Revista da Cidade, Ano III, N. 106 "Silêncio! Anayde Beiriz!!! Puxa que falta de ar!" Silvino Olavo Ela era chamada de “Pantera dos olhos dormentes” e para alguns foi o pivô da Revolução que destituiu o governo da Parahyba e derrubou um presidente, colocando fim na hegemonia do “Café com leite”, movimento político que alternava São Paulo e Minas Gerais nos destinos da nação. Seu nome: Anayde Beiriz! Autora de poemas modernistas, publicados em revistas do sul do país, a jovem também é considerada o maior símbolo do feminismo paraibano. Era a favor do divórcio e do direito ao voto da mulher e, portanto, a frente de seu tempo. Certamente, era um ícone para as amigas: Analice Caldas, Amelinha Theorga e Nininha Norat. Anayde era tudo isso e muito mais. Era a rainha da beleza, título que conquistou no concurso do jornal “Correio da Manhã”. A professorinha retratada no filme “Paraíba mulher macho” (Tizuka Yamazaki/José Jóffily: 1984) participava ao lado do “Grupo dos N...
Cidade. Esperança. Parahyba. Brasil.