Pular para o conteúdo principal

Amarinha Pereira de Araújo

Amarinha Pereira de Araújo era bisneta de Teodósio de Oliveira Ledo, do ramo genealógico fundador de Campina Grande (PB). Filha de Paulo de Araújo Soares (1710/1787) e Teresa de Jesus Oliveira. O seu pai nasceu em Viana do Castelo, Reino de Portugal e Algarves, e era filho de Clemente da Rocha Pinto e Marinha Pereira de Araújo.

Ela nasceu em 29 de novembro de 1766, no atual Município de Boa Vista (PB) e batizou-se em 18 de maio de 1766, na Capela de Nossa Senhora dos Milagres, em São João do Cariri (PB).

Casou-se com João Rocha Pinto, filho de Aniceto da Rocha Pinto e Marinha Pereira de Araújo, e vieram residir em Lagoa Verde (Banabuyé), onde se iniciou o Município de Esperança.

Desse consórcio nasceu os seguintes filhos:

(1) Ana Amarinha de Araújo casada com Matias Geraldo de Melo; (2) Maria José de Jesus casada com o Comandante Caetano Ferreira de Luna; (3) Tereza Francisca de Jesus casada com Matias Gonçalves de Mello; (4) Amarinha Joaquina da Conceição casada com Antônio Felix de Araújo; (5) Joaquina Maria da Conceição casada com Bartolomeu Gomes de Araújo; (6) João Felix de Araújo; (7) Joaquina Maria de Jesus casada com Rafael Gonçalves Diniz; (8) José Vitoriano da Rocha Pinto; (9) Antônia Maria da Conceição casada com Severino José de Medeiros; (10) João Marinho da Rocha; (11) Pedro Sebastião da Rocha.

A Sesmaria de João da Rocha foi concedida em 1713, e revalidada em 1753, para a Sra. Rosa Maria, viúva de Balthazar Gomes, que a possuía há cerca de 40 anos, com a denominação de “sítio lagôa Bonaboiji por data que dele lhe fez seu pai João Gonçalves Seixas” (TAVARES: 1982, p. 229).

A partir desta gleba de terras, fundaram a “Fazenda Banabuyé”, de cujas estacas se originaram as gameleiras que arborizariam a cidade anos depois, e que recebia parte do gado vacum para engorda e comercialização.

Amarinha e seu esposo faleceram em Esperança, por volta de 1828. Constam dois inventários desta estirpe, que tramitaram perante o 3º Cartório de Campina Grande, procedido naquele ano, por falecimento de João da Rocha Pinto e, no ano de 1850, procedido em Banabuyé, por falecimento de José Vitoriano. Foi testamenteiro Manuel Pereira do Carmo, casado com Bárbara Pereira do Carmo, filha de Francisco Pereira Pinto, genro de Paulo Araújo Soares.

 

Rau Ferreira

 

Referências:

- ALMEIDA, Antonio Pereira (de). Os Oliveira Ledo e a Genealogia de Santa Rosa: 27 anos de Pesquisa Genealógica. 2º. Editora Gráfica Universal. Volume. João Pessoa: 1987.

- FERREIRA, Rau. Banaboé Cariá: Banaboé Cariá - Recortes da historiografia do Município de Esperança. Esperança: 2015.

- MEDEIRO, Tarcízio Dinoá. Freguesia do Cariri de Fora. São Paulo/SP: 1990.

- SOARES, Francisco de Assis Ouriques. Bôa Vista de Sancta Roza: de fazenda à municipalidade (1666-1997). Epgraf. Campina Grande: 2003.

- TAVARES, João de Lyra. Apontamentos para a história territorial da Parahyba. Edição fac-similar. Coleção Mossoerense. Vol. CCXLV. Senado Federal: 1982.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A Pedra do Caboclo Bravo

Há quatro quilômetros do município de Algodão de Jandaira, na extrema da cidade de Esperança, encontra-se uma formação rochosa conhecida como “ Pedra ou Furna do Caboclo ” que guarda resquícios de uma civilização extinta. A afloração de laminas de arenito chega a medir 80 metros. E n o seu alto encontra-se uma gruta em formato retangular que tem sido objeto de pesquisas por anos a fio. Para se chegar ao lugar é preciso escalar um espigão de serra de difícil acesso, caminhar pelas escarpas da pedra quase a prumo até o limiar da entrada. A gruta mede aproximadamente 12 metros de largura por quatro de altura e abaixo do seu nível há um segundo pavimento onde se vê um vasto salão forrado por um areal de pequenos grãos claros. A história narra que alguns índios foram acuados por capitães do mato para o local onde haveriam sucumbido de fome e sede. A s várias camadas de areia fina separada por capas mais grossas cobriam ossadas humanas, revelando que ali fora um antigo cemitério dos pr...

