Pular para o conteúdo principal

A família Cordeiro em Esperança (Ismaell Bento)


É fato que existem inúmeras famílias com o sobrenome Cordeiro, com origens totalmente distintas entre elas. Na cidade de Esperança também não é diferente, porém alguns Cordeiro da cidade tem a mesma origem, e talvez nem saibam.
Porém, gostaria de falar de uma grande família em específico, fruto do matrimônio do casal Antonio Cordeiro Nunes e Brígida Maria de Souza, seridoenses, nascidos no longínquo século XVIII, e que espalharam grande descendência pelo Rio Grande do Norte e Paraíba.
Um bisneto e um trineto desse casal se mudaram para Esperança no início dos anos 1900 e constituíram família. Tomaz Virgulino Cordeiro e Feliciano Cordeiro da Silva. Abaixo mostrarei um pouco da descendência de cada um:
Feliciano Cordeiro da Silva, nasceu aos 09/06/1869 em Parelhas – RN. Filho de Antonio Cordeiro Nunes e Josefa Maria da Conceição. Casou na então capela de Parelhas aos 20/02/1895, com sua prima de 3º grau, Felismina Bento de Oliveira, nascida em Remígio aos 25/08/1877, filha do casal Manoel Bento de Oliveira e Maria Francisca da Conceição. O casal faleceu no distrito de Santo Antonio, hoje cidade de Seridó – PB, aos 22/10/1953 e 28/08/1952, respectivamente. Tiveram os seguintes filhos:
F1 Dionísio Cordeiro da Silva, (12/11/1896 - 04/10/1969), casado com Margarida Fernandes da Silva (01/04/1901 – 07/01/1980). Casaram em Esperança no dia 03/02/1921. Foram os pais de:
         N1 Odilon Cordeiro da Silva, casado com Maria Gonçalves dos Santos.
         N2 Josefa Cordeiro da Silva, casada com Francisco Nascimento da Costa.
         N3 Maria Cordeiro da Silva, casada com Cícero Barros.
         N4 Alice Cordeiro da Silva, casada com Antonio Henriques dos Santos.
         N5 Antonio Cordeiro da Silva, casado com Geracina Cordeiro da Silva.
F2 Bento Cordeiro da Silva (27/11/1897 – 12/12/1920), faleceu solteiro.
F3 José Cordeiro da Silva (1904 – 25/05/1965), faleceu solteiro.
F4 Maria Cordeiro da Silva, nasceu em 1906, casou com João Simplício, só temos notícias de uma filha do casal, que se casou em Recife – PE, chamada Maria Cordeiro Simplício.
F5 Manoel Cordeiro da Silva, nascido em 1907, sem mais informações.
F6 João Cordeiro Neto, conhecido por Noca, (1908 – 04/08/1952), casou com Severina Carolina da Conceição (11/05/1911 – 06/10/2000), casaram em Esperança no dia 26/05/1928. São os pais de:
N1 Iracema Cordeiro da Silva, nascida aos 25/09/1931, casou com José Henriques dos Santos.
N2 Antonia Cordeiro da Conceição, nascida aos 07/08/1933, casou com o primo de 2º e 3º grau Júlio Bento de Oliveira.
N3 José Cordeiro da Silva, nascido aos 20/04/1934, sem mais informações.
N4 Maria de Lurdes Cordeiro da Silva, (25/05/1935 – 04/10/2013), casada que foi com Martinho Carneiro Campos.
N5 Francisco Cordeiro Neto, (02/09/1937 – 21/02/2011), casou com Joana Josefa Alves.
N6 Elizete Cordeiro da Silva, nascido aos 22/02/1939, casou com Matilde Castro da Silva.
N7 Maurício Cordeiro da Silva, faleceu com poucos dias de nascido (24/12/1942 – 15/01/1943).
N8 Geracina Cordeiro da Silva, casada com o primo Antonio Cordeiro da Silva.
N9 Antonio Cordeiro da Silva, faleceu com poucos dias de nascido (27/12/1948 – 30/12/1949).
F7 Simeão Cordeiro da Silva, (1914 – 06/01/1944), faleceu solteiro.
F8 Luís Cordeiro da Silva, nascido em 15/02/1920, casou em Soledade – PB, com Joana Porto Maria da Conceição.
         Da descendência de Feliciano Cordeiro da Silva nasceram vários esperancenses, através dos casamentos foram adicionados novos nomes, porém o Cordeiro prevaleceu. Dos casamentos citados acima surgiram os Henriques Cordeiro, Cordeiro Barros, Cordeiro Simplício, Cordeiro dos Santos, e alguns ainda mantiveram o Cordeiro da Silva.
         Do segundo Cordeiro que veio para Esperança, o número de filhos foi bem menor, e somente um filho manteve o sobrenome Cordeiro, o que prevaleceu foi o Bento e Virgulino, que apresentaremos brevemente a seguir:
         Tomaz Virgulino Cordeiro, nasceu aos 30/05/1869 em Parelhas. Filho de Manoel Virgulino Cordeiro e Izabel Maria da Conceição. Também casou na capela de Parelhas aos 20/11/1897, com prima de 3º grau Maria Bento de Lima, nascida em Parelhas aos 06/07/1872, irmã mais velha de Felismina, já citada, conhecida por Maria de Tomaz. Tiveram os seguintes filhos:
F1 Maria Bento, nascida aos 30/09/1898, conhecida por Mariinha, sem mais informações.
F2 Galdina Maria da Conceição, (03/02/1903 – 31/03/1993), casada em Esperança com Antonio Cândido de Moura. Foram os pais de:
         N1 Candido Quirino de Moura, nascido aos 29/12/1926.
         N2 Luzia Virgulino de Moura (26/08/1927 – 11/08/2016).
         N3 Antonia Virgulino de Moura (10/11/1930 – 20/01/2003).
         N4 Sebastião Virgulino de Moura, nascido aos 02/03/1932.
N5 Luiz Virgulino de Moura, nascido aos 09/10/1937, casado com sua prima Josefa Bento de Oliveira.
F3 João Virgulino Cordeiro, nascido aos 11/07/1905.
F4 Antonio Virgulino de Lima, conhecido por Antonio Barbeiro, (12/06/1913 – 06/12/1990), casado com Maria Izabel do Espírito Santo.
         Como foi visto, a família Cordeiro é bastante numerosa, hoje em dia existem centenas, senão milhares de esperancenses que carregam esse sobrenome, ou até mesmo compartilha do mesmo sangue dos Cordeiro seridoenses que um dia se estabeleceram no Lírio Verde da Borborema.

