26 de set de 2011

Esperança: circunscrição eleitoral em 1856

Em 1856 as terras que hoje compõe o município de Esperança pertenciam à Alagoa Nova. Não existia, por assim dizer, povoação. O local era apenas uma sesmaria que daria origem quatro anos depois à Fazenda Banabuyé Cariá, de onde surgiu uma pequena aglomeração de pessoas em torno de uma feira sendo esta a história da nossa colonização.
Estas paragens eram conhecidas desde 1757, quando o Capitão-mór da Parahyba Clemente de Amorim e Souza percorreu o lugar para descrever a topografia e as distâncias ao governador da capitania. A carta encontra-se arquivada na Torre do Tombo em Portugal.
Depois vieram os índios tapuias ou banabués, que construíram o Tanque do Araçá; e o marinheiro Barbosa, com sua residência.
Outro fato relevante para a nossa história é o Decreto N. 1.795, de 30 de julho de 1856, o qual dividia a Província da Parahyba em distritos eleitorais e elegia o 3° Distrito formado pelas paróquias de Arreia, Alagoa Nova, Bananeiras, Araruna e Cuité, formando um único colégio eleitoral. Esta lei obrigava os moradores locais a se reunirem na Matriz de Areia, considerada “Cabeça” ou sede da circunscrição (art. 1°, §3°).

Rau Ferreira

Fonte:
- BRASIL, Collecção das Leis do Império. Tomo XVI, Parte I. Typografia Nacional. Rio de Janeiro/RJ: 1857.
- CLEROT, Leon Francisco R. 30 [i. e. Trinta] anos na Paraíba: memórias corográficas e outras memórias. Editora Pongetti: 1969;
- ESPERANÇA, Livro do Município de. Ed. Unigraf. Esperança/PB: 1985;
- MELO, João de Deus. Esperança e seus primórdios. Jornal “Novo Tempo”. Edição Especial. Ano IV, nº 23. Esperança/PB: 1995.

24 de set de 2011

Evaldo, o anônimo

Alguém já disse no passado que Esperança era um deserto de homens e idéias. Contudo, mesmo no deserto encontramos uma nascente, uma fonte. E é desta água que nasce Evaldo Brasil, o grande ícone "oculto" da nossa cultura. Digo-o assim, pois ele prefere a solidão do anonimato aos holofotes ofuscantes da glória. Bom prá ele! Às vezes as luzes encandeiam e a gente não enxerga como deve. E em nossa cidade existem muitas pessoas assim, deslumbradas com o brilho de algo que é passageiro.
Mas Evaldo faz o seu trabalho e muito bem. Desde que nasceu para a vida tem participado de todos os movimentos culturais. Lançou livros, revolucionou idéias, plantou árvores e fez despontar uma centena de artistas, crias suas ou não, que hoje se apresentam nos palcos improvisados das praças de nossa cidade.
Quem não lembra do Jornal Estudantil? Do Novo Tempo e outros fanzines que marcaram os anos 80/90... E Evaldo ainda é fotógrafo, videomaker, jornalista, poeta, cantor, declamador, escritor, pintor, professor, ensaísta, jurado, apresentador, locutor, cordelista, editor, desenhista, blogueiro... Ufa! Porém a maior de suas qualidades é a simplicidade, a doação.
Certa vez este amigo me disse que não queria ser o santo, tão pouco gostaria de carregar o andor sozinho, mas preferia estar na multidão acompanhando a procissão. Por um tempo fiquei sem entender, mas pensando em sua simplicidade, achei a resposta.
Parabéns Evaldo, por ser esta figura participativa e ao mesmo tempo tão anônima.

Rau Ferreira

22 de set de 2011

Capelinha do Perpétuo Socorro

Reportagem Especial

A Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está erigida sob um imenso lajedo, denominado pelos indígenas de Araçá ou Araxá, que na língua tupi significa “lugar onde primeiro se avista o sol”.
O local em tempos remotos foi morada dos Índios Banabuyés e o Marinheiro Barbosa construiu ali a primeira casa de que se tem notícia no município, ainda no Século XVIII.
Diz a história que na década de 20 do século passado houve um grande surto de cólera causando uma verdadeira pandemia. Dona Esther (Niná) Rodrigues, esposa do Ex-prefeito Manuel Rodrigues de Oliveira (1925/29), teria feito uma promessa e preconizado o fim daquele mal. Alcançada a graça, fez construir aquele símbolo de religiosidade e devoção.
Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, Bispo da Paraíba à época, reconheceu a graça e concedeu as bênçãos ao monumento que foi inaugurado pelo Padre José Borges em 1º de janeiro de 1925.
Este obelisco fica no bairro da Beleza e sua entrada se dá pela Rua Barão do Rio Branco. Nele encontramos uma lápide com a inscrição que motivou a sua construção:

1º DE JAN. DE 1925. MANUEL RODRIGUES DE OLIVEIRA E SUA ESPOSA ESTHER F. DE OLIVEIRA, MANDARAM CONSTRUIR ESTE MONUMENTO, COMO UM ACTO DE AGRADECIMENTO A VIRG. SS. DO PERPETUO SOCORRO, POR MERCÊS POR ELLES ALCANÇADAS. MERECEU APROVAÇÃO DE SUA EXCIA. REVMA. D.ADAUCTO, ARCEBISPO DA PARAHYBA, E CONCURSO DO POVO E DO PE. JOSÉ BORGES QUE O INAUGUROU SOLENIMENTE”.

