Em se tratando de história de cunho macabro a exemplo de cemitério, velórios, caixões de defuntos e mortuárias, há inúmeros episódios a serem narrados por pessoas que viveram presentemente essas façanhas. Vivi numa época em que na cidade ou na zona rural muitos morriam e a família não podia comprar um ataúde. O esquife era uma surrada rede pendurada num caibro roliço apoiada em ombros de carregadores que se revezavam ao longo do trajeto fúnebre. Mas, havia para esses casos uma solução: No cemitério mantinha-se guardado um pequeno estoque de três ou quatro caixões rústicos, de madeira pesada, que eram emprestados para as famílias conduzirem os seus mortos. Chegando ao cemitério, à beira da cova, tiravam do caixão o cadáver o qual vinha envolto num surrado lençol e desciam o corpo à sepultura. Fatídico cenário! Em meio à sequência desta descrição, relato que na minha infância de menino pobre, depois de desistir como ajudante de sapateiro, viví a experiência de trabalhar também com...
Cidade. Esperança. Parahyba. Brasil.