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América x Treze (1975)

Gilvan: O artilheiro da Partida O pesquisador Jônatas Pereira enviou para a redação do BlogHE uma preciosa reportagem do Diário da Borborema que mostra a saga do Mequinha enfrentando grandes times da Parahyba em 1957. Depois de vencer o Náutico de Itabaiana e o Campinense Clube, tinha pela frente, em dezembro daquele ano, a forte equipe do Treze F. C. A partida aconteceu no Estádio José Ramalho, em Esperança. A esquadra campinense dominou os minutos iniciais, realizando algumas incursões à área americana, em que Tota ameaçou o gol adversário com nítida impressão de que os galos venceriam. Tudo não passou disso, pois o Mequinha não se deixou abater, retomando imediatamente o mando de jogo. O ataque americano não tardou encontrar as falhas trezeanas e, aos dez minutos do primeiro tempo, o centroavante Gilvan marcou o primeiro gol do time da casa, depois de receber excelente passe de Jurinha. No segundo tempo, apesar de não demonstrar o futebol ofensivo do primeiro tento, Gil...

Relíquia de S. Francisco em Esperança/PB

Programação da Visita em Esperança/PB A Paróquia de N. S. do Bom Conselho, em Esperança/PB, receberá a peregrinação da relíquia de S. Francisco de Assis, iniciada em S. Paulo em 20 de setembro de 2015, em comemoração aos 800 anos da Ordem Franciscana Secular – OFS. Trata-se de um grande momento de fé e devoção àquele que abdicou de tudo para servir aos pobres e, no ardor da sua oração, recebeu os estigmas do crucificado. O relicário, contendo um fragmento do osso e uma imagem de pedra, chegará no dia 10 de maio de 2017, com concentração na  Capela N. S. do Carmo, prevista para as 18h30 mim, de onde deverá sair em procissão para a Igreja Matriz, com celebração da Missa às 19h30mim. A OFM explica que “A imagem foi um presente da cúria geral dos Frades Menores Capuchinhos e a Relíquia, um fragmento de osso, foi ofertada pela cúria geral dos Frades Menores Conventuais. Ambas vieram de Assis na Itália”. O objetivo desta peregrinação é visitar todas as fraternidades do Brasil ...

América x Botafogo de Natal/RN (Futebol das antigas)

Manoelzinho, goleiro americano O jornal “Poti” de Natal, noticiava a excursão do Botafogo daquela Capital à Paraíba, para enfrentar o América de Esperança. Na época o “Bota” já era uma poderosa equipe, mas o “Mequinha” também não ficava para trás, sob a orientação de Capuco, enfrentava com galhardia os times adversários, arrancando vitórias memoráveis. José da Silva Santos – o Capuco – jogou em diversas equipes profissionais, como Santa Cruz, Vitória, Fortaleza e Vasco da Gama antes de ingressar no América de Esperança em 1953. Ficou por algumas temporadas, retornando como técnico em 1957. O América realizou diversas partidas contra o Botafogo que tinha em seu plantel jogadores do quilate de Mariano, Gilberto e Gilvan (ex-ABC). Numa dessas partidas Louro (ex-Treze e América/RJ), conseguiu uma grande façanha. A jogada é narrada por Chico de Pitiu em seu livro [50 Anos de Futebol e Etc]. Segundo o cronista, durante um ataque do Botafogo, o goleiro americano Manoelzinho ficou c...

Severino Medeiros

Severino e sua inseparável sanfona Severino Medeiros é Cantor, compositor, arranjador e produtor, natural de Esperança, filho de Dona Olegária e irmão de Dedé do “Terraço de Som”. Passou a infância em Lagoa de Pedra, onde aprendeu a tocar sanfona aos 17 anos, presenteado que fora pela sua mãe com este instrumento musical. Seus primeiros acordes foram tangendo gado e, a partir do conhecimento musical adquirido, passou a cantar nas festas de casamento e animando quadrilhas, ganhando notoriedade em toda a Paraíba por dominar a sanfona de 140 baixos. Radicado em Campina Grande, no bairro do Alto Branco, onde montou um estúdio com a sua família, cultiva o forró de raiz no seu estilo mais autêntico. O sanfoneiro já se apresentou com diversos artistas de renome e produziu alguns álbuns para outros artistas, a exemplo de Zé Calixto, Biliu de Campina, Capilé e Geovane Júnior. E tocou com grandes nomes da música, como Dominguinhos, Elba Ramalho, Antônio Barros e Cecéu, Marinês, Anas...