Ismaell Filipe da Silva Bento
Historiador e Genealogista
Sócio Fundador do IHGE

Esperança, 30/04/2020.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A menor capela do mundo fica em Esperança/PB

A Capelinha. Foto: Maria Júlia Oliveira A Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está erigida sob um imenso lajedo, denominado pelos indígenas de Araçá ou Araxá, que na língua tupi significa " lugar onde primeiro se avista o sol ". O local em tempos remotos foi morada dos Índios Banabuyés e o Marinheiro Barbosa construiu ali a primeira casa de que se tem notícia no município, ainda no Século XVIII. Diz a história que no final do século passado houve um grande surto de cólera causando uma verdadeira pandemia. Dona Esther (Niná) Rodrigues, esposa do Ex-prefeito Manuel Rodrigues de Oliveira (1925/29), teria feito uma promessa e preconizado o fim daquele mal. Alcançada a graça, fez construir aquele símbolo de religiosidade e devoção. Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, Bispo da Paraíba à época, reconheceu a graça e concedeu as bênçãos ao monumento que foi inaugurado pelo Padre José Borges em 1º de janeiro de 1925. A pequena capela está erigida no bairro da Bele...

A Pedra do Caboclo Bravo

Há quatro quilômetros do município de Algodão de Jandaira, na extrema da cidade de Esperança, encontra-se uma formação rochosa conhecida como “ Pedra ou Furna do Caboclo ” que guarda resquícios de uma civilização extinta. A afloração de laminas de arenito chega a medir 80 metros. E n o seu alto encontra-se uma gruta em formato retangular que tem sido objeto de pesquisas por anos a fio. Para se chegar ao lugar é preciso escalar um espigão de serra de difícil acesso, caminhar pelas escarpas da pedra quase a prumo até o limiar da entrada. A gruta mede aproximadamente 12 metros de largura por quatro de altura e abaixo do seu nível há um segundo pavimento onde se vê um vasto salão forrado por um areal de pequenos grãos claros. A história narra que alguns índios foram acuados por capitães do mato para o local onde haveriam sucumbido de fome e sede. A s várias camadas de areia fina separada por capas mais grossas cobriam ossadas humanas, revelando que ali fora um antigo cemitério dos pr...

