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Padre Zé e suas esmolas

  Como não lembrar do Padre Zé? Benemérito da ação social na Paraíba, fundou um instituto e um hospital que leva seu nome, ambas as instituições de ajuda aos mais necessitados. Também era músico, escritor e professor. Devoto incondicional de Nossa Senhora do Carmo, participou da fundação do Jornal “O Lábaro” e da orquestra “Regina Pacis”, e criou uma espécie de cooperativa para ajudar os seminaristas pobres junto ao Seminário da Parahyba. Apesar de radicado na Capital paraibana, nunca esqueceu o seu torrão: “ Nasci no dia 18 de novembro de 1897, num dia de quinta-feira, às três horas da tarde, no povoado de Esperança ”. Caridoso, nunca se descuidou de seu rebanho e fazia de um tudo para angariar fundos para as suas obras assistenciais. Quem é que não se lembra de suas investidas pelas ruas de João Pessoa em sua cadeira de rodas cutucando um e outro transeunte por uma contribuição? Conta-se que certa feita estava o Padre Zé na entrada do cinema junto às catracas, e batendo d...

Voto de divergência

  Situação e oposição vivem em acirrada briga, cada um querendo defender as cores do seu partido. Nas ruas, nas praças e nos “mourões” o termômetro da política pode ser sentido, mas o palco onde essas experiências se notabilizam é o legislativo-mirim. Esperança (PB) como em todo lugar há sempre aquele político que fica “em cima do muro”. Essa é mais uma história sobre um daqueles que não querem “se comprometer”. Nos anos 60, um liturgo esperancense enviou para a Câmara um projeto de lei instituindo o “voto-misto”. A justificativa dizia o edil, muitas vezes o vereador se vê numa posição melindrosa. É que em certos casos – justifica-se – o prefeito envia para a Câmara um projeto que em princípio pode beneficiar a população, mas as circunstâncias também favorecerem o pretenso candidato numa campanha próxima. Neste caso, “ a consciência parlamentar não quer votar contra, por reconhecer virtudes, nem quer votar a favor, pela existência dos defeitos. E sempre há matéria em que as...

Frei Caneca pernoitou em Esperança-PB ?

  Frei Caneca (1779-1825) em seu “Itinerário do Ceará” descreve com maestria os dias que se seguiram à sua prisão, até bem pouco antes da sua execução. Em seu diário, narra a passagem por Campina Grande-PB e a impressão que ficou daquele 12 de dezembro de 1824. No seu trajeto, o clérigo antes de aportar à “Rainha da Borborema”, passou por “Bonaboiú”, onde pernoitou próximo à cachoeira de João Saraiva, como o próprio frade descreve: “ Despois de passarmos ao través do rio das Piranhas, tomamos a travessa para o riacho dos Porcos, e passando pelas fazendas Lagoa Rachaça e Poço do Cruz, viemos dormir à cachoeira de João Saraiva, morador em Bonaboiú . Pouco antes de aqui chegarmos, um soldado, desacauteladamente batendo com o coice da granadeira no chão, e esta disparando-se, feriu um dos camaradas, passando-o de parte a parte e matou o cavalo de José da Cruz Gouveia, conselheiro do governo temporário da Paraíba. Neste dia vencemos cinco léguas de caminho. Na manhã do dia 5 saímos do a...

Prédica de Dom Palmeira - Quaresma de 1976

  Prédica é um discurso ou sermão redigido pelo religioso, que se diferencia da homilia porque essa é dirigida às celebrações sacramentais. A peça que temos em mãos é uma prédica escrita pelo Monsenhor Manoel Palmeira da Rocha por ocasião de seu curso de Teologia em Roma, escrita na quaresma de 1976. Esta nos foi doada por Ônio Emmanuel Lyra, Oficial do Registro Civil, filho de José Lyra de Souza, que foi colega de seminário do Monsenhor Palmeira. Devido a sua importância histórica, resolvemos reproduzir, ipsi litteris este discurso do Monsenhor Palmeira. Nos reservamos, porém, sobre certos aspectos da doutrina católica, já que confesso a fé protestante, que considera a salvação como graça de Deus, que independe das obras, e que é dom de Deus, concedida aos seus eleitos desde o princípio dos tempos. Pois bem. Vamos ao texto produzido pelo Monsenhor Palmeira para a “Università Pontificia Salesiana”, da ordem de S. J. Dom Bosco, sediada em Roma: “ O Mistério Pascal, a Vitória...