O craque Gilvan Gonçalves de Lima

Gilvan Gonçalves de Lima Hoje prestamos homenagem a um dos maiores craques da bola de Esperança, o Sr. Gilvan Gonçalves de Lima. Natural de Santa Luzia/PB, nasceu em 02 de julho de 1928 e veio residir, ainda jovem, em nossa cidade, onde casou-se com a Sra. Porfíria Ferreira de Lima, conhecida por “Lourdes”, com quem teve dez filhos. Aos 23 anos, seu Gilvan foi um dos sócios fundadores do América, ao lado de José Ramalho da Costa. E reconhecidamente, um dos maiores jogadores do esporte amador local. Vestiu pela primeira vez a camisa do “Mequinha” em 1948. Foi capitão da agremiação, atuando com muita garra e dedicação ao clube, até os idos de 1980, quando, por complicações de saúde, abandonou os campos. Em uma partida memorável que disputou vestindo a camisa do América contra o Botafogo de João Pessoa, tomou uma atitude ousada. Segurou a bola para evitar que o adversário cobrasse um pênalti. Este fato foi narrado pelo escritor Walfredo Marques, que dá uma versão diferente da q...

Manoelzinho cotado para o Paulistano

Manoelzinho (1958) Manoelzinho foi sempre o guardião das traves do América “Mequinha” de Esperança. O goleiro da época de Edmilson e Gilvan enfrentou fortes equipes como o Central de Caruaru, Botafogo de João Pessoa, Taubaté de Aymoré Moreira, Campinense de Campina e outros times da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Em 1960, o goleiro “Pelado”, do Paulistano de Campina Grande, após os acontecimentos da última partida, pediu passe livre demonstrando assim o interesse de rescindir o seu contrato. Manoelzinho estava no América desde 1951. Ao receber a proposta do Paulistano, o dirigente do Mequinha (Zé Ramalho) mostrou-se favorável a transferência, mediante o compromisso de 34 mil cruzeiros de luvas e 5 mil cruzeiros mensais. A equipe campinense ficou de ofertar uma contraproposta, que não veio ou não foi aceita pelo jogador, permanecendo este no time esperancense por mais alguns anos. Rau Ferreira Referências: - CLÁUDIO, Francisco. 50 Anos de Futebol e Etc. ...

O jurista Silvino Olavo

Silvino Olavo foi – na expressão de Samuel Duarte – um dos maiores juristas de sua época; não por acaso, sua tese (Estética do Direito) foi recepcionada pelos acadêmicos, seus pares, quando de sua oratória por ocasião da formatura em seu bacharelado de Direito, sendo referendada em diversos trabalhos. Como advogado, mantinha escritório na rua 05 de agosto nº 55, na Capital parahybana, atuando em causas cíveis, criminais e em inventários. Nessa condição, participou do jantar íntimo oferecido pelos bacharéis e amigos do Desembargador Flodoardo da Silveira, no Hotel Globo em João Pessoa, por motivo de sua nomeação para a mais alta Corte Paraibana. João Lyra, revisitando suas memórias, destaca que Silvino participara da Academia de Letras e Ciências Jurídicas, organizada sob os moldes da Academia Brasileira de Letras, participando do corpo congregado até 1924. Com o retorno à Parahyba, desfilou-se daquele corpo congregado e, em seu Estado natal, fora nomeado 1º Promotor da Capital, ...

Registros pelo assassinato de João Pessoa

Imagem: https://pt.wikipedia.org/ João Pessoa Cavalcanti de Albuquerque governou a Parahyba de 1928 à 1930, dois de seus auxiliares eram esperancenses: Silvino Olavo e Elysio sobreira. Esperança havia lhe dedicado o título de cidadão, quando de sua vinda a esta cidade, por ocasião da campanha pela Aliança Liberal. Recepcionado pelo Prefeito Manuel Rodrigues e seu vice Theotônio Costa, foi saudado pelo advogado Severino Irineu Diniz quando da outorga daquela cidadania. O malogrado presidente do nosso Estado foi assassinado em 26 de julho de 1930, na Confeitaria Glória. Os fatos que antecederam a esta tragédia já foram por muito debatido, dispensando deste escritor qualquer comentário. Após aquele episódio, tornou-se natural as homenagens prestadas, destacando-se, dentre elas a do Juízo Municipal do Termo de Esperança. O judiciário local estava assim organizado: Dr. Orlando de Castro Pereira Tejo, Juiz Municipal; João Clementino Farias Leite, escrivão; e Manuel Jesuíno...

SOL comenta "A Voz da Terra" de Peryllo D'Oliveira

Peryllo: www.casadamemoriaararuna.com Severino Peryllo D’Oliveira foi um grande poeta. O mulato filho de Araruna/PB saiu de casa aos 15 anos, atraído por uma atriz italiana dirigente de uma companhia de teatro. Depois de experimentar os palcos, voltou à Parahyba com o também poeta Silvino Olavo. A sua obra passeia pelo lírico e modernismo. Depois de publicar “Canções que a vida me ensinou” (1925) e “Caminho cheio de sol” (1928), trazia à lume “A voz da terra” (1930) a propósito do qual fazia o amigo Silvino belíssimo ensaio. O livro – apesar de melancólico – trazia a “brasilidade” tão esperada por aqueles jovens, que acabaram de conhecer Mário de Andrade quando de sua visita à Parahyba, sendo esta “ o embrião de uma alegria sui generis” . Dizia Olavo encontrarem-se os dois agora no mesmo plano poético, num “ changuez admirável!” e acrescenta: “ essa filosofia melancólica, que é o segredo da sua harmonia anterior, nem a nota desse otimismo que não chega a ser idealismo”. De...

