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Esthelyta, a "infeliz dama" esperancense (PS. Dória)

E quem não conheceu ESTHELYTA, no final da década de 50 para os primórdios da década de 60? Eu também a conheci nessa época! Essa figura notabilizou-se na pequena e pacata cidade de Esperança, pelos comentários acerca da sua infeliz trajetória romântica.

Mulher de uma estatura acima da média entre dezenas, apesar dos desgastes impostos pelo tempo, ainda se mostrava com traços de um corpo morfologicamente escultural que fora em épocas remotas, e de cuja beleza somente o passado seria capaz de comprová-la. Às vezes, quase sempre à boquinha da noite, a via chegando ou saindo embriagada de uma residência bem próxima à oficina do ferreiro Severino de “Tim Tino”, na Rua do Irineu, falando de figuras políticas importantes da nossa Capital.

É mister relatar que nesta residência moravam parentes que se lhes fora solícitos dando-lhe abrigo numa época de visível sofrimento, de um infeliz fracasso e desventura romântica em que não mais exibia a beleza dos tempos atrás.

Infeliz e pobre ESTHELYTA! Ouvíamos quase sempre no seu estado de ébria desconsolada falar do Ex-presidente João Pessoa numa demonstração de que fora em tempos passados a ele ligada por um elo de amizade, apreço e consideração, ou quiçá, quem sabe…!?

Uma ou outra vez também a ouvia falar do nosso eterno vate Silvino Olavo, elegendo-o como seu namorado, que fora ou que era, no momento (nas suas fantasiosas frases de ébria), talvez pelo fato de, além de conterrâneo, naquela época o nosso Silvino ainda está ativo e consciente da sua razão como chefe de gabinete, operando com prestígio absoluto como poeta, jurisconsulto e político daquele governo, que fora.

 

P.S. de Dória

 

Sobre Esthelyta escrevi um texto que informa melhor alguns pormenores.

Leio-o acessando o link: https://historiaesperancense.blogspot.com/2017/09/o-romance-de-esthelyta.html

Comentários

  1. Comentário de Pedro Dias do Nascimento, via WhatsApp em 22/02/2023: "Li o seu texto, Rau! (referindo-se a minha publicação: "O Romance de Esthelyta"). Tomei conhecimento de detalhes outros da "INFELIZ DAMA DA NOITE" Esperancense!
    Detalhes outros que eu sabia que existiam, porém não tinha conhecimento. Eu e tantos outros colegas Esperancenses da época conhecíamos a "NANA BESOURO", a principal Cafetina do "Vai Quem Quer" ou "Manichula" de Esperança, onde recebia, em finais de semanas, as prostitutas mas bonitas e novas de outras cidades paraibana, algumas delas até ficavam por um período mais longo ali abrigadas, sob o domínio da cafetina, motivo porque o bordel era tão frequentado pelos homens da terra e até de fora.
    Obrigado! Parabéns pelo seu texto, Rau!". Pedro Dias.

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