Pular para o conteúdo principal

Santuário de Aparecida


Dom Manuel Palmeira da Rocha foi um grande construtor e fundador de capelas. Nos quatro cantos da paróquia ainda há marcas de sua administração paroquial.
Na zona rural são obras do Monsenhor Palmeira as capelas de São Sebastião (Povoado de S. Tomé); N. S. de Lourdes (Massabielle); S. Francisco de Assis (Umbú), N. S. de Lourdes (Julião), N. S. da Conceição (Pintado); N. S. das Graças (Sítio Velho), S. Sebastião (Riacho Fundo) e N. S. da Conceição (Boa Vista).
Na sede paroquial cuidou de edificar as capelas de Santo Antônio (anexo à Maternidade), Santa Clara e N. S. Aparecida.
Para esta última o vigário havia traçado um projeto bem ousado, a construção de um santuário. A igreja seria “Um templo grande, que tinha possibilidade de ser uma 2ª Matriz para futuro, uma vez que a cidade está em marcha acelerada de crescimento” (pág. 154).
No projeto estavam previstos ainda a construção de uma residência, garagem, jardim e lugar para estacionamento, tudo em homenagem à Santa Padroeira do Brasil.
O terreno era muito espaçoso, ocupava um quarteirão inteiro, e havia sido doado por uma senhora, numa área da cidade que, já naquele tempo, se chamava de “Belo Jardim”.
Em concentração católica, às 16 horas do dia 22 de outubro de 1978, anunciou o pároco a intenção de dar início aos trabalhos, ainda naquele ano.
Cerca de quinhentos fiéis estava presentes a esse ato. O padre aproveitou a oportunidade para a catequese de crianças e adultos, cantando hinos conhecidos do povo. Fazendo o anúncio ao final da preleção.
Desejava uma estrutura moderna, ampla e funcional. “(...) para ser levada aos poucos, a longo prazo, mas com segurança e economia”, comentou o pároco.
A campanha ficou sob os cuidados dos motoristas, liderados por Milton Costa e patrocinado por José do Nascimento.
Hoje a Capela de N. S. Aparecida é uma das mais belas de nossa paróquia, de onde surgiu o Padre Francisco de Assis Gabriel dos Santos, hoje Bispo de Campo Maior, no Piauí.

Rau Ferreira


Referências:
- ESPERANÇA, Revista Centenário da Paróquia (de). Edição de Jacinto Barbosa. Esperança/PB: 2008.
- PARÓQUIA, Livro de Tombo (da). Paróquia de Nossa Senhora do Bom Conselho. Esperança/PB: 1978.

Comentários

  1. O Circo deu lugar a Capela: http://reeditadas.blogspot.com.br/2015/07/religiao-capela-da-belo-jardim.html?m=1

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentário! A sua participação é muito importante para a construção de nossa história.

Postagens mais visitadas deste blog

A menor capela do mundo fica em Esperança/PB

A Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está erigida sob um imenso lajedo, denominado pelos indígenas de Araçá ou Araxá, que na língua tupi significa “lugar onde primeiro se avista o sol”. O local em tempos remotos foi morada dos Índios Banabuyés e o Marinheiro Barbosa construiu ali a primeira casa de que se tem notícia no município, ainda no Século XVIII. Diz a história que no final do século passado houve um grande surto de cólera causando uma verdadeira pandemia. Dona Esther (Niná) Rodrigues, esposa do Ex-prefeito Manuel Rodrigues de Oliveira (1925/29), teria feito uma promessa e preconizado o fim daquele mal. Alcançada a graça, fez construir aquele símbolo de religiosidade e devoção. Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, Bispo da Paraíba à época, reconheceu a graça e concedeu as bênçãos ao monumento que foi inaugurado pelo Padre José Borges em 1º de janeiro de 1925. A pequena capela está erigida no bairro da Beleza e sua entrada se dá pela Rua Barão do Rio Branco. Nele encont…

Esperança caminha para instalação do seu instituto histórico e geográfico/ IHGE

Em reunião deliberativa autoridades, intelectuais, poetas, acadêmicos e algumas das principais instituições ligadas à história e à cultura de Campina Grande e Esperança, estiveram em reunião, na tarde desta quinta-feira (14/12), no Centro Cultural e Biblioteca “Dr. Silvino Olavo”, em torno do ideal da fundação do IHGE – Instituto Histórico e Geográfico de Esperança. A ideia que surgiu em 2014, volta a ser discutida pela sociedade esperancense, na perspectiva de resgate da memória local, com o apoio dos Institutos Paraibano, representado pela Dra. Maria Ida Steinmuller, Campinense (Edmilson Rodrigues) e de Serra Branca, na pessoa do Prof. Thomas Bruno Oliveira (IHGP, IHCG e IHGSB),  Nuphel – Núcleo de Pesquisa e História Local/UEPB, pelo Professor Flávio Carreiro, Fórum Independente de Cultura de Esperança, com o ativista Evaldo Brasil (FIC) e da Sociedade Parahybana de Arqueologia (SPA), através do escritor Vanderley de Brito. Participam ainda o Secretário de Educação do Município, pa…

Antiga Capela do Cemitério

A ampliação do cemitério público acontecida há alguns anos fez desaparecer a antiga capela que existia no centro deste Campo Santo. Muitos ainda se lembram daquele galpão dedicado as orações, onde se acendiam velas às almas. Não era muito grande, mas o suficiente para se encomendar o corpo com as exéquias. Ali se encerrava o cemitério, existindo poucas covas por trás daquele edifício e em sua volta, por onde se passava com dificuldades. Até 1930 a administração do cemitério era atribuição da igreja, por ter sido por esta construída, segundo a tradição, no final do Século XVII por obra do missionário Padre Ibiapina para enterrar as vítimas da cólera. Através do Ofício nº 70, de 17 de dezembro de 1930, em ordem ao Decreto Estadual nº 29 do mesmo mês e ano, que direcionava às prefeituras municipais todos os cemitérios existentes no Estado, solicitava o Vice-prefeito Inácio Rodrigues de Oliveira da autoridade eclesiástica local as chaves do cemitério. Foram entregues à edilidade não apenas…