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Postagens

Sextilha de José Laurentino

José Laurentino, certa vez no CAOBE em um encontro de cantadores, narrou a história de um casal português que, visitando o Nordeste, foi homenageado por um repentista. Indagado o nome do casal, improvisou a seguinte sextilha: “ Aqui vai minha homenagem Para o casal de Lisboa Seu nome é Felipe E Bossiê sua patroa Esse nome tirou um fino Numa coisa muito boa ”. Coisas do meu torrão! Em nossa versão, os versos modificados de Laurentino ficaram da seguinte forma: “Aqui vai minha homenagem Para o casal de Lisboa Felipe é o marido Bossuet sua patroa Vou dizer para vocês: - ô povo lindo! Esse nome tirou um fino Numa coisa muito boa”. A oitava acima até que não é tão má. Rau Ferreira

José Sobreira Targino

José Sobreira Targino José Sobreira Targino foi um dos políticos mais importantes de sua época, destacando-se no cenário campinense. Bacharel em Direito pela Universidade Regional do Nordeste, Procurador do Estado concursado e professor de Educação Moral e Cívica. Nasceu em Esperança/PB no dia 02 de agosto de 1934, filho de Belmiro Targino da Silva e Antonia Sobreira da Silva. Iniciou sua carreira política em 1977, candidatando a Vereador do município de Campina Grande/PB. Eleito, exerceu a vereança por 16 anos e assumiu a Presidência da Casa de Félix Araújo no 2º Biênio da 8ª Legislatura, mais precisamente no dia 31 de janeiro de 1979. Nesta casa, participou de comissões parlamentares e foi um grande regimentalista. Como líder de governo, integrou a Aliança Renovadora Nacional – ARENA e foi autor de diversas proposituras, requerimentos e projetos em prol do povo campinense. Durante o regime militar, lutou junto a autoridades federais pelo implemento do subsídio dos ver...

Incentivo à leitura

Li há algum tempo que uma das condições primordiais para o sucesso em qualquer área é o domínio da língua portuguesa. Temida por alguns e admirada por outros, esta pode ser a porta de entrada para uma carreira sustentável na iniciativa pública ou privada. E para conhecer melhor esta linguagem tão culta é preciso fomentar a leitura, que deve principiar-se no início, seja nas séries iniciais ou como estímulo dos pais aos filhos em casa. A leitura nos trás não só o rigor da norma, mas o saber que é preciso. Com ela, aumentamos a nossa capacidade de perceber o mundo e criticar quando for preciso. Muitos dos grandes homens foram ou são grandes leitores, com esta capacidade de apreensão que lhes é peculiar; fazendo dela um hábito e cultivando esse prazer diariamente. No Brasil – ao contrário de outros países – pouco se lê e pouco se incentiva a leitura. Devemos nos esforçar se quisermos conseguir algo bom, algo novo. Sem a notória classificação de estudante nota 10. A sã leitura abr...

Esperança: Cemitério de jumentos, relato de Ailson Silva

Antigamente o transporte era feito através do lombo dos animais. Pessoas da zona rural e urbana faziam uso de jumentos, bestas e cavalos para as mais diversas funções. Quem tinha uma bicicleta era considerado “rico”. Quando esses animais não prestavam mais ao serviço e morriam, eram enterrados na Rua Siqueira Campos, próximo ao Hospital Municipal. Os corpos eram levados pelo trator da prefeitura que lhes davam destino certo. O local ficou conhecido por “Cemitério de Jumentos” pelo fato de se depositarem ali os corpos dos animais mortos. É provável que ainda hoje se encontre em alguma escavação ossos de jumento, pelo fato de terem sido colocados ali diversos animais. Rau Ferreira Fonte: -          Entrevista a Ailson Silva, segurança do Forum Samuel Duarte. Em 02/07/2011, às 10h16. As pedreiras de Esperança era em baixo do colégio Estadual. Ali onde era a casa de Coleguinha eram várias lagoas e pedreiras, a comunidade do Belo ...

Evaldo, o anônimo

Alguém já disse no passado que Esperança era um deserto de homens e idéias. Pensando melhor, mesmo no deserto encontramos uma nascente. E é desta água que nasce Evaldo Brasil, o grande ícone "oculto" da nossa cultura. Digo-o assim pois ele prefere a solidão do anonimato do que os olofotes ofuscantes da glória. Bom prá ele! Às vezes as luzes incandeiam e a gente não enxerga como deve. Em nossa cidade existem muitas pessoas assim, deslumbradas com o brilho de algo que é passageiro. Parabéns Evaldo, por se manter incólume e longe deste circo! Rau Ferreira

Esperança n'A Folha do Sertão

Encontramos o seguinte texto falando do município de Esperança n’A Folha do Sertão: “ Ter esperança é muito bom. Esperar que venha dias melhores, que as coisas se ajeitem da melhor maneira. Sempre querendo mais, sonhando com o impossível, planejando as possibilidades, realizando o possível. E, como diz o poeta: “amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada.” Ter sempre esperança que um dia a humanidade evolua mais em sentimentos que em produção de armamentos. É assim que devemos viver, o resto é bobagem. Viver tendo sempre esperança.             Esperança, prima caçula. Bonitinha, naquele vestido de chita, toda arrebitada, nos quinze “incompleto”.  E ele com quase treze, vez enquanto tava por perto da Esperança tão esperada. Esperança que nos ensaios de quadrilha de São João, dançaria com Esperança, com ela fazendo par. Quando, sem jeito, olha nos olhos dela derrete-se naqueles azuis, feito mel se espalhando no fubá. ...

