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Esperança de cantos e contos, livro de Pedro Dias


O Município de Esperança ganha mais uma obra poética com crônicas que nos remete ao seu passado. Pedro Dias do Nascimento, que muito tem contribuído para o resgate histórico de nossa cidade, publica agora o seu primeiro livro “Esperança de Cantos e Contos”.

Nele ele canta as suas musas, lembra dos lugares, parentes e amigos; as brincadeiras da infância e os namoros da adolescência com muito entusiasmo.

A felicidade é um encanto a parte, com homenagens às mães, às flores e as manhãs... A natureza é vista no “Baobá solitário” e no “Cajueiro amigo”.

O “Irineu Jóffily” é revisitado, assim como a casa de seu Dogival, onde morava o seu querido “Bufé”. E nisso sou grato pela homenagem. Nós sabemos bem o quanto ele privava de sua amizade. Guarde na memória aqueles bons momentos da rapaziada...

São muitos personagens da velha guarda, como os Pichacos, Estelita, Três Motor, Maria Beleza e Farrapo, os quais são mencionados com um ar de saudosismo. E o “Palhaço Alegria”? Que crônica imperdível!

José Leal – o repórter ganhador de dois prêmios Esso de Jornalismo – é citado com maestria. Aliás, se esses dias Zé Leal tem sido lembrado é graças ao seu incansável esforço.

Os “cantos e encantos” de sua vida. Tudo é milimetricamente contado em sua escrita. Dá gosto de ler. Nada mais não posso dizer. Ao menos por enquanto, pois não tenho ainda a obra em mãos, apenas uma “boneca” que me foi encaminhada para análise antes da finalização do trabalho gráfico.

Perdoe-me Pedro, por não ter feito o prefácio de seu livro. Não sei onde estava com a cabeça que perdi esta oportunidade. Como disse-lhe, não é do meu feitio, deve ter havido uma falha na nossa comunicação agravada pelo fato de ter perdido as mensagens quando o meu celular deu defeito. As dicas que lhe dei quanto a organização deste compêndio e certos ajustes, valeram a pena? Espero que sim.

Creio que Deus governa todas as coisas e se não foi possível fazê-lo de certo há uma razão para isso. No entanto, espero que tomes gosto e que novos livros sejam publicados e quem sabe dessa vez não tenha o privilégio de escrever a sua abertura, caso venhas a conceder-me (novamente) esta honra.

Parabéns, Pedro Dias! Seja bem vindo ao rol dos escritores esperancenses ao lado de Silvino Olavo, Epaminondas Câmara, Egídio Lima, Maria da Paz Ribeiro Dantas, João Thomas Pereira, Magna Celi, Evaldo Brasil, Egberto Vital, Inácio Gonçalves e tantos outros que tem brilhado na nossa literatura.

 

Rau Ferreira

 

 

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