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Postagens

Antonio Silvino em Esperança (Parte V)

ParteV A   lendaa seguir foi-me narrada por um amigo em franca colaboração. Estou repassando apreço de custo. Dizem que o cangaceiro AntonioSilvino percorria a região polarizada por Campina Grande, chegando àsfronteiras de Alagoa Nova e Esperança, onde comparecia para angariar fundospara e abastecer o bando. Certa feita, passando por umapropriedade pediu ao sitiante de comer e este se desfez das poucas galinhas quepossuía para alimentar o grupo faminto. Após se satisfazerem seguiram viagem,mas o capitão em um ato de remorso - devido ao estado de pobreza daquelafamília -, pediu para um de seus homens para voltar e entregar uma pataca a umacriança que brincava no terreiro, esta com pouco mais de ano de nascido. E assimfoi feito. Contudo, o ajudante eradesonesto e, arrependido, voltou do caminho colocando a moeda no seu alforje.Ao chegar, Antonio Silvino lhe perguntou o que o infante teria feito e esterespondeu “nada”. - Então, disse o capitão, vocênão entregou! Volte e faça como ...

Esperança: Fábrica de cigarros de 1891

E ncontramos na Gazeta do Sertão, jornalpublicado em Campina Grande por Irineu Jóffily , paraibano que tinha fortesraízes com o nosso rincão, um importante registro comercial de 1891. Trata-se de um anúncio publicadonaquele periódico sobre uma fábrica de cigarros que se estabelecia na “ Povoaçãode Esperança ”. Com o nome de “ FábricaProgresso ”, noticiava o seu estabelecimento, na Rua da Gameleira, 35, sendo oproduto fabricado com “especiais fumos” oriundos vindo de Goiás, Barbacena, RioNovo, Pomba, Araxá, Picú, comercializados em pacotes Cariocas, Macafonte eTuspinanbá, oferecendo vantagens a “todas as pessoas que honrar com as suasfreguesias”. O empreendimento pertencia aocidadão Austrieliano Cicinato Cabral de Vasconcelos e data de 6 de fevereiro de1891. Eis o texto original: “ANNUNCIOS -  FABRICA  Progresso -  O abaixo assigna lo, avisa orespeitável publico, especialmente aos amadores, que acaba de montar umafábrica de cigarros nesta povoação, na rua da Gameleira,...

Blog de Campina parabeniza HE

O   blog RHCG (Retalhos Históricos de CampinaGrande), dos amigos Adriano Araújo e Emmanuel Souza, publicou uma nota em suapostagem de hoje (03/11) – a respeito da Via Férrea de Campina Grande , de saudaçãoao HE pelo seu retorno às atividades: "Por outro lado, saudamos ao amigoblogueiro Rau Ferreira, pela volta das atualizações do blog “HistóriaEsperancense” (http://historiaesperancense.blogspot.com/), importantepatrimônio histórico e cultural, que muito bem divulga a cidade de Esperança". No início deste mês, por motivo de foro íntimo, o História Esperancensesaiu do ar por alguns dias, mas retorna com o melhor da memória local. Este é um motivo de grande satisfação, pois o RHCG é um dos mais vistosno país, segundo o Top Blog, com cerca de 323.025 visualizações de páginas e284 seguidores, além de ter sido reconhecido recentemente de Utilidade Pública. Rau Ferreira

História do Cemitério Público de Esperança

Fachada do Cemitério N. S. do Carmo - estilo colonial O  costume de enterrar os mortos é imemorial, eem Esperança não poderia ser diferente. Mas em 1860 não existam aindacemitérios na região. A solução era bem simples: as pessoas ricas eramenterradas nas igrejas e os pobres nos campos. Reza a tradição que o cemitério público teriasido construído em 1862, por ordem do Padre Ibiapina. O local escolhido era bemafastado da vila e recebeu a denominação de Campo Santo. Amotivação teria sido o surto de Cólera Morbidus que assolou a nossa regiãonaquela época. Demorou muito tempo até que as pessoassepultassem os seus mortos independentes de classe social. Um dos primeirostúmulos era da família Pedro, de Lagoa de Pedra. Antigo caixão do Cemitério Antigamente e xistia um caixãogrande, tipo padrão que levava o féretro até o Cemitério. Por esse tempo, osmortos eram vestidos de "mortalhas", que era uma espécie de roupão,mas algumas pessoas eram enterradas em redes e outros eram levados...