Afrescos da Igreja Matriz

J. Santos (http://joseraimundosantos.blogspot.com.br/) A Igreja Matriz de Esperança passou por diversas reformas. Há muito a aparência da antiga capela se apagou no tempo, restando apenas na memória de alguns poucos, e em fotos antigas do município, o templo de duas torres. Não raro encontramos textos que se referiam a essa construção como sendo “a melhor da freguesia” (Notas: Irineo Joffily, 1892), constituindo “um moderno e vasto templo” (A Parahyba, 1909), e considerada uma “bem construída igreja de N. S. do Bom Conselho” (Diccionario Chorográfico: Coriolano de Medeiros, 1950). Através do amigo Emmanuel Souza, do blog Retalhos Históricos de Campina Grande, ficamos sabendo que o pároco à época encomendara ao artista J. Santos, radicado em Campina, a pintura de alguns afrescos. Sobre essa gravura já havia me falado seu Pedro Sacristão, dizendo que, quando de uma das reformas da igreja, executada por Padre Alexandre Moreira, após remover o forro, e remover os resíduos, desco...

Um inédito DÓ

Contracapa original do livro Antonio Fasanaro, em artigo de jornal, traz à lume um inédito “Dó”, livro de Silvino Olavo. Dividido em quatro partes, segundo aquele estudo, a obra traduz tristezas e alegrias. A primeira parte (Os poemas do meu irmão) denota o pesar que há nos versos que abrem o livro:  “ Alma penada, alma que choras descansa a f ronte em minha fronte, as minhas lágrimas sonoras são como as lágrimas da fonte ..... ..... ..... ..... ..... ..... ..... ..... .....” Reflete que Silvino chora calado aquela dor, “sem rumores, envolto no traje sombrio do silêncio”. Mas sofre, piedosamente, a dor dos outros, a dor alheia: “Pranto calado de quem sofre a dor alheia como a sua e faz do coração um cofre onde recolhe a dor da rua ..... ..... ..... ..... ..... ..... ..... ..... .....” A segunda parte – Novo Mundo – demonstra a “brasilidade” do poeta, revelando o seu poder de expressão e, confessando um crime bárbaro: ser poeta! Neste ponto, acres...

Escola Irineu Jóffily (Inauguração solene)

Foto inaugural do Grupo Escolar "Irineu Jóffily" Esperança ganhou, no ano de 1932, o Grupo Escolar “Irineu Jóffily”. O educandário, construído em linhas coloniais, tinha seis salões, gabinete dentário, diretoria, pavilhão e campo para atividades físicas. A inauguração solene aconteceu em 12 de junho daquele ano, com a presença de diversos professores, do Cel. Elísio Sobreira, representando o interventor federal; Professor José de Melo, diretor do ensino primário estadual; Severino Patrício, inspetor sanitário do Estado; João Baptista Leite, inspetor técnico da 1ª zona e prefeito Theotônio Costa. Com a direção de Luiz Alexandrino da Silva, contava com o seguinte corpo docente: Maria Emília Cristo da Silva; Lydia Fernandes; Amália da Veiga Pessoa Soares; Rachel Cunha, Hilda Cerqueira Rocha e Dulce Paiva de Vasconcelos, que “tem dado provas incontestes de seu amor ao ensino e cumprimento de seus deveres profissionais”. A ata inaugural registrou ainda a presença do M...

Capelinha N. S. do Perpétuo Socorro

Capelinha (2012) Um dos lugares mais belos e importantes do nosso município é a “Capelinha” dedicada a Nossa Senhora do Perpétuo do Socorro. Este obelisco fica sob um imenso lagedo de pedras, localizado no bairro “Beleza dos Campos”, cuja entrada se dá pela Rua Barão do Rio Branco. A pequena capela está erigida sob um imenso lajedo, denominado pelos indígenas de Araçá ou Araxá, que na língua tupi significa “ lugar onde primeiro se avista o sol ”. O local em tempos remotos foi morada dos Índios Banabuyés e o Marinheiro Barbosa construiu ali a primeira casa de que se tem notícia no município, ainda no Século XVIII. Consta que na década de 20 houve um grande surto de cólera, causando uma verdadeira pandemia. Dona Esther, esposa do Ex-prefeito Manuel Rodrigues de Oliveira, teria feito uma promessa e preconizado o fim daquele mal.  Alcançada a graça, fez construir aquele símbolo de religiosidade e devoção. Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, Bispo da Paraíba à ...