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Postagens

Pedro: Bancando bicho com copo de vidro

Este é mais um dos "causos" que o povo conta.  Estava Pedro Pichaco numa cidade bancando “caipira”. Este jogo, que é bastante conhecido, se constitui tem uma mesa com seis bichos [avestruz, águia, cachorro, borboleta, burro e zebra] onde se jogam os dados e o apostador escolhe o animal pelo número subseqüente. Segundo dizem, Pedro armou a banca e não conseguia apostador algum e lá pelas tantas decidiu bancar o jogo com um copo de vidro, sempre repetindo: - Só vale o bicho que está no copo! Um cidadão vendo o bicho através do copo apostou 5 contos na zebra, tendo Pedro repetido as condições: “só vale o animal que está no copo, concorda?”.  O homem respondeu afirmativamente e aguardou. Quando Pedro levantou o copo o homem gritou: ganhei! Mas Pedro retrucou: - Você perdeu! - Como assim? Eu vi o bicho, apostei 5 contos nele e quando você levantou o copo deu a zebra! - Realmente, sua aposta zebrou! Eu disse só vale o animal que está no copo... meu amigo, estou com o c...

Antônio Silvino em Esperança

Antonio Silvino Manoel Batista de Morais (1875-1944) ficou mais conhecido pela alcunha de Antônio Silvino. Movido pelo sentimento de vingança dos assassinos de seu pai, o cangaceiro liderou o bando do seu finado tio Silvino Ayres e atuou em diversas cidades do compartimento da Borborema, entre elas Esperança. Era identificado como Leão do Norte, Rifle de Ouro, Mestre da Morte e outros epítetos. Sua conduta, porém, destacava-se dos demais bandoleiros: roubava dos ricos, fazia justiça às moças defloradas e jogava moedas para os pobres. Segundo relatos, certa vez Antonio Silvino apeou seus cavalos nas proximidades do SESP enquanto um de seus “cabras” procurou os comerciantes locais que lhe forneceram a ajuda necessária, no compromisso de abster-se de perturbar estas paragens . Alcançado o intento saiu sem deixar rastros. O “Capitão” considerava esta uma terra “ onde a gente é muito mansa ” (Chagas, p. 128). A vida e as proezas de Antonio Silvino foram contadas em versos por F...

Felipe Pajaú Soares

Felipe Pajaú Felipe Pajaú Soares é natural de Alagoa Grande. Mas reside em Esperança na comunidade de Massabiele há cerca de três anos, onde sua família materna tem origem. Este jovem de grande talento é artesão e desenhista, filho de Maria de Fátima Pajaú e Francisco Pereira Soares, e começou a desenvolver os seus trabalhos ainda criança: “ desde que peguei um lápis e um papel” , afirmou. Em 2009 ganhou o 1º lugar na categoria “ desenho” no III FestCordel e, a partir daí vem se dedicando fazendo diariamente inúmeros trabalhos. O caricaturista se inspira muito na arte de Fred Ozanam e no cotidiano. As suas charges são variadas e cheias de estilo, além disso confecciona bonecos ventríloquos e marionetes para teatro. Em 2011, estreou no Jornal “ A Folha de Esperança ” com seus cartuns. Nesse mesmo ano, gravou uma entrevista para a TV Borborema por intermédio de Carlos Almeida, e outra para a TV Itararé afiliada da TV Cultura na Paraíba. Desenho de Filipe para A Folha (Jan/...

Bom dia, Monsenhor Coutinho!

Padre Zé Coutinho (1953) Corria o ano de 1953, era um quarta-feira inusitada na cidade maravilhosa. Logo mais, pelas ondas da Rádio Tupi, seria anunciada a premiação “Honra ao Mérito” conferida a um clérigo parahybano, fundador de um instituto e figura expressiva na luta pelo bem estar social: Padre Zé, como era chamado com simpatia. Era um religioso de meia idade, calvo e rechonchudo; com dificuldades para se locomover, e um coração do tamanho [ou até maior] que o seu Estado natal. Partira para o Rio para receber a homenagem mais que merecida. Deixara em João Pessoa uma centena de pessoas, carentes de um abrigo e afeto cristão. Mas suas obras não se resumiam ao pão, oferecia instrução aos analfabetos, ofício à juventude e, crença aos descrentes! Era bom, enérgico e doce ao mesmo tempo. Não era à toa que viera de uma cidade chamada ESPERANÇA! A imprensa estampara em primeira mão: “Monsenhor José Coutinho é a grande força da assistência social em moldes modernos no Nordeste...

