Por Davi Lucas
“VENI; VIDI; VICI".
Acredito que toda guerra tenha seu fim, mas apenas um vencedor.
A vida é assim - devemos ser agressivos com os nossos desafios até que
possamos dizer; 'eu vim; eu vi; eu conquistei'. E, acho que um dos homens de
honradez que poderia proferir as palavras de Júlio César seria:
ANTÔNIO NOGUEIRA DOS SANTOS.
Homem de vida larga, mas infelizmente curta - foi nesse axioma que
Nogueira fez a sua vida desenvolvimentista.
Aos 12 anos, sentiu na flor da pele as dores de sair de casa para
conquistar um novo mundo e desenhar uma mais que abrilhantada história. De
fato, no seu cerne, já havia um grande progressista em formação - em dado
momento; foi para o estado do Acre, onde participou do Ciclo da Borracha e
conheceu a filha de um Boticário: Iracema, mãe de seus filhos.
Assim, em constante dinamismo, tornou à Esperança e fundou a Nogueira &
Cia, transformando-se em: produtor agropecuário, comprador e exportador de
Agave - sendo um elemento-chave no Nordeste na produção do Sisal.
Assim, naquela época trazia bastante importância para o Lírio Verde da
Borborema, possuindo dezenas de funcionários de carteira assinada, chegando a
conquistar bastante influência política e grandes amizades no alto escalão do
Governo da Paraíba.
Antes da luz deixar os seus olhos, já tinha projetos para investimentos
com transporte ferroviário, produção de algodão e soja. Lamentavelmente, sua
vida foi ceifada em 1962, consequência de um grave acidente.
Desta feita, seguem aqui, breves linhas de uma enorme História, de um
filho de Esperança que ficou célebre na Paraíba e fez parte de um dos ciclos
Agroindustriais mais importantes do país. Um homem que revolucionou a economia
regional.
A sua história ecoará por muitos anos, pois trilhaste o caminho que só os
corajosos conhecem, porque grandes foram suas conquistas.
"Homens se erguem e caem como trigo no inverno, mas tua história não
deixará que teu nome pereça".
Tenho orgulho de fazer parte de sua estirpe.
À Antônio Nogueira;
De seu bisneto, Davi Lucas O. Santos.
Rau Ferreira - A empresa Nogueira & Cia funcionava na Trav.
Sebastião Araújo. Eram compradores e exportadores de agave. A empresa possuía
uma prensa de agave, uma das mais modernas da época, três galpões de
armazenamento e um escritório. A inauguração contou com a presença do prefeito
Arlindo Delgado e demais autoridades da cidade. As bênçãos foram concedidas
pelo Padre Manoel Palmeira da Rocha. Em sua homenagem foi nomeada a praça do
Aconchego de Praça Antônio Nogueira (Lei Municipal nº 569 de 29 de abril de 1988).
Foi eleito vereador pelo PSD em 1959 com 432 votos, assumindo a presidência da
Câmara nos anos 1959/60.
O seu proprietário
– Sr. Antônio Nogueira – participava intensamente da vida social da cidade,
inclusive foi presidente do América Futebol Clube. Tornou-se o maior produtor
de agave da região. Também comprova de pequenos produtores e vendia a produção do
agreste para alemães, transportando o sisal em navios que saíam do Porto de
Cabedelo
Com grande
visão comercial, diversificou os seus investimentos, desde a fabricação de
farinha até a atuação imobiliária.
Antônio
Nogueira faleceu quando no bairro Santa Terezinha, em Campina Grande, próximo
ao Clube dos Caçadores, quando estava para fazer o câmbio. Na época havia uma
inimizade ele com o seu irmão Sebastião, mas apesar do incidente (segundo seu
bisneto Davi Lucas) eles nunca fizeram as pazes.

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