Em maio de 1925, o governador João Suassuna, de passagem por Esperança, visitou a capelinha juntamente com a sua comitiva o que foi registrado pela revista Era Nova.
Em seu interior existe um altar em alvenaria e imagens católicas. Diz-se ainda que um jornal da época noticiou esse fato, cujo quadro emoldurado fazia parte do seu acervo.
O hino de sua evocação é de autoria de Sebastião Florentino de Medeiros (Basto de Tino). A sua letra permaneceu esquecida no tempo e só recentemente foi resgatada pela poetisa e ativista cultural Vitória Régia Coêlho, por ocasião do Centenário desta Paróquia do Bom Conselho: 
Homenagem 
De longe se avista
Bem pertinho desta cidade
Um monumento erguido
No mosteiro da felicidade
Contam os mais velhos
Que conhecem o seu passado
Que ali foi uma promessa
Que alguém deixou gravado
É nesta linda capela
É neste pequeno morro
É onde se venera
A Senhora do Socorro
Bem de perto da capelinha
Têm uma linda paisagem
Nas águas que ali existe
Reflete a sua homenagem
É nesta linda capela
Gravada em letras se ver
A homenagem
Ao seu Divino Poder. 

Comenta-se ainda que o Padre João Honório de Melo em sua administração paroquial (1935/1951) determinou a remoção da imagem da Capelinha para a Igreja Matriz, ato que gerou muita polêmica entre os cristãos locais. A cidade ficou em povorosa.
Um dos filhos de Dona Niná, ficou bastante comovido e teria solicitado de uma autoridade eclesial o retorno da imagem ao seu lugar de direito. O pedido fora atendido de imediato e os devotos da Imaculada Virgem do Bom Conselho acompanhado a recolocação da imagem ao seu lugar de costume.
Lenda ou não, deste fato nos dá notícia o historiador Martinho Júnior em seu belo trabalho para a Universidade Estadual da Paraíba, em conclusão de sua especialização.
Em 2008 o monumento passou por um intenso processo de restauração. O Monge Beneditino Adriano de Lima, especialista no assunto, trabalhou durante 45 dias naquela obra removendo toda a pintura antiga até chegar na camada original. Ainda foram recuperados o altar-mor e as portas da capela. 
A Capelinha recebe visitação de curiosos e turistas que querem conhecer o lugar e sua história, o qual além de tudo possui uma visão privilegiada da cidade. Esta capela pode inclusive ser catalogada como a menor capela do mundo pelo Guiness Book.

Rau Ferreira
Fonte:
- ESPERANÇA, Livro do Município de. Ed. Unigraf. Esperança/PB: 1985;
- ESPERANÇA, Prefeitura Municipal de. Monumento está sendo restaurado em Esperança. Em: www.pmesperanca.com.br, acesso: 13/05/2008;
- HISTÓRIA, Esperança. Site virgulino.com, acesso em 05/06/2007;
- JÚNIOR, Martinho. OLIVEIRA, Maria José (Orientadora). Obelisco Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Especialização em História do Brasil. UEPB: 2004;
- PARÓQUIA, Revista Centenário da. Monumento de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Ed. Jacinto Barbosa. Esperança/PB: 30 de maio de 2008.
- PEREIRA, Severino Ramos. A Capelinha. Em: www.pmesperanca.com.br, acesso: 13/05/2008.

20 de set de 2011

Amigas do Lar de Esperança

Fachada principal da AALE - Esperança/PB


Reportagem Especial

A Associação das Amigas do Lar de Esperança foi criada pela ação marcante da Sra. Diva Trigueiro Ferraz – extensionista social da antiga ANCAR, hoje EMATER - que passou a incentivar um grupo de senhoras que buscavam a todo custo realizar algo marcante e significante na sociedade.
Fundada em 20 de março de 1963, é uma “associação civil, apolítica, sem fins lucrativos, puramente filantrópica, que visa a promoção humana social”, com o nome de Associação de Economia Doméstica União e Progresso de Esperança – AEDUPE. Que foi alterado em 1968 para Associação das Amigas do Lar de Esperança – AALE, cuja denominação permanece até os dias atuais.
Primeira diretoria da AALE - Esperança/PB
Sua primeira presidenta foi Antonieta Alcoforado Costa, sócia fundadora e efetiva da AALE. E a primeira sócia colaboradora a senhora Juliana Taveira.
Possui duas categorias de sócias: efetivas (que freqüentam regularmente as reuniões e prestam trabalhos educativos e profissionais) e cooperadoras (colaboram de acordo com as suas disponibilidades), cujos interesses eram voltados para a promoção da família e da sociedade. Sua diretoria é composta de 09 (nove) membros, dentre Presidente, Secretário, Tesoureiro, Conselhos Social e Técnico, além de uma oradora.

