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Cronologia do Futebol de Esperança.

1919 : Segundo uma versão, nesse ano teria surgido o primeiro time de futebol local, o “Epitácio Pessoa”, dirigido por Manoel Cavalcante de Melo (Yoyo de Biluca). 1923/1930 : O Potiguara e o União F. C. Fizeram parte da nossa história. 1925 : Surge o Vera Cruz F. C., de Basto de Tino e João Galdino. 1933 : O Soldado Melão chega a Esperança com sua “Bola de couro de onça pintada”, troféu de guerra da Revolução Constitucionalista. 1935 : Aparece no cenário futebolístico o Palestra F. C., dirigido por Basto de Tino e seu Novo. 1938/1940 : Dois clubes movimentaram o nosso futebol, o Botafoco (antigo “ Royal ”) de João Lira, e o Santa Cruz de Francisco Gonçalves de Lima, o popular Chico Pedão. 1941/1945 : Anos de glória do São Cristovão, antigo Comércio F. C. 1945 : Fundação do América Futebol Clube, a partir de uma dissidência do São Cristovão. 1946 : Em 21 de abril era oficializado o América F. C. 1951 : Inauguração da cerca de aveloz, no campo da lagoa, e ano da fundação do Vasco da Gama...

Forum "Dr. Samuel Duarte", setembro de 2009.

Açude Covão, Areial.

Curiosidades sobre Dom Palmeira.

Ao receber a notícia de sua nomeação episcopal, em 17 de março de 1980, guarda “Segredo Pontifício” até a nomeação no órgão oficial eclesiástico, o “L. Osseriatore Romano”. Na Matriz, não existiam bancos; as pessoas que possuíam recursos traziam cadeiras que se tornaram cativas, pois ninguém ousava sentar. Padre Palmeira então encabeçou uma campanha de esclarecimento e acabou com o privilégio. Quanto à destruição do antigo altar-mor da Matriz, foi uma determinação do Concílio Vaticano II que o Monsenhor Palmeira seguiu a risca. Em 1954 substituiu o nome de Caeiras para Massabielle. Rau Ferreira Fonte: - “Livro do Município de Esperança”, Ed. Unigraf, 1985, p. 70/71; - Revista “Esperança 82 Anos”, Ed. Jacinto Barbosa, novembro de 2007; - Revista Centenário da Paróquia, Ed. Jacinto Barbosa, 2008.

Inscrição da "Capelinha".

Samuel Duarte comenta "Sombra Iluminada", de Silvino Olavo.

" Sombra Iluminda " (1927) foi o segundo livro poético de Silvino Olavo . Na época, era comum os autores comentares a literatura nos jornais. Aliás, os periódicos serviam a uma série de coisas: publicavam atos oficiais, notícias, reclames, enfim faziam a interligação da Capital com o interior. E o suplemento de arte trazia a moda parisiense e os escritos dos mais imporantes autores, a exemplo de José Américo de Almeida. Este que encontramos no Jornal “ A Unão ” é de autoria do nosso conterrâneo Samuel Duartel , publicado na edição de domingo, 08 de janeiro de 1928. Conforme escreveu, alguém interrogara em certo ambiente: “ Quem é esse Silvino Olavo que publicou uma tal Sombra Iluminada ?”. Duas moças que se faziam acompanhar de um primo responderam em sussuros a um outro cidadão: que era um bacharel e que fazia versos e danças no Clube dos Diários, traduzindo-o por simpático e inteligente. Antes que outros se pusessem a decifrar o seu autor interveio o Dr. Samuel, conceituan...

Hino da padroeira de Esperança.

O Padre José da Silva Coutinho (Padre Zé) destacou-se como sendo o “ Pai da pobreza ”, em razão de suas obras sociais desenvolvidas na capital paraibana. Mas além de manter o Instituto São José também compunha e cantava. Aprendeu ainda jovem a tocar piano, flauta e violino, e fundou a Orquestra “Regina Pacis”, da qual era regente. Entre as suas diversas composições encontramos o “ Novenário de Nossa Senhora do Carmo ” e o “ Hino de Nossa Senhora do Bom Conselho ”, padroeira de Esperança, cuja letra reproduzimos a seguir. Rau Ferreira HINO DE NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO (Padroeira de Esperança) VIRGEM MÃE DOS CARMELITAS, ESCUTAI DA TERRA O BRADO, DESCEI DE DEUS O PERDÃO, QUE EXTINGUA A DOR DO PECADO. DE ESPERANÇA OS OLHOS TERNOS, FITANDO O CÉU CÔR DE ANIL, PEDEM VIDA, PEDEM GLÓRIA, PARA AS GLÓRIAS DO BRASIL! FLOR DA CANDURA, MÃE DE JESUS, TRAZEI-NOS VIDA, TRAZEI-NOS LUZ; SOIS MÃE BENDITA, DESTE TORRÃO; LUZ DE ESPERANÇA, TERNI CLARÃO. MÃE DO CARMO E BOM CONSELHO, GLÓRIA DA TERRA E DOS...

