Pular para o conteúdo principal

Disco: A Voz de Diogo

Contracapa do disco lançado em 1991

Gravado em 1991 pela Sony Music e produzido por Ednaldo do Ebypto, Carlos Anísio e Raimundo Nonato Batista, o disco registra a voz inconfundível do seresteiro esperancense DIOGO BATISTA.
O vinil que se tornou raridade tem direção musical de Odair Salgueiro e mixagem de Edmar Lira, e foi produzido nos Estúdios DB-3, em Pernambuco, e Tome Nota na Paraíba, com participação especial de Walter Albuquerque no acordeon.
Na relação musical, temos clássicos como “Nada além”, “Maria Betânia”, “Gente humilde”, “Folha morta”, “Deusa da minha rua”, “Carinhoso” e “Número um”, além das belas canções: “Sete cantigas”, de Vital Farias; “Fantasia”, de Carlos Anísio e Ednaldo do Egypto, e “Chora”, de Zé Pequeno.
Em sua carreira Diogo Batista ganhou vários troféus e recebeu muitas homenagens. Apresentou-se na Rádio Tabajara e também brilhou nos palcos da AABB e do Teatro Santa Rosa na capital paraibana.
Era casado com a Sra. Jacyra Batista, com quem teve cinco filhos. Faleceu aos 83 anos, mas será sempre lembrado como “A voz de ouro da seresta”.

Rau Ferreira

Comentários

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentário! A sua participação é muito importante para a construção de nossa história.

Postagens mais visitadas deste blog

A menor capela do mundo fica em Esperança/PB

A Capelinha. Foto: Maria Júlia Oliveira A Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está erigida sob um imenso lajedo, denominado pelos indígenas de Araçá ou Araxá, que na língua tupi significa " lugar onde primeiro se avista o sol ". O local em tempos remotos foi morada dos Índios Banabuyés e o Marinheiro Barbosa construiu ali a primeira casa de que se tem notícia no município, ainda no Século XVIII. Diz a história que no final do século passado houve um grande surto de cólera causando uma verdadeira pandemia. Dona Esther (Niná) Rodrigues, esposa do Ex-prefeito Manuel Rodrigues de Oliveira (1925/29), teria feito uma promessa e preconizado o fim daquele mal. Alcançada a graça, fez construir aquele símbolo de religiosidade e devoção. Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, Bispo da Paraíba à época, reconheceu a graça e concedeu as bênçãos ao monumento que foi inaugurado pelo Padre José Borges em 1º de janeiro de 1925. A pequena capela está erigida no bairro da Bele...

A Pedra do Caboclo Bravo

Há quatro quilômetros do município de Algodão de Jandaira, na extrema da cidade de Esperança, encontra-se uma formação rochosa conhecida como “ Pedra ou Furna do Caboclo ” que guarda resquícios de uma civilização extinta. A afloração de laminas de arenito chega a medir 80 metros. E n o seu alto encontra-se uma gruta em formato retangular que tem sido objeto de pesquisas por anos a fio. Para se chegar ao lugar é preciso escalar um espigão de serra de difícil acesso, caminhar pelas escarpas da pedra quase a prumo até o limiar da entrada. A gruta mede aproximadamente 12 metros de largura por quatro de altura e abaixo do seu nível há um segundo pavimento onde se vê um vasto salão forrado por um areal de pequenos grãos claros. A história narra que alguns índios foram acuados por capitães do mato para o local onde haveriam sucumbido de fome e sede. A s várias camadas de areia fina separada por capas mais grossas cobriam ossadas humanas, revelando que ali fora um antigo cemitério dos pr...

História de Massabielle

Capela de Massabiele Massabielle fica a cerca de 12 Km do centro de Esperança, sendo uma das comunidades mais afastadas da nossa zona urbana. Na sua história há duas pessoas de suma importância: José Vieira e Padre Palmeira. José Vieira foi um dos primeiros moradores a residir na localidade e durante muitos anos constituiu a força política da região. Vereador por seis legislaturas (1963, 1968, 1972, 1976, 1982 e 1988) e duas suplências, foi ele quem cedeu um terreno para a construção da Capela de Nossa Senhora de Lourdes. Padre Palmeira dispensa qualquer apresentação. Foi o vigário que administrou por mais tempo a nossa paróquia (1951-1980), sendo responsável pela construção de escolas, capelas, conclusão dos trabalhos do Ginásio Diocesano e fundação da Maternidade, além de diversas obras sociais. Conta a tradição que Monsenhor Palmeira celebrou uma missa campal no Sítio Benefício, com a colaboração de seu Zé Vieira, que era Irmão do Santíssimo. O encontro religioso reuniu muitas...

Antônio Nogueira

Por Davi Lucas   “VENI; VIDI; VICI". Acredito que toda guerra tenha seu fim, mas apenas um vencedor. A vida é assim - devemos ser agressivos com os nossos desafios até que possamos dizer; 'eu vim; eu vi; eu conquistei'. E, acho que um dos homens de honradez que poderia proferir as palavras de Júlio César seria: ANTÔNIO NOGUEIRA DOS SANTOS. Homem de vida larga, mas infelizmente curta - foi nesse axioma que Nogueira fez a sua vida desenvolvimentista. Aos 12 anos, sentiu na flor da pele as dores de sair de casa para conquistar um novo mundo e desenhar uma mais que abrilhantada história. De fato, no seu cerne, já havia um grande progressista em formação - em dado momento; foi para o estado do Acre, onde participou do Ciclo da Borracha e conheceu a filha de um Boticário: Iracema, mãe de seus filhos. Assim, em constante dinamismo, tornou à Esperança e fundou a Nogueira & Cia, transformando-se em: produtor agropecuário, comprador e exportador de Agave - sendo ...

Controvérsia religiosa em Esperança: o desafio de Frei Damião

  A controvérsia religiosa entre Frei Damião de Bozano e o pastor evangélico Synésio Lyra se iniciou no Município de Esperança, quando o frade em uma de suas missões, realizada em março de 1935, incitou o povo a não manter “ transações comerciais ” com os protestantes. O número de evangélicos era bem pequeno, pois a semente do evangelho apenas se iniciou em 1922, quando dois missionários da Igreja Congregacional de Campina Grande se deslocaram até o Sítio Carrasco, fundando uma pequena comunidade, de onde surgiu a 1ª Igreja Congregacional de Esperança. À época os missionários andavam em lombos de burros-mulos, e os irmãos quando queriam participar da ceia do Senhor, enfrentavam à pé os 25 Km que separavam as duas cidades. Em praça pública, na última noite, Damião benzeu rosários, velas e medalhas dos fieis e, para garantir que eles obedecessem a ordem, fizeram juras “ solene à Santíssima Virgem ”. A multidão atendeu prontamente. Ninguém podia vender ou comprar bens dos protes...