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Sarau Litero-cultural

Foto oficial - com os que ficaram até o final
No último sábado (25/11) fizemos o nosso “Sarau Litero-cultural”, mais uma promoção do FIC – Forum Independente de Cultura de Esperança, que contou com as presenças de Bruno Gaudêncio, Grupo Cultural “Quero Mais”, Carlos Engel, Pedro Paulo, Vanderlan Alves Venâncio e sua esposa Alexandra Dias, Ismael “Bardo” Felippe e outros mais.
Foi um encontro agradável, troca de energias e de ideias, em que se pode assistir a uma aula-espetáculo de artes visuais, por Carlos que acentuou a sua técnica e os fazeres dos quadros que expôs.
Pedro, revisitando suas memórias de infância, falou dos velhos cordelistas, lembrando que até na Sourbone, há depósito de material relevante da nossa cultura, para falar ainda, de Dedé e Toinho da Mulatinha, da cultura esquecida e desprestígio local. “Maior que imaginava, menor do que podia ser!”, comentou Evaldo.
De fato, cultura é um produto para poucos – como lembrava Bruno. Na alma insensível de alguns, ainda repousa a ignorância por estarmos ali, sob os fluídos imagéticos do saber. Mas “quem sabe faz a hora”, já dizia o paraibano Vandré, “não espera acontecer”.
Fizemos a nossa parte, com ou sem, apesar dos inúmeros convites lançados em redes sociais, e pelas ondas da BanFm.
Ganhamos, perderam.
Deixaram de ouvir Bruno e seus poemas, alguns deles já publicados em Portugal. Bruno é autor de mais de treze livros e trouxe para Esperança alguns exemplares que foram adquiridos prontamente pelo público presente. Professor substituto da cadeira de história, esteve acompanhado de sua filha Clarice e da esposa Thuca. A pequena muitas vezes roubou a cena, enquanto o pai perfilava sua poesia inédita.
Ferreira contracena com “O Meu Palhaço” e “Poema em Claro-Escuro”, agradecendo a presença de todos, agora já empossado membro da Academia de Letras de Campina Grande, na cadeira cujo patrono os versos ali recitara.
“Tudo muito bom”, comentou Alexandra que através da GVA distribuiu balas aos convivas, adoçando aquela noite de agradável companhia.
Idas e vindas, estávamos nós, Eu/Evaldo/Pedro, a assumir a condução dos trabalhos, enquanto alguém nos assistia pela “live” transmitida na ocasião por uma espelhada rede social. Joinhas de lá, comento cá.
Após a confraternização, regada a bolos e salgados, refrigerantes e água mineral, que saciou a todos, dispostos em uma mesa por Vera Motta, retornamos aos trabalhos com o “Bardo” Ismael, que recitou o seu “Senhora do Bom Conselho”, escrito especialmente para ocasião, no dia anterior.
Veio então o “Quero Mais”, com algumas danças, em primeiro plano, as moças e, em solo com o moço. Está tudo lá nas filmagens, basta ver as publicações do Evaldo.
Ao encerrar esta ata-crônica do acontecido, falo da dispersão cultural que existe cá, e ainda não há força de agregação. A cultura – mito/informal – agora está por assim dizer “formalizada”, com tantas exigências que acaba afastando o ator principal, que é o artista espontâneo.
Enfim, propus iniciarmos a CIA – Cadastro Informal de Artistas, que atende melhor as nossas expectativas. Não precisa muita coisa, basta se declarar – que já declaramos – um profissional das artes, afirmando qual seja a sua especialidade, que de Malasartes já temos demais (que o diga o Pichaco, Pedro).
Até o próximo evento, já Pré-vendo o Carnaval 2018.


Rau Ferreira

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