Conjugação, poema de Karl Marx Valentim.

O poeta Karl Marx Valentim dos Santos teve este linda composição publicada em 2000 no livro “ Seleções Poéticas ”, da Editora J. Anesi.Muito versátil, o poema passeia nos modos e tempos verbais, descrevendo o seu mundo amoroso. Rau Ferreira CONJUGAÇÃO Canto a canção que cantas Um pássaro canta, cantamos Mas vós cantais como cantam as matas Neste indicativo presente somos Músicos do verbo desta serenata. Só eu era apaixonado, nos amamos Eras a deusa do amor mais sensata Era o tempo em que éramos enamorados Éreis de ser por mim decantada No bálsamo das minhas canções nos anos Que o imperfeito do meu ser retrata. Fui a procura de ti, senti tua falta Fostes te esconder em um mundo além dos sonhos Foi a lágrima a companheira nata Ela e eu fomos amigos no desengano Para onde fostes!? Oh! doce ingrata Que contigo foram todos os desejos Perfeito plano de fuga me maltrata. Karl Marx Valentim dos Santos Fonte: - “Seleções Poéticas (1999/2000), Ed. J. Anesi Edições, 2000, pg. 54.

Gruta Nossa Senhora de Lourdes, Igreja Matriz.

Esperança das sesmarias.

De 1713 até 1753 foram requeridas várias Sesmarias onde atualmente encontra-se sediado o município de Esperança, compreendendo a de Lagoa de Pedra, de Umbigada, de Lagoa Verde e a de Banabuié, medindo cada uma 3 (três) léguas de comprimento por 1 (uma) de largura. O historiador esperancense João de Deus Melo narra que " da Sesmaria de Banabuié nasceu uma fazenda de igual nome, que perdurou até 1860 ”. A partir de então teve origem uma pequena povoação onde também se organizara uma pequena feira. Com a construção de uma capela, sob a invocação de “ Nossa Senhora do Bom Conselho ”, o povoado foi ganhando força até que foi elevado à condição de Vila e posteriormente, de Cidade (1925). Suas denominações foram: Banabuié (até 1870); Boa Esperança (1872) e, finalmente, ESPERANÇA (1908). Para o paraibano Irineu Joffily, citado por João de Deus Melo [1] “ devia-se ter conservado o nome indígena de Banabuié, e não ter mudado para o de Esperança sem motivo plausível e por mais auspicioso que...

Dogival Belarmino Costa

Dogival Belarmino Costa, Dogival Costa como era mais conhecido, nasceu no dia 20 de abril de 1908, sendo filho do casal Silvino Belarmino da Costa e de Ana Pereira da Costa. Casou-se em primeiras núpcias com Rita Dias Costa, tendo por sogro o famoso Candido Raimundo Freire, um dos homens mais ricos da antiga Vila de Esperança e um dos primeiros a possuir um rádio receptor. Viúvo, contraiu segundas núpcias em 10 de Outubro de 1955, pelo regime da comunhão de bens, com a Sra. Maria das Neves Cunha, nascida em 10/10/1923, filha de João Celestino da Silva e de Carolina Maria da Cunha. Com o matrimônio, sua cônjuge passou a chamar-se Maria das Neves Costa, que junto com o marido assumiu a comercialização de tecidos nas feiras livres e logradouros públicos. Mais tarde ela tornou-se uma importante artesã e fomentadora das atividades culturais de nossa cidade e professora da Escola de Artesanato local. Como comerciante de roupas e tecidos, Dogival Costa fixou residência na Rua Juviniano Sobrei...

Praça João Pessoa Filho, próximo a Biblioteca Municipal.

Rua Matias Fernandes, antiga casa de seu Domingos F. Queiroz.

Praça Antonio Bezerra, antiga "Praça da Televisão".

