De muito conheço o filósofo, o sonhador dos "Cysnes". Sob o mesmo céu bebemos o encanto de uma natureza que Ihe deu o vigor inicial de sua encantadora poesia. Os mesmos aspectos da vida nos foram familiares em começo, e as luzes primeiras do estudo se repartiram conosco na comunhão do pensamento, na eucaristia da ideia que lhe fortaleceu a nascente vocação para o sacerdócio do ritmo. Cedo a admiração e o aplauso dos amigos rodearam-no como a um ídolo vivo, sem que a modéstia se lhe fugisse e o incenso dos elogios o desviasse para as satisfações, tão humanas e efêmeras, da vaidade deleitada. E não as procurava. As grandes cóleras, nunca as teve. As ruidosas alegrias, se as sentiu, revelou-as com sobriedade. Algumas vezes, talvez as ocultasse, para saboreá-las sozinho, longe da importunação de um mundo que a todo prazer ajunta o veneno de sua maldade. Sempre foi um sereno, na reserva dos gestos, na simplicidade das palavras. Acostumou-se a ver o mundo, mantendo-...
Cidade. Esperança. Parahyba. Brasil.