Sol: às voltas com um doido

O texto do jornal do Comércio do Recife – Às voltas com um doido – de autoria de João Dantas e, publicado em 07 de julho de 1930, a meu ver, não faz só referências ao antigo Presidente da Parahyba, Dr. João Pessoa Calvancanti, como também ao seu ilustre Chefe de Gabinete, o poeta Silvino Olavo. Com efeito, acometido de surtos esquizofrênicos, o vate foi internado algumas vezes durante a campanha que antecedeu a Revolução de ’30. Silvino foi o grande defensor dos ideais pessoenses. Combateu em longos discursos o nefasto imposto sobre o comércio que tanto prejudicou a Parahyba, contextualizando “A questão dos impostos parahybanos” no jornal A Província, de Pernambuco (junho de 1929). Como também nos discursos que fez no Teatro Santa Roza, citado pela imprensa local (A União: 04/09/1929), e nos comícios de Santa Rita e Barreiras, aclamando as candidaturas de Getúlio Vargas e João Pessoa, candidatos pela Aliança Liberal à Presidência da República (A União: 15/09/1929). Na cart...

Francisco Tancredo Torres

Tancredo Torres Francisco TANCREDO TORRES nasceu em Esperança em 18 de abril de 1928, filho de Joaquim Vitório Torres e Leonélia (Nely) de Gouveia Torres. A infância-adolescência viveu no Sítio Tanques de Remígio, de propriedade de seu genitor. Fundou jornais (O Labor, o Areiense), publicou livros (Meio século de música em Areia: 1995; Areia – Paróquia e Pároco – 40 anos: 1991; 60 anos da ex-Escola de Agronomia do Nordeste: 1996; Pedro Américo: 2001 e outros) e prefaciou as obras “O Sesmeiro do Jardim”, “Líricas e outras lembranças”, e editou diversas plaquetas. Cidadão Areiense (Lei Municipal n. 191/78), era sócio dos institutos Paraibano de Heráldica, Academia de Letras de Campina Grande, Histórico de Campina (Cadeira n. 20), Academia de Letras de Mossoró (correspondente), Sociedade de Cultura Musical da Paraíba (Benemérito) e Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba (Cadeira 17). Faleceu dia 01 de julho do corrente, deixando consternada a historioagrafia paraibana....

Esperança: Revolução de '30

A intentona de 1930 não passou despercebida em nosso município. Por aqui, comerciantes e políticos manifestavam apoio às candidaturas de João Pessoa e Getúlio Vargas. Dos arquivos de José Américo de Almeida selecionamos três telegramas enviados em apoio ao movimento: “De Esperança-PB N. 6 Pls. 15 Data 5 Hora 8,10 Povo solidário movimento. Reina calma. Saudações. Theotonio Costa” “De Esperança-PB N. 8 Pls. 26 Data 5 Hora 8,50 Instante alma nacional vibra orgulhosa movimento reivindicação ofereço meus serviços causa gloriosa Paraíba. Sds. Ignácio Rodrigues”. “De Esperança-PB N. 12 Pls. 21 Data 5 Hora 17 Solidário V. Excia. Governo renovadora ação dignificante invicto João Pessoa. Cordiais Saudações. Manoel Rodrigues”. Theotônio Tertuliano da Costa havia assumido a prefeitura em 1929, em sucessão ao ex-prefeito Manuel Rodrigues. Rau Ferreira Referências: - ESPERANÇA, Livro do Município de. Ed. Unigraf. Esperança/PB: 1985. - ANDRADE, Ana Isabel de Souza...

Sol: por ele mesmo!

