Por Epaminondas Câmara * Epaminondas Câmara – o grande escritor esperancense – reúne em seu livro “Os Alicerces de Campina Grande” (Ed. Caravela: 1999) três contos de sua autoria, que desmistificam muitos mistérios. Segundo o autor, na maioria das vezes, vultos e assombrações não passam situações cuja verdade fora encoberta por algum outro fato. Nas suas palavras: “é a história real de muitos fantasmas”. Dividi o texto numa série de dois contos para não cansar o leitor e também porque a linguagem para blogs assim o exige. Assim, iniciemos essa trilogia “epaminodiana” com o texto... Malassombro O diabo naquele tempo era muito trabalhador e muito atrevido. Conta-se que, em certa casa grande, ele passou mais de dois meses em constante atividade. Os moradores recorreram a todos os meios para expulsá-lo, sem resultado. Ouviam a sua rouquenha voz na camarinha, na sala da frente, no copiar, no terreiro de café, no telhado, na casa de farinha. E, na sua fú...
Não me custou nada escrever. Estava escrito. Nenhum esforço além do que a rotina me impôs. Publicar foi um pouco mais difícil; vende-los se tornou a tarefa mais árdua que encontrei. A minha geração não compreende a grandiosidade deste resgate histórico-cultural. Não há qualquer mérito agora em mantê-los. Deixo às traças do tempo. Mas não é o fim, senão uma reanálise de tudo o que já foi feito. Daqueles que iniciaram comigo, como blogueiros, quer jornalistas, quer aventureiros, apenas este velho aqui continua, não sei até quando (até quando puder manter o site). Enfim, eles seguiram – um a um – o seu caminho de sucesso, enquanto fiquei aqui na “terrinha” contando histórias. Vale a pena. Não se a alma não é pequena. A minha, não sei o seu tamanho (Deus o sabe). Queria que fosse diferente, mas as coisas são assim mesmo: sem mérito ou demérito, um vazio qualquer no cenário cultural. Pode ou não ser, o que será o amanhã (já dizia o poeta). Rau Ferreira