limites do horizonte no tempo

“ Limites no Horizonte do tempo ” (Ideia: 2019). Este é o título do livro organizado pelos Professores Luíra Freire Monteiro e Flávio Carneiro de Santana que será lançado no próximo dia 30/10 às 19h30 no Museu dos Três Pandeiros em Campina Grande. A obra é uma coletânea de história local que tem sido capitaneada pela Professora Luíra, que atualmente coordena os trabalhos do Nupehl – Núcleo de Pesquisa e Extensão em História Local. O pesquisador Ismaell Bento além de integrar a equipe do Nuphel também participa deste compêndio com o título “A formação do Município de Esperança nas páginas do Jornal A União (1925-1926)”. O Núcleo da UEPB há um tempo digitalizou o acervo d’A União pertencem à Biblioteca e Centro Cultural “Dr. Silvino Olavo”, do Município de Esperança (PB), cujo material serviu de fonte para que o genealogista Ismael escrevesse o seu artigo. O Município de Esperança foi contemplado ainda com o título: “A influência do cólera na construção identitária de Esperanç...

O Benedito de Esperança

João Viana dos Santos (João Benedito), cantador afamado, natural de Esperança (PB), glosava abertamente as diferenças de seu tempo. Foi um dos precursores do gênero, temido pelos seus adversários. Era seu companheiro, nessa estrada do repente, Antonio Lamparina do Brejo de Areia (1910). Em seus desafios, cantou com diversos poetas, entre eles José Alves Sobrinho (1921/2011), que a seu respeito disse ter recebido grandes lições, a exemplo desta resposta a um verso do rascunhador de “Cantadores, Repentistas e Poetas Populares” (2003): O senhor pensa que veio Aqui gozar as regalias Mas se engana, você veio Só passar uns dias Chegou aqui e nada trouxe E volta com as mãos vazias. João cantando com o bem apresentável Manoel Regino Serrador (1906/1996), o contraste com as suas vestes, que lhe denunciava a origem negra e humilde, versejou: Você anda bem vestido De gravata, meia e liga, Não pense que eu tenho inveja, E é até bom que eu lhe diga, O hábito não faz o ...

IHGAN - Fundação

Ontem (25/10) foi erigida mais uma casa de memória que tem objetivo prevacionista-histórico. O silogeu foi estabelecido na vizinha cidade de Alagoa Nova (PB) e engrossa a fileira dos institutos municipais, a exemplo do IHGE (Esperança) e IHGSB (Serra Branca). Alagoa Nova e Esperança tem pontos em comum em sua origem e história, assim como na formação do território da qual esta vila pertenceu no passado. Muitos são os vultos que delinearam o caráter desta terra e que dignificam a história paraibana. Apenas para citar Severino Carvalho de Toledo, Manuel Tavares Cavalcante, Analice Caldas Barros, Gonzaga Rodrigues e Wilis Leal. A região antes habitada pelos Índios Bultrins era conhecida por “Aldeia Velha”, de onde nasceu, nas terras do Olho D´água da Prata, pertencente ao alferes José Abreu Tranca, a “Civilização da Farinha” referenciada por Epaminondas Câmara. Elevada à condição de distrito (Lei Provincial nº 06/18370), permaneceu por um longo período subordinado ao município d...