Espera, esperada Esperança, poema de Evaldo Brasil

“Espera, esperada Esperança” _______________________________________________ País do carnaval, sem carne, sem matagal. País do futebol, sem pé nem cabeça, bola. Rola pela história sem rolamento – Juramento cumprido. Comprida será sua história Até que mereça a glória De nação solidária... Ah, malária! Ah, febre amarela! Ah, solitária angústia dos anjos e cândidos, Dos Augustos e Silvinos. ____________________________________________ Evaldo Pedro Brasil da Costa (Em 07 de agosto de 2007)

1953: Invasão de retirantes

O flagelo da seca sempre assolou a nossa região, mas no longínquo Sertão é que este fenômeno se faz sentir em maior intensidade. Na década de 50 muitos abandonaram a sua terra e foram em busca de oportunidades no brejo, chegando até as nossas paragens. Há 39 anos o jornal O DIA de Curitiba/PR, estampava em sua edição de capa uma notícia alarmante: Flagelados invadem uma cidade. Assim é que em 05 de março de 1953, o município de Esperança era tomado por uma legião de sertanistas que caminhavam a pé fugindo da seca voraz. O comércio tomado de surpresa baixa as suas portas, enquanto muitas das senhoras acolhiam casais servindo um pouco de água e alimento. As crianças como sempre eram as mais sôfregas com aquela situação, e por isso mesmo mereciam uma atenção redobrada. Às vésperas da feira grande algumas lojas de secos e molhados deixavam balaios e caçoas com algo para que fosse levado, poupando assim o já minguado rendimento. Aquelas pessoas agiam sob o impulso da fome – dizia...

Contrição, poema de Silvino Olavo

Bem sei quanto o pecado em min, Senhor, Fez-se excessivamente pecador! A carne é triste! E, quando a carne pede, Nossas alma humana quase sempre cede... Deste-me agora esta filosofia Que, da fusão da Dor e da Alegria, Sabe extrair, sem Dúvida e Ansiedade, A água divina da Serenidade. Fonte do Mal, em que bebi venenos, A Vida, hoje, me dá fluídos serenos. Para que eu traga em versos e canções, Consolo a alma dos tristes e dos bons! Louvado seja nome do Senhor! Silvino Olavo In : Revista de Língua Portuguesa, Volume 9 - Edição 51, Ed. União Editora: 1928, p. 122/126.

O que dizer de Joseilton Belarmino?

O que dizer de Joseilton Belarmino... que o conheci tão de perto, participei de programas radiofônicos e fui seu primeiro entrevistado na TV/Revista acerca do livro Silvino Olavo? O que dizer de uma figura carismática e simples? O que dizer de um excelente profissional, abnegado e responsável? O que dizer de sua passagem por esse mundo, no auge de seus 36 anos de idade? O que dizer de alguém desejoso em passar num concurso público e ingressar no mundo jurídica? Tudo aconteceu muito rápido e ainda não é difícil de entender. Joseilton em sua carreira meteórica cativou o público jovem e conquistou o respeito de muitos políticos calejados. Com um jornalismo inovador, deu voz ao povo e mudou – de certa forma – a maneira de pensar e agir de muita gente. Todos paravam para ouvi-lo ao meio dia e com todo bom formador de opinião, tinha os seus seguidores. Quis muitas vezes entrevistá-lo para o BlogHE, mas ele sempre se esquivava com uma desculpa ou outra. Talvez não se sentisse confortável...

Esperança: Anuário de 1932

Emancipado em 1925, Esperança ainda figura no Anuário de 1932 com dados estatísticos anteriores. A importância deste material que ora resgatamos, nos fornece subsídios para compreendermos melhor a sociedade esperancense daquela época. Eis os dados: Limites: ao Norte com Areia; a Leste, Alagoa Nova; ao Sul e a Oeste, Campina Grande. Distância entre a capital, em linha reta: 108 Km. E da sede municipal até o principal povoado: 9 km (Areial). Densidade: não figuram no quadro as cifras por ser o mesmo criação posterior ao Censo de 1920. População (Censo de 1920) Solteiros Casados Viúvos Ignorados Total 3.371 924 59 - 4.354 Instrução Primária Ano base Escolas Municipais Escolas particulares Número de Professores Matricula Masculino Feminino Total 1928 3 1 5 47 104 ...