Pular para o conteúdo principal

Esperança: Poder Judiciário

Em 1891 a justiça paraibana ainda engatinhava e sua divisão espacial ainda não estava definida. Naquele tempo Esperança pertencia a Alagoa Nova e era apenas uma pequena povoação. A Comarca mais próxima da nossa “Banabuyé” era a da cidade de Areia, para onde eram encaminhadas todas as querelas judiciais.
O desenvolvimento da vila motivou a criação do 2º Juizado de Paz em 1896.
O Juízo Municipal foi instalado em 1925, coincidindo com a sua emancipação do Município. E o Termo Judiciário, em 25 de novembro de 1929.
A elevação à categoria de Comarca ocorreu em 1940, constituindo-se de Vara Única. Já a 2ª Vara, por sua vez, foi instalada em em 20 de março de 1987.
Em 1992 a Comarca foi elevada de 1ª para 2ª Entrância, a única no Brasil com duas Varas. Enquanto que o edifício sede do Forum atual foi inaugurado em 04 de abril de 1998, com as presenças de diversas autoridades e do pároco local, que concedeu as bênçãos eclesiais.
Primeiros componentes do judiciário local:
- José Pereira Brandão, primeiro Escrivão de Paz;
-         Thomaz Rodrigues de Oliviera, primeiro Juiz de Paz
-         João Marinho da Silva – Primeir Juiz Municipal (1925);
- José Irineu Diniz, Partidor e Distribuidor (1925);
- Antonio Francisco Diniz, Contador do Juízo (1925);
- João Clementino de Farias, Tabelião (1925);
- Adjunto de Promotor, Theotonio Cerqueira Rocha (1925);
- Inácio Rodrigues de Oliveira, primeiro Delegado (1926);
- João Gonçalves de Lima, Oficial de Justiça (1926);
- João Baptista Ferreira, Pedro Fernandes Pimenta e Manoel Joaquim da Costa, Inspetores de Quarteirao (1926);
- Sebastião Nicolau da Costa, Avaliador (1931);
- Ademar Lafayette Bezerra, primeiro Juiz da Comarca (1940);
- Gilson Farias de Araújo, primeiro Juiz Titular da 2ª Vara (1988).
- os primeiros Promotores Públicos foram: Severino Dionísio, Fernando Cabral de Andrade e Getúlio Salviano Campelo.

O magistrado que mais tempo exerceu a jurisdição na Comarca foi o Dr. Antonio Leobaldo Monteiro de Melo, superando a marca dos 13 anos.

Rau Ferreira

Referências:
- História do Tribunal de Justiça da Paraíba, Deusdedit Leite e Evandro da Nóbrega, 5ª Edição, 2005;
- Livro do Município de Esperança. João Pessoa – UNIGRAF, 1985, p. 41.

- Livros de Posses e Compromissos, Fórum Samuel Duarte - 1925 a 2005.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Esperança: Jornais de Festa

Esperança – assim como outras cidades – guarda uma tradição dos jornais de festas. Esses impressos circulavam ao final de cada ano, com uma pequena tiragem, sendo distribuídos nos festejos da padroeira do município. Possuíam um caráter humorístico ou informativo, porém não tinham muito compromisso com a verdade, pois exagerava certos fatos tornando-os notórios à sociedade. Talvez um dos mais antigos no gênero em nosso Estado seja o “Jornal das Moças”, que se distribuía entre os dias 27 de julho e 5 de agosto, na capital por ocasião da Festa das Neves. Além de fazer a cobertura das festividades em nosso município, por cerca de uma semana, registravam o clima de alegria e descontração profana das celebrações, como relata Otoniel Machado: “ Os jornais informavam sobre a participação das pessoas e davam um painel do cotidiano paraibano modificado pelo evento. Roupas, paqueras, tipos de comida, além das atividades religiosas, eram descritos com detalhes e seguidos com interesse pelo...