Rua Manoel Rodrigues de Oliveira

  A principal rua de Esperança, na Paraíba, tem muita história para contar. Foi ela o ponta pé inicial do povoamento que se estabeleceu a partir de uma feira semanal de gêneros alimentícios, de onde se iniciou também uma capela sob a invocação de N. S. do Bom Conselho. O descampado naquela área tinha posição geográfica privilegiada, pois era caminho dos viajantes que desciam o Brejo de Areia com destino aos engenhos de Alagoa Nova, ou daqueles que prosseguiam para Campina Grande. E no entroncamento da rua do Sertão (Solon de Lucena), ficavam os tropeiros, que apeavam os seus muares para pernoite, com cargas de farinha e rapadura. Aliás, foi Epaminondas Câmara, um dos primeiros historiadores paraibanos, filho natural de Esperança, que descobriu a “civilização da farinha”, tão importante para o povoamento da nossa região. Irineu Jóffily – a despeito de quem supõe ter nascido nessas paragens –, narra que “ as gameleiras com que a rua principal está arborizada foram estacas dos c...

Quimera, poema de Rau Ferreira

  Fugaz nas horas de melancolia Passam os meses, passam os dias Tudo passa e nada trás... O arvorecer de um novo dia O anoitecer não satisfaz... A vida é breve e não tardia Nos jograis, de suave covardia.   Quisera encontrar-te vadia Vazia com os seus rivais; Em noticiários de jornais. Mas foi um “bom dia”, “boa tarde”, e nunca mais. Você de mim fugira E fui ficando rapaz.   Quiser encontrar-te um dia Somente um dia, só um dia! E nunca, nunca jamais!   Umbuzeiro-PB, 1º de abril de 2023 .   Rau Ferreira

Helleno Henriques da Silva

Helleno Henriques da Silva nasceu em Esperança-PB, aos 20 de abril de 1900. Era filho de Manoel Henriques da Silva e Maria Narciza da Conceição. Tinha dezesseis irmãos, entre eles : João Henriques, Maria Helena, Joaquim Virgolino, Ana Henriques, José Narciso, Olívia Henriques, Joana, Matias, Rosa, Emílio, Maria Violeta e Isabel. Sobre esta família, escreve Cristino Pimentel: “ É uma família muito unida. Um clã que se espalhou por diversas partes do Estado, e hoje uma boa parcela dos seus elementos vive e trabalha em Campina Grande, honrando a sociedade e o comércio da cidade ” (Edições Caravela: 2001). Cursou medicina na Bahia e foi ex-interno do Prof. Martagão Gesteira e auxiliar acadêmico da Liga Bahiana contra a mortalidade infantil (O Tempo: 1934). Seria cirurgião se não houvesse sido arrebatado pela pediatria, assim nos informa o Dr. André Brasileiro em seu trabalho “ Pilares da Medicina de Campina Grande ”. Recém formado, na década de 1930, instalou consultório à rua Sena...

Lista dos cantores que se apresentaram em Esperança-PB

Esperança-PB - conhecida por suas festas que atraem turistas de todos os recantos -, vivenciou o seu auge na segunda metade do século passado, através de seus clubes sociais e da animadíssima “festa da padroeira” que ainda se realizava nos finais de ano, início de Ano Novo. Muitos foram os artistas que se apresentaram nesta cidade, dos quais tentamos lembrar, destacando aqueles que tem projeção nacional/regional, devido a sua importância para a história da música ou impacto junto ao público. Apresento, abaixo, segue uma lista dos cantores de ontem e de hoje que já se apresentaram em Esperança, seja nos clubes da cidade, bares, movimentos de rua e quermesses da igreja.   * Atualizando e corrigindo ...* (Em ordem alfabética) Aguinaldo Timóteo – Caobe Altemar Dutra – Caobe Amazan – Rua/Trio Ângela Maria – Campestre Antonio Barros & Ceceu – Rua Antônio Marcos – Cine S. José As Coleguinhas – Caobe Capilé – Rua/Trio Cirano & Cirino – Rua/Trio Cláudia B...