Reconhecida de utilidade pública pela Lei Municipal n. 143, de 31 de julho de 1968, é regida por um estatuto social que foi publicado no Diário Oficial de 22 de outubro de 1969, ano em que a associação adquiriu personalidade jurídica.
O seu emblema é uma lança, uma casa e a família, significando que a associação trabalha em prol do lar e da comunidade. A balança desperta a importância do equilíbrio que deve existir entre ambos. E seu lema: “União na família, paz entre os homens”. Suas cores são o branco (paz) e o vermelho (amor). E seus compromissos: trabalhar para a glória de Deus, pela felicidade da família e grandeza do Brasil.
A cada ano era elaborado um plano de atividades a serem desenvolvidas pelas senhoras, como visitas, cursos, treinamentos, encontros, demonstrações, exposições, comemorações e eventos.
Em 2003, o quadro social da entidade estava assim constituído: 25 associadas, sendo 20 efetivas e 5 cooperadoras, entre elas: Inácia Celestino, Maria das Neves Costa, Maria Nazaret Cunha, Josefa Vieira Rodrigues, Maria Coeli Ferreira de Andrade, Socorro Câmara, Bernadete Coêlho Lins, Josefa Firmino, Vitória Régia Coêlho, Ana P. Leite Nóbrega, Janete Alves e Terezinha Celestino. Nesse ano foi realizada uma vasta programação, em comemoração ao jubileu de rubi da AALE.
Agradecemos ao jornalista Evaldo Brasil, que gentilmente nos cedeu uma edição do jornal da AALE, possibilitando a pesquisa e a escrita desta matéria especial.



Rau Ferreira

Fonte:
- ESPERANÇA, Jornal AALE. Ano I, n. 1. Distribuição Gratuita. Ed. Biagaf. Esperança/PB: 2003;
- ESPERANÇA, Livro do Município de. Ed. Unigraf. Esperança/PB: 1985.

19 de set de 2011

O mar e eu, eu e o mar.

Na imensidão do mar olhei
Tanta água, tanta mágoa que deixei.
Não sei senhor, se um dia voltar,
Ao mar que antes naveguei,
A Esperança hei de encontrar.

Rau Ferreira



          Edições
Banabuyê


Digitalização EPDOC
® Esperança/PB: 2011

18 de set de 2011

SOL: Pela ordem

Reportagem Especial

Em 1926 noticiava A União o avanço da Coluna Prestes na Paraíba. Os fatos, por esta folha, foram denominados sob o título geral “Pela Ordem e Contra a Revolta”, que se seguiram durante vários dias a partir do dia 05 de fevereiro daquele ano.
A nota tomou grande espaço na primeira página, e pode ser resumida assim em seu primeiro parágrafo:
Como é de domínio público,os rebeldes, ao mando de Prestes, Siqueira Campos e outros, rechachados no Maranhão e Piauí, internaram-separa Estado do Ceará, e, depois de uma série de correrias, ataques e sortida, rumaram para as fronteiras da Paraíba e Rio Grande do Norte” (A União: 5/02/1926).

A estes acontecimentos seguiram-se inúmeros votos de solidariedade ao chefe do executivo paraibano, que se empenhou na luta tendo o apoio militar do Cel. Elysio Sobreira, comandante da Força Policial.
A comunidade de Esperança, além deste filho ilustre, externava os seus préstimos. Anote-se daquele jornal “os aplausos e testemunhos de solidariedade recebidos pelo chefe do governo”, como se vê do telegrama seguinte:
Esperança, 7 – Caso necessite serviços ofereço pequenos préstimos defesa Estado e legalidade – Arthur Sobreira” (A União: 9/02/1926).

O cotejo que segue diz respeito ao discurso do Dr. Silvino Olavo, grande amigo do Presidente Suassuna, se confraternizando com o seu governo neste embate.
Feitas estas considerações, apresentamos pois a publicação da época:

Discurso parcial do Dr. Silvino Olavo da Costa

“(…) Senhor presidente – Se a forma de nossa Constituição implicasse uma solução desse problema, estamos cientes que estas fórmulas não garantiriam.
Precisamos de homens decididos como vossa exc., de homens que sabem respeitar a soberania que está nos canones da Constituição.
A mocidade vem hipotecar-vos toda a sua solidariedade.
Ela está conscienciosamente convencida que é pela energia que se há de levar à frente esta grande obra.
Essa mocidade está disposta a cingir as armas.” (Silvino Olavo).

A fala foi muito aplaudida e ao final o dr. Silvino Olavo uma mensagem ao dr. João Suassuna, que agradecendo o gesto enalteceu as qualidades do orador nestes termos:
“(...) Muito obrigado por esta manifestação eloquente e cordial, prestada com o concurso da palavra que acaba de nos encantar, repassada no vigor de uma mocidade em plena florescência, iluminada para um talento de escól e o que é mais para admirar, cheia de senso e ensinamentos, a propósito dos problemas mais graves de um povo.”.