Matias Grangeiro

Matias Grangeiro nasceu no dia 20 de abril de 1941, filho do também comerciante Severino Grangeiro de Maria. Casado com a Sra. Luciene Honorato, era pai de cinco filhos: Fabiana (in memorian), Miguell, Renato, Fábio e Taiana; esta última, primeira dama de nosso Município. I niciou no comércio com uma torrefação de café - o Dona Branca -   em 1968, na Rua José Andrade da Silva. Após a extinção desta firma , devido a forte concorrência , ingressou na revenda de móveis e eletrodomésticos (1975), fundando a “Matias Grangeiro & Cia. Ltda” com o nome fantasia de DECORAMA . Esta chegou a ter 26 filiais no Estado (oão Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Cabedelo, Guarabira, Mamanguape, Queimadas, Alagoa Grande, Solânea, Areia, Bananeiras, Cuité, Remígio, Picuí, Pocinhos, Barra de Santa Rosa, Soledade, Arara, Nova Floresta, etc.), com 220 funcionário e gerando cerca de 300 empregos diretos. Com o sucesso que obteve neste ramo , abriu filiais nas cidades de...

Aspectos da Cultura Judaica no Município de Esperança

A “Villa Maria Cecília”, nas proximidades do Riacho Amarelo, no Município de Esperança, tem sido apontada como um dos primeiros lugares em que os judeus sefarditas se refugiaram no interior do Estado da Paraíba. Pesquisas históricas identificam ramificações judias em nossa cidade, a exemplo de André Rodrigues (1852/1939), um Judeu natural de Setúbal, cidade da região metropolitana de Lisboa, que construiu aquele casarão. Esses “Cristão Novo” costumavam praticar a sua religião de maneira velada, para fugirem da inquisição. Símbolos eram registrados no casario, esculpidas ou pintadas na zona rural; o repúdio à carne suína e ao sangue dos animais abatidos, são citados como tradições hebraicas. Na verdade, herdamos não só as restrições alimentares, como também o cuidado com os mortos e o zelo pela purificação. Mortalhas simples, sem caixão, derramar às águas dos potes e cobrir os espelhos das casas dos falecidos, dizem respeito ao ato de purificação aqueles povos. O desvirar dos sapa...

Ruas tradicionais de Esperança-PB

Silvino Olavo escreveu que Esperança tinha um “ beiral de casas brancas e baixinhas ” (Retorno: Cysne, 1924). Naquela época, a cidade se resumia a poucas ruas em torno do “ largo da matriz ”. Algumas delas, por tradição, ainda conservam seus nomes populares que o tempo não consegue apagar , saiba quais. A sabedoria popular batizou algumas ruas da nossa cidade e muitos dos nomes tem uma razão de ser. A título de curiosidade citemos: Rua do Sertão : rua Dr. Solon de Lucena, era o caminho para o Sertão. Rua Nova: rua Presidente João Pessoa, porque era mais nova que a Solon de Lucena. Rua do Boi: rua Senador Epitácio Pessoa, por ela passavam as boiadas para o brejo. Rua de Areia: rua Antenor Navarro, era caminho para a cidade de Areia. Rua Chã da Bala : Avenida Manuel Rodrigues de Oliveira, ali se registrou um grande tiroteio. Rua de Baixo : rua Silvino Olavo da Costa, por ter casas baixas, onde a residência de nº 60 ainda resiste ao tempo. Rua da Lagoa : rua Joaquim Santigao, devido ao...

Capelinha N. S. do Perpétuo Socorro

Capelinha (2012) Um dos lugares mais belos e importantes do nosso município é a “Capelinha” dedicada a Nossa Senhora do Perpétuo do Socorro. Este obelisco fica sob um imenso lagedo de pedras, localizado no bairro “Beleza dos Campos”, cuja entrada se dá pela Rua Barão do Rio Branco. A pequena capela está erigida sob um imenso lajedo, denominado pelos indígenas de Araçá ou Araxá, que na língua tupi significa “ lugar onde primeiro se avista o sol ”. O local em tempos remotos foi morada dos Índios Banabuyés e o Marinheiro Barbosa construiu ali a primeira casa de que se tem notícia no município, ainda no Século XVIII. Consta que na década de 20 houve um grande surto de cólera, causando uma verdadeira pandemia. Dona Esther, esposa do Ex-prefeito Manuel Rodrigues de Oliveira, teria feito uma promessa e preconizado o fim daquele mal.  Alcançada a graça, fez construir aquele símbolo de religiosidade e devoção. Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, Bispo da Paraíba à ...