A menor capela do mundo fica em Esperança/PB

A Capelinha. Foto: Maria Júlia Oliveira A Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está erigida sob um imenso lajedo, denominado pelos indígenas de Araçá ou Araxá, que na língua tupi significa " lugar onde primeiro se avista o sol ". O local em tempos remotos foi morada dos Índios Banabuyés e o Marinheiro Barbosa construiu ali a primeira casa de que se tem notícia no município, ainda no Século XVIII. Diz a história que no final do século passado houve um grande surto de cólera causando uma verdadeira pandemia. Dona Esther (Niná) Rodrigues, esposa do Ex-prefeito Manuel Rodrigues de Oliveira (1925/29), teria feito uma promessa e preconizado o fim daquele mal. Alcançada a graça, fez construir aquele símbolo de religiosidade e devoção. Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, Bispo da Paraíba à época, reconheceu a graça e concedeu as bênçãos ao monumento que foi inaugurado pelo Padre José Borges em 1º de janeiro de 1925. A pequena capela está erigida no bairro da Bele...

Banabuyé, Capítulo de Romance (Silvino Olavo)

Dentre os materiais que Carlos Bezerra recebeu do cunhado de Silvino – Waldemar Cavalcante – pouco tempo após a morte do poeta, encontra-se um capítulo do romance “Banabuyé”. A documentação foi doada pelo engenheiro ao Grupo de Estudos e Pesquisas do HISTEBR-GT/PB, capitaneado pelo Prof. Charlinton Machado. Escrito na segunda metade do Século XX no período de reclusão, quando esta padecia de crises esquizofrênicas, “ em pleno contexto do ostracismo vivido por Silvino Olavo da Costa, após o retorno definitivo para cidade de Esperança, interior da Paraíba ”, como bem pontuou a equipe de pesquisadores, no trabalho “Silvino Olavo da Costa: Escritos de Solidão e Silêncio”. Irineu Jóffily – em suas “Notas sobre a Parahyba” (1892) – nos diz que Banabuyé foi sempre o nome deste lugar, e assim deveria ter permanecido, por mais auspicioso que fosse “Esperança”. O romance, de certo, A seguir, a reprodução do mencionado capítulo deste romance: “É este governo do povo, constituído pela habi...

Hino da padroeira de Esperança.

O Padre José da Silva Coutinho (Padre Zé) destacou-se como sendo o “ Pai da pobreza ”, em razão de suas obras sociais desenvolvidas na capital paraibana. Mas além de manter o Instituto São José também compunha e cantava. Aprendeu ainda jovem a tocar piano, flauta e violino, e fundou a Orquestra “Regina Pacis”, da qual era regente. Entre as suas diversas composições encontramos o “ Novenário de Nossa Senhora do Carmo ” e o “ Hino de Nossa Senhora do Bom Conselho ”, padroeira de Esperança, cuja letra reproduzimos a seguir. Rau Ferreira HINO DE NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO (Padroeira de Esperança) VIRGEM MÃE DOS CARMELITAS, ESCUTAI DA TERRA O BRADO, DESCEI DE DEUS O PERDÃO, QUE EXTINGUA A DOR DO PECADO. DE ESPERANÇA OS OLHOS TERNOS, FITANDO O CÉU CÔR DE ANIL, PEDEM VIDA, PEDEM GLÓRIA, PARA AS GLÓRIAS DO BRASIL! FLOR DA CANDURA, MÃE DE JESUS, TRAZEI-NOS VIDA, TRAZEI-NOS LUZ; SOIS MÃE BENDITA, DESTE TORRÃO; LUZ DE ESPERANÇA, TERNI CLARÃO. MÃE DO CARMO E BOM CONSELHO, GLÓRIA DA TERRA E DOS...

Zé-Poema

  No último sábado, por volta das 20 horas, folheando um dos livros de José Bezerra Cavalcante (Baú de Lavras: 2009) me veio a inspiração para compor um poema. É simplório como a maioria dos que escrevo, porém cheio de emoção. O sentimento aflora nos meus versos. Peguei a caneta e me pus a compor. De início, seria uma homenagem àquele autor; mas no meio do caminho, foram três os homenageados: Padre Zé Coutinho, o escritor José Bezerra (Geração ’59) e José Américo (Sem me rir, sem chorar). E outros Zés que são uma raridade. Eis o poema que produzi naquela noite. Zé-Poema Há Zé pra todo lado (dizer me convém) Zé de cima, Zé de baixo, Zé do Prado...   Zé de Tica, Zé de Lica Zé de Licinho! Zé, de Pedro e Rita, Zé Coitinho!   Esse foi grande padre Falava mansinho: Uma esmola, esmola Para os meus filhinhos!   Bezerra foi outro Zé Poeta também; Como todo Zé Um entre cem.   Zé da velha geração Dos poetas de 59’ Esse “Z...