Silvino privava do convívio com a família SUASSUNA, a quem em oportunos momentos sempre recitava o poema ÍCARO, dedicado ao amigo.

Rau Ferreira

Fonte:
- A UNIÃO, Jornal. Órgão oficial do Estado da Paraíba, edições de fevereiro de 1926. Parahyba do Norte: 1926;
- FERREIRA, Rau. Silvino Olavo. Esperança/PB: 2010.

17 de set de 2011

Poda em árvore gera polêmica

Noticiou o blog da Folha de Esperança (12/09):
Ex-Prefeito Dr. José Lêdo e o Presidente do Rotary Raimundo Barbosa
“Uma árvore podada perto do tronco, que foi plantada em frente a uma residência da rua Manoel Rodrigues, em Esperança, vem causando uma certa polemica na cidade de Esperança. O proprietário do imóvel, Marinaldo Elias Batista ficou indignado e ameaçou acionar o Ministério Público, pois alem fazer sombra no local, era de muita estimação da família. No local,foi montada uma parte da estrutura de um evento que começa nesta sexta-feira, cuja árvore estava atrapalhando o andamento da implantação. O fato chamou a atenção dos rotarianos José Ledo Vieira da Nóbrega e Raimundo Barbosa, que fizeram questão de ir ao local e segundo Raimundo Barbosa, atual presidente da entidade, o assunto será inserido na pauta da reunião desta quarta-feira, dia 14,do Rotary Club de Esperança”.

O HE se solidariza com a família de Marinaldo Elias e lembra que a rua Manuel Rodrigues, no passado, era bem arborizada, fato este que chamou a atenção do jornalista e historiador Irineu Joffily, que assim comentou em sua obra (1892).
O próprio Silvino Olavo, encantado com os bosques que aqui existiam, exaltou o nosso município na paráfrase “Esperança – Lyrio Verde da Borborema”. E até recentemente, o professor Rocha promoveu na cidade uma campanha em prol da arborização.
Em tempos de superaquecimento global, escassez de chuvas e sol a pino, as árvores mostram-se como a solução para muitos desses problemas, além de embelezar as cidades.
No que diz respeito a esta árvore em questão, muitas vezes estacionei a moto à sua sombra, quando ia resolver alguma coisa no estabelecimento que ficava defronte a sua frondosa copa. E ali, me escorei para vender um dos meus livros ao professor Idézio de Lima, no conforto de seu tronco. Hoje tudo isso faz falta!

Rau Ferreira

16 de set de 2011

Dia de Sábo, poema do Vereador Amazan

Ofereço este poema a todos os amigos
que admiram a poesia nordestina

Papai levou um jumento,
Cuma caiga de caivão,
Pa vendê e faze fera,
Comprar farinha e fejão,
Carne de poico e custela,
Pra noi cumê um pirão.

Eu na fera reparei ,
Tudo que tinha de gente,
Baibeiro tirano baiba,
Pu doi real somente,
Na frente a veia vendeno,
Inxofre, paivi e pente.

La na cuiva do meicado.
Tombem vi uma muié,
Vendeno chicra de loiça,
Dessa de tumá café,
Arupema. quengo e cuia,
Prato de barro e cuié.

Tem coisa que arrente vê.
Na fera que se arripea,
Doto arracano dente,
Pu dei real a pareia,
Bebo arrumano briga,
E unhas veia incheridas
Cum us brincão nas zureias.

La no meicado noi fumo,
Tuma café cum siqui,
Tinha um cego pidino irmola,
Arrudiado de fi,
Um bebo dano trabai,
Dexa eu vê se eu lembo mai,
Foi isso mermo que vi.

José Adeilton da Silva Moreno
Vereador Amazan de Esperança

(*) Publicado no blog do Vereador Amazan, em 18/07/2011.

Nota: Para entender melhor o texto, sugiro visitar o blog do Evaldo Brasil e suas construções Eu falo é nordestinês I e Eu falo é nordestinês II. Rau Ferreira

