Pular para o conteúdo principal

1930: Esperança recebe interventor federal

Vários fatos sucederam até que fosse nomeado interventor na Paraíba o dr. Antenor de França Navarro (1930 a 1932), pelo então presidente revolucionário Getúlio Vargas.
Em 1930 uma grande seca assolava o Agreste e Curimataú paraibano, forçando o Governador a visitar o interior do Estado “no intuito de atender a situação grave que atravessam as populações das zonas atingidas pela seca”.
Em Esperança, o Interventor Antenor Navarro foi recepcionado pelo sr. Manuel Rodrigues de Oliveira que ofereceu aos viajantes um lanche. Após um breve descanso, o chefe do Estado percorreu a cidade ouvindo os reclames locais.
Na oportunidade, o sr. Prefeito Inácio Rodrigues externou, através de um telegrama datado de 27 de dezembro de 1930, a sua satisfação por receber o sr. Governador do Estado da Paraíba.
A visita rendeu a execução de vários serviços públicos, como “limpeza de açudes, reparo de estradas, construções de pequenas barragens, sangradouros, etc.”.
Faziam parte da comitiva o Coronel Elísio Sobreira e o sr. Severino de Lucena. O regresso se deu pela cidade de Areia.
No detalhe da foto, o interventor da Paraíba em 1930.

Rau Ferreira

Fonte:
- Wikipédia: Antenor de França Navarro (http://pt.wikipedia.org/), acesso em 21/09/2009;
Jornal “A União”, órgão oficial do governo do Estado da Paraíba, domingo 28 de dezembro de 1930, capa.

Comentários

  1. ola. achei seu site e me interessei pelo tema. pois tenho cartas antigas da decada de 40 de meu avô com funcionario do gabinete do interentor e gostaria de saber mais sobre estes amigos de meu avô que faleceu em 2002 - e seus descendentes. qual seu email? o meu: leticiagil_ba@yahoo.com.br

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentário! A sua participação é muito importante para a construção de nossa história.

Postagens mais visitadas deste blog

A menor capela do mundo fica em Esperança/PB

A Capelinha. Foto: Maria Júlia Oliveira A Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está erigida sob um imenso lajedo, denominado pelos indígenas de Araçá ou Araxá, que na língua tupi significa " lugar onde primeiro se avista o sol ". O local em tempos remotos foi morada dos Índios Banabuyés e o Marinheiro Barbosa construiu ali a primeira casa de que se tem notícia no município, ainda no Século XVIII. Diz a história que no final do século passado houve um grande surto de cólera causando uma verdadeira pandemia. Dona Esther (Niná) Rodrigues, esposa do Ex-prefeito Manuel Rodrigues de Oliveira (1925/29), teria feito uma promessa e preconizado o fim daquele mal. Alcançada a graça, fez construir aquele símbolo de religiosidade e devoção. Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, Bispo da Paraíba à época, reconheceu a graça e concedeu as bênçãos ao monumento que foi inaugurado pelo Padre José Borges em 1º de janeiro de 1925. A pequena capela está erigida no bairro da Bele...

Zé-Poema

  No último sábado, por volta das 20 horas, folheando um dos livros de José Bezerra Cavalcante (Baú de Lavras: 2009) me veio a inspiração para compor um poema. É simplório como a maioria dos que escrevo, porém cheio de emoção. O sentimento aflora nos meus versos. Peguei a caneta e me pus a compor. De início, seria uma homenagem àquele autor; mas no meio do caminho, foram três os homenageados: Padre Zé Coutinho, o escritor José Bezerra (Geração ’59) e José Américo (Sem me rir, sem chorar). E outros Zés que são uma raridade. Eis o poema que produzi naquela noite. Zé-Poema Há Zé pra todo lado (dizer me convém) Zé de cima, Zé de baixo, Zé do Prado...   Zé de Tica, Zé de Lica Zé de Licinho! Zé, de Pedro e Rita, Zé Coitinho!   Esse foi grande padre Falava mansinho: Uma esmola, esmola Para os meus filhinhos!   Bezerra foi outro Zé Poeta também; Como todo Zé Um entre cem.   Zé da velha geração Dos poetas de 59’ Esse “Z...