Crônicas Radiofônicas

Crônicas Radiofônicas: Cajazeiras dos anos 60 (Gráfica Nordeste, 2011) – Este é o mais recente título de Magna Celi Meira de Souza , esperancense que há muito tem trilhado o caminho das publicações. Professora universitária, Mestra em Literatura Brasileira, poetisa, ensaísta, folclorista e pesquisadora. Estreou nas letras com o poético Caminhos e Descaminhos (Editel, 1983), e deu seqüência com Sangue e Luz (Santa Marta, 1985), Passeio no Varal (Funesc, 1992), Misticismo e Fanatismo na Literatura de Cordel –Pesquisa e análise (Universitária, 1998), Poemas Místicos (Ideia, 1994) e  Amenidades Poéticas (Universitária, 2011). O seu livroatual trás um pouco da atmosfera da cidade paraibana de Cajazeiras nos anos 60do Século XX, onde a escritora lecionou Língua Inglesa nos Colégios Diocesano eN. S. de Lourdes (1966-68). São 34 crônicas que dizem respeito desde a importância do rádio como veículo de cultura, passando pela geografia regional e um enfoque sobre a igreja e à socieda...

Blogs esperancenses

E sperança é berço de jornalistas e irradia informação por todos os cantos. Nas esquinas, nas praças, no calçadão... Comenta-se de tudo um pouco. Não bastasse o bom e saudável bate-papo entre amigos ainda existem as rádios, difusoras, TV e redes sociais complementando este universo de comunicação. Todos prontos a nos convencer de suas opiniões. Com efeito, a tradição dos jornais nesta cidade vem desde a década de 20: A Seta, Segunda Frente, O Farol, O Correio Esperancense, Vanguarda Esperancense, Mensário Oficial, Jornal de Esperança, Lírio Verde da Borborema, Tribuna Independente, A Folha, O Tempo, o Novo Tempo, o Gillete e a Folha de Esperança são alguns desses exemplos. Mas hoje o que nos chama a atenção são as mídias sociais. É verdade que com a internet se abriu para nós esperancenses um mundo de possibilidades. O blog foi a plataforma inicial para muitos, abrangendo assim um leque maior de público que vai além do nosso Município. Não é fácil estar nesse meio. Fazer sucesso m...
Atendendo a pedidos... Cidade de Belém. Autoria: Chico Pintor Digitalização EPDOC ® Esperança/PB: 2011

Pedro Pichaco

Conto I Pedro Pichaco ou Pedro Santos, como queiram, foi um folclórico esperancense cujos causos ainda povoam o imaginário local. Esse primeiro conto que trazemos ao conhecimento do nosso público leitor, é de autoria do Dr. João Batista Bastos , Procurador do Município de Esperança e grande intelectual, um dos maiores civilistas da nossa região. Ele narra as suas lembranças do velho malandro, quando na sua infância aparecia aqui Pedro Pichaco, bem vestido... “ DISTRIBUINDO DINHEIRO PARA A MOLECADA Não sei se posso, neste espaço, escreve uma das pequenas historias sobre Pedro Pichaco, quando de suas vindas a Esperança. Ele só aparecida aqui no final de ano, justamente na festa da padroeira. Pedro chegava com os bolsos cheios de dinheiro e bem vestido, engravatado. Hospedava-se no hotel de seu Dedé. Sentava-se numa das mesas do bar, ficava rodeado de pessoas que gostavam de ouvir suas historias engraçadas. Num desses momentos, perguntaram a Pedro: - Você já foi preso durante muito tempo,...

Esperança: circunscrição eleitoral em 1856

Em 1856 as terras que hoje compõe o município de Esperança pertenciam à Alagoa Nova. Não existia, por assim dizer, povoação. O local era apenas uma sesmaria que daria origem quatro anos depois à Fazenda Banabuyé Cariá, de onde surgiu uma pequena aglomeração de pessoas em torno de uma feira sendo esta a história da nossa colonização. Estas paragens eram conhecidas desde 1757, quando o Capitão-mór da Parahyba Clemente de Amorim e Souza percorreu o lugar para descrever a topografia e as distâncias ao governador da capitania. A carta encontra-se arquivada na Torre do Tombo em Portugal. Depois vieram os índios tapuias ou banabués, que construíram o Tanque do Araçá; e o marinheiro Barbosa, com sua residência. Outro fato relevante para a nossa história é o Decreto N. 1.795, de 30 de julho de 1856, o qual dividia a Província da Parahyba em distritos eleitorais e elegia o 3° Distrito formado pelas paróquias de Arreia, Alagoa Nova, Bananeiras, Araruna e Cuité, formando um único colégio eleitoral...