15 de set de 2011

Praça da Cultura

Escreveu Inácio Gonçalves de Souza, em sua “Seleção Nostalgia” para o jornal A Folha, sobre a Praça da Cultura. Entre outras coisas, exaltou as peculiaridades do lugar.
Devo, pois, complementar-lhe a idéia...
A praça era um local mágico, cheio de ilusão para sua época. E ponto de encontro dos estudantes do paroquial e estadual, nas aulas vagas.
Seus bancos de cimento, seus patamares, altos e baixos; o panteão da bandeira, e as árvores que circundavam na mesma direção que os carros seguiam, subindo pelo CAOBE e descendo pela biblioteca. Tudo era circunspecção, atitude.
Havia a “galera” do skate, liderados por Crisóstimo; e a turma da bicicros, com Sidney. Era a época do “break”, e um menino franzino contorcionava-se em movimentos rápidos e lentos. Este depois fundou um grupo chamado “Cultura de Rua”.
Os “nerds” ficavam junto à calçada da biblioteca, sempre com soluções prontas para tudo. E os galãs faziam ponto nas barracas de Ledo ou de Tité.
As moças passeavam, subindo e descendo a praça. Era uma efusão de sentimentos, olhares, e muito mais!
Ali surgiram lideranças políticas da minha juventude, um deles foi inclusive presidente da Câmara Municipal. E outro, fazendo versos, conseguiu igualmente a vereança.
Jogávamos xadrez e damas. Dessa turma, um foi ser médico no exército brasileiro e tem nome de santo; outro cirurgião dentista no Rio Grande, e um terceiro juiz naquele mesmo Estado, destacando-se como um dos maiores juristas do nosso tempo.
E sentimos a imensa perda de um irmão, bacharel em letras e acadêmico de direito, que sucumbiu à intolerância em Campina Grande.
Ali também aconteciam as corridas do professor Joacil e quase sempre desacelerávamos na esquina da casa de dona Celita. Voltávamos a correr em frente à praça, perto do bar de Gilson.
E na opinião precisa de Raimundo Viturino de Souza, um dos fundadores do antigo jornal estudantil: “A Praça era também o ponto de encontro dos ‘baladeiros’ da época a espera das festas no CAOBE. Isso depois de ter tomado todas no Bar do Gilson ou no Aconchego. As festas mais concorridas era as da Banda Show Feras e Tropicais. Tínhamos também os ‘santos de casa’, Estação da Luz e Chico de Pepê" (Via email, em 15/09/11).
Havia espaço para Madona e Elvis. Era um tempo lúdico que não volta mais.
Hoje a praça está moderna e não se conhece seus freqüentadores. A cidade também progrediu e uma nova geração tomou nosso lugar. Como dizia a velho João Benedito: “Nós pisamos nossos pais, nossos filhos pisarão em nós!”. Que seja!

Rau Ferreira

14 de set de 2011

Sinopses das Sesmarias de Esperança

Sesmarias eram lotes de terras incultos ou devolutos que os reis de Portugal cediam para quem se dispusesse cultivá-las. Cada uma media 3 (três) léguas de comprimento por 1 (uma) de largura, sendo uma légua antiga equivalente a 6,6 Km.
Apresentamos uma sinopse das Sesmarias que foram concedidas na região de Esperança, outrora Banabuyé. Anotem para a grafia, a qual pela relevância histórica dos textos foi grafada como de sua época.
a)      Sesmaria nº 107, de 13 de junho de 1713 – Concedida a Mathias (sic) de Araújo Rocha no lugar denominado Lagoa de Pedra, Sertão do Paó, no governo de João da Maia da Gáma;
b)       Sesmaria nº 116, de 3 de agosto de 1714 – Concedida ao Capitão Bento Ferreira Feio, Martin Gomes e José Luiz, nas testadas dos herdeiros de Domingos da Rocha pelo rio Mamanguape;
c)      Sesmaria nº 202, de 28 de julho de 1728 – Concedida ao Coronel Matias Soares Taveira, no sertão do Paó, entre os rios Mamanguape e Araçagy, ao leste com os herdeiros de Domingos da Rocha;
d)     Sesmaria nº 250, de 17 de maio de 1736 – Concedida a Sebastião Gomes Correia, nas terras denominadas Areial, no governo de Pedro Monteiro de Macedo;
e)      Sesmaria nº 261, de 18 de fevereiro de 1739 – Concedida ao Capitão Bento Antonio da Costa, na chamada Embigudas, ribeira do Curimataú, nas ilhargas no sítio Oriá e Araçagy;
f)       Sesmaria nº 620, em 24 de setembro de 1765 – Concedida a Barbara Maria da Pobreza no Sítio Oriá, extremado com o sítio Campinote;
g)      Sesmaria nº 759, de 28 de novembro de 1778 – Concedida a Luiz Barbosa da Silva, que comprou de João de Soares Valcácer em fevereiro de 1672, a qual extrema com as terras dos herdeiros de João da Rocha, denominado de Banabuyé.
h)      Sesmaria nº 930, de 16 de outubro de 1789 – Concedida a Manoel Gonçalves Diniz, José Barbosa, Veríssimo Freire, e Francisco Barbosa dizem que no sertão das Alagoas até Banabuyé, no governo de Jerônimo José de Mello Castro.
i)        Sesmaria 955, em 24 de janeiro de 1791 – Concedida ao Sargento-mór José Thomaz Meira e ao cidadão Antônio Ferreira, denominadas de “Gravatazinho”, extremado com terras do Capitão Francisco de Arruda e Dona Barbara Maria da Pobresa.

