E quem não conheceu ESTHELYTA, no final da década de 50 para os primórdios da década de 60? Eu também a conheci nessa época! Essa figura notabilizou-se na pequena e pacata cidade de Esperança, pelos comentários acerca da sua infeliz trajetória romântica. Mulher de uma estatura acima da média entre dezenas, apesar dos desgastes impostos pelo tempo, ainda se mostrava com traços de um corpo morfologicamente escultural que fora em épocas remotas, e de cuja beleza somente o passado seria capaz de comprová-la. Às vezes, quase sempre à boquinha da noite, a via chegando ou saindo embriagada de uma residência bem próxima à oficina do ferreiro Severino de “Tim Tino”, na Rua do Irineu, falando de figuras políticas importantes da nossa Capital. É mister relatar que nesta residência moravam parentes que se lhes fora solícitos dando-lhe abrigo numa época de visível sofrimento, de um infeliz fracasso e desventura romântica em que não mais exibia a beleza dos tempos atrás. Infeliz e pobre ESTHELYT...
Cidade. Esperança. Parahyba. Brasil.