Silvino Olavo Cotejei algumas passagens sobre o poeta SILVINO OLAVO em textos publicados na imprensa paraibana. Estes imprimem além do sentimento que lhe é peculiar, a autobiografia de si mesmo. Que o leitor tire suas próprias conclusões: 1) " Por mais indiferentes que parecessem à política as minhas tendências espirituais no Rio de Janeiro, onde tive a ventura de vos conhecer, enquanto, por uma  dolência amarga do subconsciente, as caravelas do Sonho singravam-me os plácidos  mares do pensamento, eu não podia deixar de ser, como fui, arrebatado pela visão miraculosa de um mundo novo, como a que serenou, há mais de quinhentos anos, a  angústia e o desprezo no espírito dos tripulantes de Colombo, ao avistarem terras de  América, vendo, como vi, descerrarem-se os velários e abrir, radiosamente, no cenário  político de minha terra, o sorriso límpido de uma esperança nova, a aurora  resplandecente de novas perspectivas amplamente libertas aos o...

Padre Zé: Candidato a santo!

Monsenhor José Coutinho - Padre Zé Monsenhor José da Silva Coutinho – o Padre Zé – pode se tornar o primeiro paraibano a ser consagrado santo. Nascido em Esperança, aos 18 dias do mês de novembro de 1897, filho do casal Júlio da Silva Coutinho e de Eusébia de Carvalho Coutinho; sobrinho do Arcebispo de Alagoas D. Santino Maia, era também afilhado do Vigário Geral da Arquidiocese da Paraíba, Monsenhor Odilon. Benemérito da ação social em nosso Estado, fundou o Instituto São José e um hospital que leva seu nome, ambas as instituições de ajuda aos mais necessitados. Também era músico, escritor e professor. Devoto incondicional de Nossa Senhora do Carmo, participou da fundação do Jornal “O Lábaro” e da orquestra “Regina Pacis”, e criou uma espécie de cooperativa para ajudar os seminaristas pobres junto ao Seminário da Parahyba. Em carta dirigida ao Monsenhor Palmeira, vigário de sua terra natal, relata a sua condição de pobreza: “ Não fossem meus males físicos e principalm...

Dona Regina: um centenário de vida e história

A história que vamos contar teve início em 1912... Dona Regina Alguns acontecimentos importantes marcaram aquele ano: o mundo ficou chocado com o acidente envolvendo o navio Titanic; o Brasil passava por uma guerra civil comandada pelo Presidente Hermes da Fonseca; nasceu o escritor Jorge Amado; o Santos Futebol Clube foi fundado; e a Paraíba tinha como governador Castro Pinto. No mesmo ano, no dia 12 de dezembro, no sítio Meia Pataca, que na época pertencia ao município de Areia, nascia a menina Regina Monteiro de Melo, a primogênita de um total de oito filhos do casal de agricultores Virgínio Monteiro de Melo e Aurora Monteiro de Melo. Depois dela nasceram Benjamim, Joca, Severino, Pedro, Tota – já falecidos - Maria, hoje com 94 anos e Sebastião, com 93. Após a morte de sua mãe e o novo casamento de seu pai, a família de Regina ganhou mais quatro irmãos: Marliene, Marliete, Juscelino e Roberto, que era o caçula dos irmãos e já faleceu. Durante a adolescência, Regina, n...

Biblioteca "Dr. Silvino Olavo" (E seu rico acervo)

A Biblioteca Municipal de Esperança “ Dr. Silvino Olavo ” possui um valioso acervo. Trata-se da coleção dos jornais da “A União” da Paraíba, que teve seu início na gestão do prefeito Manoel Rodrigues de Oliveira nos idos de 1925. Órgão oficial do governo da Paraíba, o jornal foi fundado pelo Presidente da Província Álvaro Machado em 1893. Este importante veículo de comunicação era na época “ o principal jornal da Paraíba ” (ALMEIDA, p. 189). Aliás, o periódico servia a uma série de coisas: publicavam atos oficiais, notícias, reclames, enfim faziam a interligação da Capital com o interior. E o seu suplemento de arte e literatura trazia além da moda parisiense os escritos dos mais importantes autores paraibanos, a exemplo de José Américo de Almeida. Os volumes desta coleção encontram-se encadernados e em bom estado de conservação, servindo a acadêmicos e historiadores. Suas páginas contam muito de nossa história. Ali encontramos, por exemplo, o discurso do Dr. Silvino Olavo – Esper...