Encontramos ainda referência a Sesmaria 199, requerida por Matias Soares Taveira, criador de gado no sertão do Paó de Lagoa Verde entre os rios Araçagi e Mamanguape, nas imediações de Alagoa Nova

Rau Ferreira
Fonte:
- FREIRE, José Avelar. Alagoa Grande – Sua história: de 1625 a 2000. Vol. I. A União: 2002;
- SALES, José Borges de. Alagoa Nova: Noticias para sua história. Fortaleza, Gráfica e Editora. 1990;
- SANTOS, Valter Araújo dos. São Sebastião de Lagoa de Roça: Anotações para a sua históriaia. Gráfica Fabrício: 2001;
- SERAFIM, Péricles Vitório. Remígio: Brejos e carascais. Editora Universitária: 1992;
- TAVARES, João de Lyra. Apontamentos para a História Territorial da Paraíba, Vol. I, Imp. Of., Pb., 1910.

13 de set de 2011

Novidades!

O HE está preparando uma série de reportagens especiais com as nossas mais recentes descobertas.
Realizamos diversas pesquisas em jornais antigos da Província da Parahyba, onde estão inseridos muitos documentos que dizem respeito ao município de Esperança. Os achados reportam a Sesmaria de Lagoa Verde, vários poemas do professor Joviniano Sobreira e um de José Pereira Brandão – o Santos Cacheiro – e alguns fatos relacionados a Banabuyé (necrologia, música, crimes etc).
Porém, a grande novidade é um anúncio que diz respeito a uma FÁBRICA ARTESANAL DE CIGARROS em Esperança, no ano de 1891.
A publicidade encontra-se em várias edições de jornais e era de propriedade de um certo Austreliano Cicinato, com sede na rua da Gameleira, na povoação de Esperança. Estamos coletando maiores dados para publicar estas postagens.
Aguardem!

Rau Ferreira

12 de set de 2011

Matias Fernandes

Mathias Fernandes
Mathias Francisco Fernandes era filho do Capitão João Francisco Fernandes e D. Quitéria Clementina da Conceição, sendo seus avós João Francisco Fernanes e Maria da Conceição, residentes no Logradouro, divisa dos municípios de Esperança e Remígio.
Estabeleceu-se em Esperança (antiga Banabuyé) por volta de 1870, vindo da cidade de Areia, no ramo do comércio de tecidos. A sua mão benéfica forneceu cartas de apresentação para os comerciantes locais comprarem das praças da Paraíba (atual João Pessoa) e Recife, iniciando assim na atividade diversos comerciantes locais.
Era um homem culto e recebia dentro das possibilidades as principais publicações que vinham pelos Correios (jornais e mensários). Adpeto da doutrina kardecista, assinava a revista espírita “O Reformador”, órgão oficial da Federação Espírita Brasileira. E realizava em sua própria residência sessões espíritas e convidava pessoas de boa reputação para participarem das reuniões, entre elas o historiador Irineo Joffily e o Cônego José Antunes Brandão. Para disseminar o seu conhecimento, fazia a permuta de livros doutrinários com as cautelas exigidas para a época.
Casado com a sra. Maria Gomes Pereira (dona Marica) e pai de Sebastião Francisco Fernandes e Hermínia Fernandes Bonavides (Minú), ambos funcionários dos Correios e Telégrafos. E de Graciano Espiridião, Maria Ester (Maroca), Estér (dona Niná, casada com Manuel Rodrigues de Oliveira, o primeiro prefeito de Esperança), Lídia (casada com Theotônio Cerqueira Rocha, adjunto de Promotor de Esperança), Berta (casada com Sebastião de Christo); e ainda José, Estanislau e Otávio Fernandes.
Transferiu suas residência para que as filhas pudessem estudar na escola da professora Ana Carolina de Paiva Lima, em Alagoa Nova. Mas permaneceu estabelecido em Esperança onde comparecia toda semana para acompanhar a marcha dos negócios e fazer a sua feira semanal aos sábados.
Rubrica de Mathias Francisco Fernandes
Presidiu o Conselho Municipal de Alagoa Nova (1894/1897) e participou ativamente da vida política daquela cidade.
Adoeceu de problemas intestinais que o levaram a óbito em 03 de maio de 1904. Mesmo existindo médico na cidade de Areia, preferiu tratar-se com a homeopatia.
Nesta cidade existe uma rua que fora denominada em sua homenagem, nas proximidades do antigo Forum.
Em nossas pesquisa não encontramos elementos para afirmar que o Major Mathias Fernandes tenha sido o pioneiro do espiritismo local, mas suas ideias certamente influenciaram diversas pessoas e a semente desta doutrina tenha renascido em outras mentes. Dentre elas, o nosso patrono Dogival Costa, que nos idos de 1950 passou a realizar reuniões na cidade, servindo a sua casa de centro espírita, vindo posteriormente a ingresar nos quadros da Maçonaria, através da Loja “Branca Dias” do Oriente de João Pessoa.