Banabuyé, Capítulo de Romance (Silvino Olavo)

Dentre os materiais que Carlos Bezerra recebeu do cunhado de Silvino – Waldemar Cavalcante – pouco tempo após a morte do poeta, encontra-se um capítulo do romance “Banabuyé”. A documentação foi doada pelo engenheiro ao Grupo de Estudos e Pesquisas do HISTEBR-GT/PB, capitaneado pelo Prof. Charlinton Machado. Escrito na segunda metade do Século XX no período de reclusão, quando esta padecia de crises esquizofrênicas, “ em pleno contexto do ostracismo vivido por Silvino Olavo da Costa, após o retorno definitivo para cidade de Esperança, interior da Paraíba ”, como bem pontuou a equipe de pesquisadores, no trabalho “Silvino Olavo da Costa: Escritos de Solidão e Silêncio”. Irineu Jóffily – em suas “Notas sobre a Parahyba” (1892) – nos diz que Banabuyé foi sempre o nome deste lugar, e assim deveria ter permanecido, por mais auspicioso que fosse “Esperança”. O romance, de certo, A seguir, a reprodução do mencionado capítulo deste romance: “É este governo do povo, constituído pela habi...

Hino da padroeira de Esperança.

O Padre José da Silva Coutinho (Padre Zé) destacou-se como sendo o “ Pai da pobreza ”, em razão de suas obras sociais desenvolvidas na capital paraibana. Mas além de manter o Instituto São José também compunha e cantava. Aprendeu ainda jovem a tocar piano, flauta e violino, e fundou a Orquestra “Regina Pacis”, da qual era regente. Entre as suas diversas composições encontramos o “ Novenário de Nossa Senhora do Carmo ” e o “ Hino de Nossa Senhora do Bom Conselho ”, padroeira de Esperança, cuja letra reproduzimos a seguir. Rau Ferreira HINO DE NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO (Padroeira de Esperança) VIRGEM MÃE DOS CARMELITAS, ESCUTAI DA TERRA O BRADO, DESCEI DE DEUS O PERDÃO, QUE EXTINGUA A DOR DO PECADO. DE ESPERANÇA OS OLHOS TERNOS, FITANDO O CÉU CÔR DE ANIL, PEDEM VIDA, PEDEM GLÓRIA, PARA AS GLÓRIAS DO BRASIL! FLOR DA CANDURA, MÃE DE JESUS, TRAZEI-NOS VIDA, TRAZEI-NOS LUZ; SOIS MÃE BENDITA, DESTE TORRÃO; LUZ DE ESPERANÇA, TERNI CLARÃO. MÃE DO CARMO E BOM CONSELHO, GLÓRIA DA TERRA E DOS...

Zé-Poema

  No último sábado, por volta das 20 horas, folheando um dos livros de José Bezerra Cavalcante (Baú de Lavras: 2009) me veio a inspiração para compor um poema. É simplório como a maioria dos que escrevo, porém cheio de emoção. O sentimento aflora nos meus versos. Peguei a caneta e me pus a compor. De início, seria uma homenagem àquele autor; mas no meio do caminho, foram três os homenageados: Padre Zé Coutinho, o escritor José Bezerra (Geração ’59) e José Américo (Sem me rir, sem chorar). E outros Zés que são uma raridade. Eis o poema que produzi naquela noite. Zé-Poema Há Zé pra todo lado (dizer me convém) Zé de cima, Zé de baixo, Zé do Prado...   Zé de Tica, Zé de Lica Zé de Licinho! Zé, de Pedro e Rita, Zé Coitinho!   Esse foi grande padre Falava mansinho: Uma esmola, esmola Para os meus filhinhos!   Bezerra foi outro Zé Poeta também; Como todo Zé Um entre cem.   Zé da velha geração Dos poetas de 59’ Esse “Z...