Quando criança, ainda pelos idos de 1951/52, minhas irmãs mais jovens e com maiores idades que eu, levaram-me como companhia a um certo velório no sítio Cinzas, comunidade pertencente ao município da pequena, porém, pacata cidade de Esperança- PB. Saímos de casa à tarde e caminhamos por quase duas horas, e já era tardinha, quase noite, quando lá chegamos. Tratava-se de uma anciã, mulata rezadeira bem conhecida na comunidade pela alcunha de dona “Lambú”, cuja idade dizia-se ser acima dos 70 anos, que morava sozinha e que havia morrido “de repente”, denominação que se usava quando alguém “infartava” naqueles tempos, fulminantemente. A falecida morava num pequeno lote e era vizinha de uma minha irmã, a mais velha, Ovídia, que residia num pequeno sítio vizinho, casada havia poucos anos e que hoje, com 93 anos, encontra-se acometida de Alzheimer. A casinha da falecida, de dois cômodos, muito pequenos, de taipa, à mostra alguns trançados de ripas de pendões de agave cruzando-se, à guisa ...
Cidade. Esperança. Parahyba. Brasil.