Rau Ferreira

Fonte:
a) Livros:
-         SALES, José Borges. Notícias sobre a trajetória de cearenses na Paraíba e paraibanos no Ceará. Expressão Gráfica e Editora: 2005, p. 146.
-         SALES, José Borges. Alagôa-Nova – Notícias para a sua história. Fortaleza Gráfica e Editora: 1990, p. 86/88 e 138.
      b) Mídia digital:
-         http://www.geae.inf.br/pt/livros/cronologia/crono03.html, acesso em 29/09/2010;
-         http://www.meusparentes.com.br/search/query/, acesso em 29/09/2010;  
Genealogia da Família Fernandes: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=48172205

11 de set de 2011

Jornal "Gillette", 1994


10 de set de 2011

SOL: Na imprensa pernambucana

Reportagem especial

O esteta da poesia Silvino Olavo da Costa colaborou durante algum tempo com a imprensa pernambucana escrevendo para jornais, revistas e boletins. Destacamos aqui as suas principais atuações nesses periódicos.

Estrellas de Junho – revista familiar de sortes editada pelo Diário de Pernambuco, dedicada “as noites de Santo Antônio, São João e São Pedro”. Surgida em 1915, registrava fatos, coisas de época e literatura, dirigidas às famílias e em especial crianças.

Brasil-Portugal – revista mensal de intercâmbio luso-brasileira, dirigida por Nelson Firmo e Souza Barros. Trabalho gráfico da oficina do jornal Diário da Manhã e colaboração escolhida. Silvino Olavo integrava o número de colaboradores ao lado de figuras como Eudes Barros, Álvaro Lins, Baltazar da Câmara e outros.

Pé de Moleque – Livro de sortes e revista de Fortunato Sapeca que circulou em junho de 1933, com 100 páginas no formato 21 x 15 cm, impressa em papel cuchê e ilustrada à caráter com o fim de “reavivar o fogo sagrado da tradição e do regionalismo das festividades sanjuanescas”. A publicação trazia anedotas, curiosidades, sortes e trabalhos literários assinados por Silvino Olavo, Leopoldo Lins, Jaime de Santiago, J. A. da Silveira, dentre outros.

Diário da Manhã - Em artigo especialmente publicado no Diário da Manhã, Silvino Olavo põe em choque o regime atual da política no país diante das eleições presidenciais que se aproximava. E fazendo referência aos Estados de Minas e Rio Grande do Sul, que juntamente com a Paraíba, caminhavam num mesmo sentido, considera que estes seriam capazes de romper com o sistema vigente à época.

Jornal do Commercio – diário “dedicado aos interesses das classes conservadoras e do Estado em geral". De propriedade de João Pessoa de Queiroz, iniciou sua circulação em 3 de abril de 1919, fazendo, realizando a propaganda da candidatura Epitácio Pessoa à Presidência da Republica. A edição de aniversário de 1928 contou 48 paginas da qual incluía a colaboração especial dos intelecutais Silvino Olavo, Afranio Peixoto, Costa Rego, Amélia de Freitas Bevilaqua, Clovis Bevilaqua e outros, afora a "Pagina de Portugal", "Jornal das Crianças", "Mundo das Letras", "Hortas e Campos", "Cruzada Contra a Verminose", etc.

Diário da Tarde – possuía aspecto moderno e iniciou circulação em 17 de dezembro de 1928, sendo chefe de redação José Campelo. A edição de 6.° aniversario contendo 24 paginas apresentou alegorias de Manuel Bandeira, na primeira e na ultima, com colaboração especial de Silvino Olavo, Origenes Lessa, Abelardo Araújo Jurema e outros escritores de renome.

Revista Pernambucana – publicação quinzenal de literatura surgida em 1920. Ilustrada, bem trabalhada e com clichês e vinhetas em papel em cor, onde “figuram os nomes de conceituados beletristas do norte, destacando-se as seguintes colaborações: Bailado rubro das chamas, Joaquim Inojosa; Nocturno brasileiro, Silvino Olavo; Clarões e sombras da cidade do oiro, Geraldo de Andrade; e a Bailarina perdia dos céus, Emydio Miranda” (A União: 1926)
Eis aqui um breve apanhado das participações de SOL na imprensa pernambucana.

Rau Ferreira

Fonte:
- A UNIÃO, Jornal. Órgão Oficial do Estado da Paraíba. Ed. De 23/02/1926. João Pessoa/PB: 1926;
- A UNIÃO, Jornal. Órgão Oficial do Estado da Paraíba. Ed. 17/09/1929. João Pessoa/PB: 1929;
- COSTA, Austro. Austro-Costa - Poeta da Província. Ed. Universidade Federal da Paraíba: 1970;
- FERREIRA, Rau. Silvino Olavo. Esperança/PB: 2010.
- NASCIMENTO, Luiz do. História da Imprensa de Pernambuco (1821-1954). Vol. VII, VIII e IX. Periódicos do Recife: 1901-1915. Recife/PE. Ed. Universitária: 1975.

9 de set de 2011

Onda (poema de Rau Ferreira)


Vem, onda, corre!
Por que se morre de desejos;
Por que se recorre,
A doçura dos teus beijos?!