Evaldo, o anônimo

Alguém já disse no passado que Esperança era um deserto de homens e idéias. Contudo, mesmo no deserto encontramos uma nascente, uma fonte. E é desta água que nasce Evaldo Brasil , o grande ícone " oculto " da nossa cultura. Digo-o assim, pois ele prefere a solidão do anonimato aos holofotes ofuscantes da glória. Bom prá ele! Às vezes as luzes encandeiam e a gente não enxerga como deve. E em nossa cidade existem muitas pessoas assim, deslumbradas com o brilho de algo que é passageiro. Mas Evaldo faz o seu trabalho e muito bem. Desde que nasceu para a vida tem participado de todos os movimentos culturais. Lançou livros, revolucionou idéias, plantou árvores e fez despontar uma centena de artistas, crias suas ou não, que hoje se apresentam nos palcos improvisados das praças de nossa cidade. Quem não lembra do Jornal Estudantil? Do Novo Tempo e outros fanzines que marcaram os anos 80/90... E Evaldo ainda é fotógrafo, videomaker, jornalista, poeta, cantor, declamador, escritor, pi...

Capelinha do Perpétuo Socorro

Reportagem Especial A Capelinha. Foto: Maria Júlia Oliveira A Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está erigida sob um imenso lajedo, denominado pelos indígenas de Araçá ou Araxá, que na língua tupi significa “ lugar onde primeiro se avista o sol ”. O local em tempos remotos foi morada dos Índios Banabuyés e o Marinheiro Barbosa construiu ali a primeira casa de que se tem notícia no município, ainda no Século XVIII. Diz a história que na década de 20 do século passado houve um grande surto de cólera causando uma verdadeira pandemia. Dona Esther (Niná) Rodrigues , esposa do Ex-prefeito Manuel Rodrigues de Oliveira (1925/29), teria feito uma promessa e preconizado o fim daquele mal. Alcançada a graça, fez construir aquele símbolo de religiosidade e devoção. Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, Bispo da Paraíba à época, reconheceu a graça e concedeu as bênçãos ao monumento que foi inaugurado pelo Padre José Borges em 1º de janeiro de 1925. Este obelisco fica no bairro da Beleza...

Amigas do Lar de Esperança

Fachada principal da AALE - Esperança/PB Reportagem Especial A Associação das Amigas do Lar de Esperança foi criada pela ação marcante da Sra. Diva Trigueiro Ferraz – extensionista social da antiga ANCAR, hoje EMATER - que passou a incentivar um grupo de senhoras que buscavam a todo custo realizar algo marcante e significante na sociedade. Fundada em 20 de março de 1963, é uma “associação civil, apolítica, sem fins lucrativos, puramente filantrópica, que visa a promoção humana social”, com o nome de Associação de Economia Doméstica União e Progresso de Esperança – AEDUPE. Que foi alterado em 1968 para Associação das Amigas do Lar de Esperança – AALE, cuja denominação permanece até os dias atuais. Primeira diretoria da AALE - Esperança/PB Sua primeira presidenta foi Antonieta Alcoforado Costa, sócia fundadora e efetiva da AALE. E a primeira sócia colaboradora a senhora Juliana Taveira. Possui duas categorias de sócias: efetivas (que freqüentam regularmente as reuniões e prestam trabalho...
O mar e eu, eu e o mar. Na imensidão do mar olhei Tanta água, tanta mágoa que deixei. Não sei senhor, se um dia voltar, Ao mar que antes naveguei, A Esperança hei de encontrar. Rau Ferreira           Edições Banabuyê Digitalização EPDOC ® Esperança/PB: 2011