Padre Luiz Santiago. Suas origens

Padre Luiz Santiago Onde nasceu o Padre Luiz Santiago? Antes, porém, precisamos responder quem foi este clérigo polêmico e ousado; filósofo, arqueólogo, historiador, escritor e piloto de avião, uma personalidade com ideias muito avançadas para o seu tempo. Os seus pais Delfim Izidro de Moura e Antonia de Andrade Santiago uniram-se em casamento no Sítio Lagoa Verde, em Esperança, a 18 de novembro de 1896, de onde seguiram para residir numa propriedade na Meia Pataca. Fruto desse enlace matrimonial, nasceu em 25 de agosto de 1897 um filho, a quem deram o nome de "Luiz". A “Meia Pataca” é uma comunidade rural na divisa de Esperança e Remígio, dividida por um acidente geográfico, ficando assim chamada de “Meia Pataca de Cima” e “Meia Pataca de Baixo”. A maior parte pertence a Esperança, terra agricultável para feijão e batatinha, sendo assim chamada, pela tradição, por ali ter sido encontrada uma moeda de valor. Uma áurea de mistério envolve o lugar. O menino cresceu o...

João Henriques da Silva

Nascido em 20 de setembro de 1901, na Fazenda Arara, localizada no município de Esperança, Estado da Paraíba, era filho de Manoel Virgolino da Silva e Maria Narcisa da Silva. Casou-se em 10 de novembro de 1928, com Nícia Maracajá Henriques. Ela nascida na Fazenda Nova Vista, no município de Gurjão, em 4 de agosto de 1913. Esse consórcio estendeu-se por quase 75 anos. Dessa união descende cinco filhos: Robério Maracajá Henriques, Níobe Maracajá Henriques, Parsival Maracajá Henriques, Ceres Maracajá Henriques e Isis Maracajá Henriques. João Henriques iniciou seus estudos preliminares em sua cidade natal, Esperança, na Paraíba. Em busca de aprofundamento, ingressou no Seminário Maior de João Pessoa e, nos anos de 1919 e 1920, estudou no prestigiado Liceu Paraibano. A consolidação de sua formação técnica e científica ocorreu em Minas Gerais, onde obteve o diploma pela Escola Mineira de Agronomia e Veterinária de Belo Horizonte no ano de 1923. Nesse mesmo período, cumpriu com suas o...

Ruas tradicionais de Esperança-PB

Silvino Olavo escreveu que Esperança tinha um “ beiral de casas brancas e baixinhas ” (Retorno: Cysne, 1924). Naquela época, a cidade se resumia a poucas ruas em torno do “ largo da matriz ”. Algumas delas, por tradição, ainda conservam seus nomes populares que o tempo não consegue apagar , saiba quais. A sabedoria popular batizou algumas ruas da nossa cidade e muitos dos nomes tem uma razão de ser. A título de curiosidade citemos: Rua do Sertão : rua Dr. Solon de Lucena, era o caminho para o Sertão. Rua Nova: rua Presidente João Pessoa, porque era mais nova que a Solon de Lucena. Rua do Boi: rua Senador Epitácio Pessoa, por ela passavam as boiadas para o brejo. Rua de Areia: rua Antenor Navarro, era caminho para a cidade de Areia. Rua Chã da Bala : Avenida Manuel Rodrigues de Oliveira, ali se registrou um grande tiroteio. Rua de Baixo : rua Silvino Olavo da Costa, por ter casas baixas, onde a residência de nº 60 ainda resiste ao tempo. Rua da Lagoa : rua Joaquim Santigao, devido ao...