Rau Ferreira

8 de set de 2011

Segunda Frente

As festas da Padroeira do Bom Conselho eram famosas não só pela tradição, iniciada em 1908. Mas também e principalmente pelo murmurinho que surgia aqui e acolá, tanto no mundo religioso quanto profano. Além disso tinham os cordões onde as moças mais bonitas faziam caras e bocas para angariar recursos para a Matriz.
Quanto ao disse-me-disse, boa parte vinham dos jornais “noticiosos” que eram editados na cidade. E nessa linha um dos mais antigos foi o “Segunda Frente”.
Esse periódico era de responsabilidade do acadêmico Ulisses Coêlho Nobrega, com direção técnica Genésio Candido, e redação dos Srs. José Coêlho, Manoel Clementino e Manoel Camelo, sendo redator-chefe o contador L. Milanez.
Dizem que a oficina funcionava no “Pavilhão Nada Além” (antigo XV de Novembro, onde hoje é o Calçadão). Ao preço de CR$ 0,50; circulava na cidade com motes, glosas, notícias e muito mais.
A edição que temos em mãos data de 1943, dá conta dos cordões Verde e Encarnado, que na noite de ano fizeram belas evoluções e conquistaram a simpatia da sociedade esperancense.

Rau Ferreira

- SEGUNDA FRENTE, Jornal. Ed. Ulisses Coêlho. Edição N. 3, Ano I. Esperança/PB: 02 de janeiro de 1943.

7 de set de 2011

7 de Setembro, anos 70












Fonte:
- Blog Jailson Andrade;
- Orkut Cida Galdino;
- Arquivo blog HE.

6 de set de 2011

Esperança em 1889

Reportagem Especial

Descrevemos aqui Esperança nos idos de 1899, conforme encontramos no Almanak Administrativo do Estado da Parahyba.
Conhecida por Banabugé ou Esperança, era uma grande aprazível povoação que pertencia à vila de Alagoa Nova, localizando-se 3 léguas a Oeste daquele município.
Na época registrava 152 casas e cerca de 1.300 habitantes. Sua capela, erigido sob a invocação da Virgem do Bom Conselho, era um “bello templo de excellente construcção e moderna architectura” (sic), medindo 80 palmos de largura por 160 de extensão. E tendo por capelão o Padre Bento Maria Borges.
Havia ainda um cemitério público com capela correspondente, este construído em 1860 devido ao surto de Cólera que ocorreu em nosso Estado. E uma filarmônica, que acreditamos ser aquela regida por Joviniano Sobreira, que possuía um internato no município com aula de música em seu currículo.
A sua feira é abundante e concorrida, realizando-se aos sábados nas proximidades da capela e em um mercado particular. Eram comercializados, por esse tempo, farinha, milho, feijão, rapadura, carne seca, objetos de indústria e animais vivos, principalmente o gado vacum.
O seu comércio era “animado” com diversas casas de fazenda, estivas, molhado e quinquilharias. Destacando-se neste ramo: Mathias F. Fernandes, Firmino Porfírio Delgado, Thomaz Rodrigues de Oliveira, Sebastião Nicolau da Costa, Manoel Idelfonso Correia Lima, Miguel Angelo Criosolo & Irmão (fazendas); Manoel Camello do Nascimento (estivas); José Maria Ferreira Pimentel, José Maria & Cia., José Martiniano de Araújo, José Irineu Diniz, Surpino Agripino de Souza, Manoel Alves da Rocha, José F. de Albuquerque Silva, Pedro Benevenuto de Araújo, Francisco Nicolau da Costa, Francisco Celestino da Silva, Joaquim Celestino da Silva, Florentino Bezerra Diniz, Francisco Anatolio Ferreira Cavalcante, Ignácio da Silva Sobral e José Pereira Brandão (molhados); Elysio Augusto de Araújo Sobreira, Manoel Rodrigues de Oliveira, José Maria Ferreira Pimentel, José Pereira Brandão, Francisco Celestino da Silva, Surpino Agripino de Souza e Antonio Firmino do Nascimento (quinquilharias). Mathias Fernandes era proprietário ainda de uma pequena farmácia.
A organização administrativa do município estava assim organizada:
Juízes de Paz: Thomaz Rodrigues de Oliveira, José Maria Ferreira Pimentel, Clemente Alves Bezerra e Vital José Pereira. A povoação de Esperança pertencia ao Termo de Alagoa Nova da Comarca de Areia.
Subdelegados: Firmino Porfírio Delgado. E suplentes, pela ordem: Sebastião Nicolau da Costa, Manoel Veríssimo Ferreira Gil e Elisio Augusto de Araújo Sobreira.
Professores públicos: Antonio de Albuquerque Lima (Cadeira do sexo masculino) e D. Maria Augusta Sobreira de Carvalho (Cadeira do sexo feminino).
O posto dos correios sediada na povoação desde 1885 estava a cargo da Sra. Martiniana G. Pereira. Expedia e recebia malas postais para os agentes do interior e da capital do Estado nos seguintes dias: 1, 6, 11, 16, 21 e 28, com saída às 6h30 da manhã.

Rau Ferreira

Fonte:
- PARAHYBA, Almanak Administrativo, Mercantil e Industrial do Estado da. Anno II. José Francisco Moura (Org.). Parahyba do Norte: 1899;
- ESPERANÇA, Livro do Município de. Ed. Unigraf: 1985
 
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