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Arquitetura da sede "Quero Mais"

Reforma da sede da "Quero Mais" - Com. S. Francisco (2016)

Há uma tendência atual de se copiar o que já fora algumas edificações no passado. É o que se chama “falso antigo”. Essa arquitetura vem sendo utilizada em Campina Grande por restaurante e comércio em geral que reproduzem as linhas artísticas dos anos 20/30; também algumas residências da elite busca imitar os desenhos antigos, associado com a mobília que denominam “vintage”.
Até agora essa tendência ainda não havia chegado em Esperança. Até agora!
Apesar de ainda existirem uns poucos prédios históricos e de ninguém se mobilizar para evitar as recentes destruições em nosso patrimônio, parece-me que o Grupo Afro-cultural “Quero Mais” decidiu fazer diferente.
Ao celebrar comodato com a Prefeitura local, que cedeu a antiga garagem para fins de sediar o grupo, - com a descoberta da rua que cinco décadas atrás fora chamada de “Mercantes” -, resolveu o seu adido Marquinhos Pintor promover uma ampla reforma, que inclui fachada e interior do edifício.
Nesse aspecto, adotou a ideologia do “falso antigo” para recompor a construção, trazendo para a sua platibanda as figuras já conhecidas de velhos prédios da própria comunidade. “Eu apenas observei umas coisas antigas e resolvi fazer”, disse modestamente.
Na minha opinião pouco precisa, seria algo como Art Décor já que não se tem adornos ou enfeites e o artista se preocupa tão somente em dar vazão a geometria arquitetônica. Mas algum especialista há de comentar esta postagem (assim espero).
Na verdade, a sede da “Quero Mais” denota não apenas a sua importância cultural, com os projetos que desenvolve com os jovens, a exemplo de danças, capoeira e etc., como a sua preocupação com o nosso patrimônio histórico, procurando “reavivar” na memória coletiva as imagens do passado.


Rau Ferreira

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