Que Esperança é terra de grandes cordelistas ninguém duvida. Lembremos Toinho e Dedé da Mulatinha , consagrados poetas populares; Egídio de Oliveira Lima , folclorista, escritor e patrono da Cadeira nº 22 da Academia de Letras e Artes do Nordeste; João Benedito , cujos versos sobre o tempo foram eternizados por Câmara Cascudo, e no passado exitiu os irmãos Pichaco que tinham o dom do improviso. Em um antigo cordel (1904) que narra a saga do “ Herói do Norte ”, a altura da estrofe de nº 31, o poeta Francisco Batista das Chagas , descrevendo as proezas de Antonio Silvino, cita o nosso pequeno torrão: E entrei, no dia seguinte, Na povoação de Esperança. Na povoação de Esperança Dois macacos eu prendi, Como êles não se opposeram Soltei-os, não os offendi; Então dos negociantes Os impostos recebi. Que exigi somma guardada Do commercio ninguém pense: Recebi só os impostos Porque isto a mim pertence, Até que um dia o governo De perseguir me dispen-e. De Espera...
Cidade. Esperança. Parahyba. Brasil.