SOL: Pela ordem

Reportagem Especial Em 1926 noticiava A União o avanço da Coluna Prestes na Paraíba. Os fatos, por esta folha, foram denominados sob o título geral “Pela Ordem e Contra a Revolta”, que se seguiram durante vários dias a partir do dia 05 de fevereiro daquele ano. A nota tomou grande espaço na primeira página, e pode ser resumida assim em seu primeiro parágrafo: “ Como é de domínio público,os rebeldes, ao mando de Prestes, Siqueira Campos e outros, rechachados no Maranhão e Piauí, internaram-separa Estado do Ceará, e, depois de uma série de correrias, ataques e sortida, rumaram para as fronteiras da Paraíba e Rio Grande do Norte” (A União: 5/02/1926). A estes acontecimentos seguiram-se inúmeros votos de solidariedade ao chefe do executivo paraibano, que se empenhou na luta tendo o apoio militar do Cel. Elysio Sobreira, comandante da Força Policial. A comunidade de Esperança, além deste filho ilustre, externava os seus préstimos. Anote-se daquele jornal “ os aplausos e testemunhos de solid...

Poda em árvore gera polêmica

Noticiou o blog da Folha de Esperança (12/09): Ex-Prefeito Dr. José Lêdo e o Presidente do Rotary Raimundo Barbosa “Uma árvore podada perto do tronco, que foi plantada em frente a uma residência da rua Manoel Rodrigues, em Esperança, vem causando uma certa polemica na cidade de Esperança. O proprietário do imóvel, Marinaldo Elias Batista ficou indignado e ameaçou acionar o Ministério Público, pois alem fazer sombra no local, era de muita estimação da família. No local,foi montada uma parte da estrutura de um evento que começa nesta sexta-feira, cuja árvore estava atrapalhando o andamento da implantação. O fato chamou a atenção dos rotarianos José Ledo Vieira da Nóbrega e Raimundo Barbosa, que fizeram questão de ir ao local e segundo Raimundo Barbosa, atual presidente da entidade, o assunto será inserido na pauta da reunião desta quarta-feira, dia 14,do Rotary Club de Esperança”. O HE se solidariza com a família de Marinaldo Elias e lembra que a rua Manuel Rodrigues, no passado, era bem...

Dia de Sábo, poema do Vereador Amazan

Ofereço este poema a todos os amigos que admiram a poesia nordestina Papai levou um jumento, Cuma caiga de caivão, Pa vendê e faze fera, Comprar farinha e fejão, Carne de poico e custela, Pra noi cumê um pirão. Eu na fera reparei , Tudo que tinha de gente, Baibeiro tirano baiba, Pu doi real somente, Na frente a veia vendeno, Inxofre, paivi e pente. La na cuiva do meicado. Tombem vi uma muié, Vendeno chicra de loiça, Dessa de tumá café, Arupema. quengo e cuia, Prato de barro e cuié. Tem coisa que arrente vê. Na fera que se arripea, Doto arracano dente, Pu dei real a pareia, Bebo arrumano briga, E unhas veia incheridas Cum us brincão nas zureias. La no meicado noi fumo, Tuma café cum siqui, Tinha um cego pidino irmola, Arrudiado de fi, Um bebo dano trabai, Dexa eu vê se eu lembo mai, Foi isso mermo que vi. José Adeilton da Silva Moreno Vereador Amazan de Esperança (*) Publicado no blog do Vereador Amazan , em 18/07/2011. Nota: Para entender melhor o texto, sugiro visitar o blog do Evald...

Praça da Cultura

Escreveu Inácio Gonçalves de Souza, em sua “Seleção Nostalgia” para o jornal A Folha, sobre a Praça da Cultura. Entre outras coisas, exaltou as peculiaridades do lugar. Devo, pois, complementar-lhe a idéia... A praça era um local mágico, cheio de ilusão para sua época. E ponto de encontro dos estudantes do paroquial e estadual, nas aulas vagas. Seus bancos de cimento, seus patamares, altos e baixos; o panteão da bandeira, e as árvores que circundavam na mesma direção que os carros seguiam, subindo pelo CAOBE e descendo pela biblioteca. Tudo era circunspecção, atitude. Havia a “galera” do skate, liderados por Crisóstimo; e a turma da bicicros, com Sidney. Era a época do “break”, e um menino franzino contorcionava-se em movimentos rápidos e lentos. Este depois fundou um grupo chamado “Cultura de Rua”. Os “ nerds ” ficavam junto à calçada da biblioteca, sempre com soluções prontas para tudo. E os galãs faziam ponto nas barracas de Ledo ou de Tité. As moças passeavam, subindo e descendo a ...