Escola Estadual "Irineu Jóffily"

A Escola Estadual de Ensino Fundamental “ Irineu Joffily ” surgiu em Esperança no ano de 1932, criada por força do Decreto nº 288 com a denominação de “ Grupo Escolar ”, tendo a senhora Maria Emília Cristo da Silva como primeira professora, a quem sucederam: Lídia Fernandes, Silvia Sobreira Coelho, Esdras Urbano, Adília Urbano, Cila Souto, Maria Emilia Virgolino e Oneide de Luna Freire. Luiz Alexandrino foi diretor deste estabelecimento de ensino por muitos anos. A Escola é uma das maiores do município e passou recentemente por uma ampla reforma. Fica localizada no centro da cidade, mais precisamente na Rua Juviniano Sobreira, em frente a Praça Dogival Costa . Dotada de uma boa infraestrutura, funciona nos três turnos: manhã, tarde e noite, com um grande número de alunos. Atualmente é dirigido pela professora Edite, eleita por votação. A escola também possui um blog: http://eeefij.blogspot.com/ , que é administrado pelo professor Evaldo Brasil e conta com a participação do alunado, que...

Foto do mês: Escola Irineu Joffily, 1932.

Balada da lâmpada que oscila, poema de Silvino Olavo.

Sob o título “ Eremitas da Nova Era ”, Alpheu Rabello cita em seu artigo publicado no Jornal “ A União ”, de 14 de setembro de 1930, o poeta Silvino Olavo , na época, um dos colaboradores da Revista “ Nova Era ”. E ao publicar duas de suas composições, extraídas do livro “ Cysnes ”, comenta que esta obra representa “ um punhado de belezas do ritmo e do pensamento, que revela esplendores de suaves e ardentes alegrias e ais cortantes de requintada dor estética ”. Transcrevemos a seguir um dos poemas publicados naquele periódico, de autoria de Silvino Olavo da Costa : BALADA DA LÂMPADA OSCILANTE “Vivo a mágoa das horas vesperais que explodem na Dor, como em cristais a luz que se refrange e cintila; dentro da mágua em que minh'alma anseia, é-me a fé luz mortiça de candeia e a vida é como a lâmpada que oscila. Na balada das folhas outonais, ulula o vento, na copa dos chopais, onde, às vezes, em cólera sibila; e fico olhando o incendio que se ateia nas minhas construções por sobre a arei...

Selo em homenagem a José Ramalho da Costa.

Em 2004 o Clube Filatélico Maçônico de Brasília lançou uma peça comemorativa de extrema importância para a nossa história. Trata-se do selo em homenagem aos 86 anos de nascimento do comerciante e desportista José Ramalho da Costa . Este cidadão esperancense foi um dos homens mais importantes e influentes de nossa Cidade, e como grande incentivador do esporte local, presidiu o América Futebol Club de Esperança por vários anos. Embora a agremiação tenha ganhado personalidade jurídica em 1953, somente na sua administração (1954) é que o clube tomou projeção no cenário esportivo. Francisco Cláudio de Lima, com muita propriedade, registrou em seu livro (50 Anos de Futebol e etc) que a história do América se divide em duas fases: antes e depois de José Ramalho. Ele foi o responsável por implantar o profissionalismo no clube, que na época contou com mais de quinze atletas em seu departamento esportivo, além de haver contribuído para a construção do Estádio que hoje leva o seu nome, inaugurado...

Um encontro do Índio Cariri com o Poeta dos Cysnes.

O poeta e jornalista Evaldo Brasil escreveu um belíssimo cordel. Na sua composição ele imaginou um encontro surrealista entre o Índio Carriri (pseudônimo de Irineu Joffily) e o poeta dos Cisnes, Silvino Olavo. Segundo o seu autor, em 1969 Silvino teria deixado o ostracismo e retornado à pátria celestial. “ Imagina-se aqui uma saída modesta, uma chegada triunfal e um diálogo sobre as lutas de Irineu e o planejamento da reencarnação deles, em missão ”, justificou. Em sete estrofes, ele desenha a saga destes dois paraibanos ilustres e sua chegada ao céu. Neste ano em que se comemora 40 anos de morte de Silvino Olavo, nada melhor do que lembrar a sua passagem em versos. Rau Ferreira Um encontro do Índio Cariri com o Poeta dos Cisnes (Irineu Joffily recebe sorrindo Silvino Olavo da Costa) I Quando Silvino morreu Sem registro de emoção Vivia fora do glorioso Tempo da emancipação. Imagino pouca gente No enterro daquele ente Em modesta situação. II Quando Silvino ascendeu Teve alta proclamação...

Escola Dom Palmeira, Praça da Cultura.