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Jazidas!

Há muitas notícias de minérios encontrados em Esperança. Pude testemunhas em algumas escavações feitas no terreno lá de casa pedras com formato e cores distintas daquelas que comumente vemos. Em todo caso, o município todo parace estar apoiado em uma “grande pedra”, para usar as palavras de Irineu Jóffily quando mencionava o surgimento da nossa Banabuyé em 1860.
Acerca do assunto, encontramos a seguinte descrição:

“O autor fala adiante de um filão de calcáreo que, partindo de Pocinhos (município de Campina Grande), penetra no município de Areia e se manifesta no de Esperança. Jazidas consideráveis repontam nas fazendas Cardeiro, Gra- vatá, Sapo, Cabeço, Poço do Novilho, Sítio Novo, Jandaíra, Serra Preta e outras. Existem poucas ilhas ou deltas no leito do rio, mas há muitos derrames de solos ubérrimos em cereais e algodão mocó, segundo assinala o trabalho. Cita o Padre Santiago as bem desenvolvidas atlvidades agro-pastoris do Curimataú, e, relativamente ao clima, divide-o em dois tipos: o da serra, sôbre o lombo da Borborema, e o de além serra. Descreve a vegetação local como "minguada” (Anais do Congresso Brasileiro de Geografia: 1949).

É fácil essa constatação, basta cavar dois ou três metros e encontramos algum lajedo. Não é demais lembrar as formações rochosas do Tanque do Araçá, de Lagoa de Pedra e Caldeirões. Para o lado do Sítio Boa Vista, são retiradas pedras calcárias. Não obstante, em muitos pontos pode-se ver trabalhadores manipulando a pedra bruta para fazer retilíneos paralelepípedos que servem, entre outros, para a pavimentação das ruas.

Rau Ferreira

- ANAIS, Vol. I. Congresso Brasileiro de Geografia.Conselho Nacional de Geografia; 1949.

- SANTIAGO, Padre Luiz, A Serra de Cuité, sua história, seus progressos, suas possibilidades. João Pessoa, Oficinas Gráficas d'A Imprensa: 1936.

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