Pular para o conteúdo principal

Primeira linha de ônibus

O transporte público é uma concessão do Estado para exploração comercial. Nos anos 30, eram poucas as linhas e precárias as estradas. Muitos municípios mantinham “caixas” (contas) para construção, manutenção e abertura de rodagens. A maioria delas era carroçável, ou seja, permitia apenas o trânsito de carroças.
A primeira linha de ônibus que se tem notícia em Esperança data de 1932. Trata-se da concessão explorada pela empresa “Auto Viação Parahybana”, pertencente a S. Nogueira.
Em janeiro daquele ano, a firma anunciava a inauguração da linha de transporte público via Esperança, com o seguinte itinerário: Campina Grande, Logoa de Roça, Esperança, Lagoas (Remígio), Areia e Várzea Nova.
A viação anunciava que os ônibus partiam de “Campina via Alagoa Nova, às 7 horas, e prosseguem viagem à capital, chegando às 12,30 e voltam às 14 horas, um via Areia-Esperança outro Alagoa Nova”.
Com “carros novos e confortáveis”, a empresa tinha sede na Praça Álvaro Machado, em João Pessoa, e as informações era prestadas no Hotel Luzo, pelo agente responsável.

Rau Ferreira

Fonte:

- A UNIÃO, Jornal. Edição de 09 de janeiro. Parahyba do Norte: 1932.

Comentários

  1. Caro Rau, excelente pesquisa! Os esperancenses não sabem disso. Você me trouxe inspiração, com essa publicação,para fazer uma outra publicação em meu blog, sobre os primeiros transportes de Esperança a Campina Grande.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentário! A sua participação é muito importante para a construção de nossa história.

Postagens mais visitadas deste blog

Toinho da Cocheira, por Pedro Dias

Vizinho a casa que Tutu construiu, na praça Dom Adauto, à direita de quem vai para a maternidade, existia uma cocheira e uma casinha de taipa. Nela morava uma senhora com o filho, que todos chamavam de “Toinho da Cocheira”. O nome da mãe dele era dona Lambú, uma velha rezadeira. Certa feita, ela rezou por mais de mês o meu pé inchado de uma queda que sofri da cisterna da Escola Irineu Jóffily, brincando com “Cem de Tutu”. Um correndo atrás do outro. Me arrebentei todo dessa queda. Lembro-me como se fosse hoje. Com um pedaço de pano sobre o meu pé e uma agulha cosendo o pano, ela dizia: - Que cozo? Eu respondia: Carne triada! Isso, por muitas vezes, todo o dia, por mais de mês. Toinho da Cocheira era um molecão de 17 pra 18 anos que guardava os jumentos dos outros sitiantes nos tocos de paus por ali existentes, na cachoeira, enquanto eles iam fazer a feira, para ganhar alguns mil réis!   Pedro Dias do Nascimento Poeta e escritor

Genealogia da família DUARTE, por Graça Meira

  Os nomes dos meus tios avôs maternos, irmãos do meu avô, Manuel Vital Duarte, pai de minha mãe, Maria Duarte Meira. Minha irmã, Magna Celi, morava com os nossos avós maternos em Campina Grande, Manuel Vital Duarte e Porfiria Jesuíno de Lima. O nosso avô, Manuel Vital Duarte dizia pra Magna Celi que tinha 12 irmãos e que desses, apenas três foram mulheres, sendo que duas morreram ainda jovens. Eu e minha irmã, Magna discorríamos sempre sobre os nomes dos nossos tios avôs, que vou colocar aqui como sendo a expressão da verdade, alguns dos quais cheguei eu a conhecer, e outras pessoas de Esperança também. Manuel Vital e Porfiria Jesuíno de Lima moravam em Campina Grande. Eu os conheci demais. Dei muito cafuné na careca do meu avô, e choramos sua morte em 05 de novembro de 1961, aos 72 anos. Vovó Porfiria faleceu em 24 de novembro de 1979, com 93 anos. Era 3 anos mais velha que o meu avô. Nomes dos doze irmãos do meu avô materno, Manuel Vital Duarte, meus tios avôs, e algum...

Ruas tradicionais de Esperança-PB

Silvino Olavo escreveu que Esperança tinha um “ beiral de casas brancas e baixinhas ” (Retorno: Cysne, 1924). Naquela época, a cidade se resumia a poucas ruas em torno do “ largo da matriz ”. Algumas delas, por tradição, ainda conservam seus nomes populares que o tempo não consegue apagar , saiba quais. A sabedoria popular batizou algumas ruas da nossa cidade e muitos dos nomes tem uma razão de ser. A título de curiosidade citemos: Rua do Sertão : rua Dr. Solon de Lucena, era o caminho para o Sertão. Rua Nova: rua Presidente João Pessoa, porque era mais nova que a Solon de Lucena. Rua do Boi: rua Senador Epitácio Pessoa, por ela passavam as boiadas para o brejo. Rua de Areia: rua Antenor Navarro, era caminho para a cidade de Areia. Rua Chã da Bala : Avenida Manuel Rodrigues de Oliveira, ali se registrou um grande tiroteio. Rua de Baixo : rua Silvino Olavo da Costa, por ter casas baixas, onde a residência de nº 60 ainda resiste ao tempo. Rua da Lagoa : rua Joaquim Santigao, devido ao...

João Benedito: trajetória e legado

A trajetória de João Viana dos Santos (1860 - 1943) constitui um dos capítulos mais expressivos da poesia popular nordestina. Conhecido pelo pseudônimo de João Benedito , este cantador era respeitado pela sua habilidade de criar versos e seu jeito irreverente. Nasceu escravo, na antiga vila de Banabuyé (atual Município de Esperança), porém foi alforriado por seu senhor que lhe ensinou a ler. Dizia-se ter boa memória e “peito fino” e glosava abertamente. O historiador e folclorista Luiz da Câmara Cascudo cita-o em seu livro (CASCUDO: 1939, p. 153) e reproduz um desafio que o poeta popular manteve com Antônio Correia Bastos. José Alves Sobrinho reforça sua importância regional, colocando-o entre os grandes cantadores do brejo paraibano, ao lado de Antônio Ferreira da Cruz e Romano Elias da Paz. O Dicionário Literário da Paraíba (SANTOS: 1994) registra que ele cantou com figuras como Zé Duda, Antônio Lamparina Cabeceira, Claudino Pimenteiro, João Melchíades e Josué da Cruz . Su...

Velhos Cristãos Novos de Esperança

Expulsos de sua pátria pela perseguição imposta durante o “Santo Ofício” (Inquisição), aportaram no Nordeste uma plêiade de Judeus que temendo a própria vida ocultaram as suas origens e aderiram a fé católica. Covertidos à força – daí à origem “Marramo” (Anussim) –, passaram a denominar-se “Cristão Novo”, embora permanecessem em seu interior com as práticas do seu passado. Adotaram na brasilidade prenomes de acordo com o velho testamento, prevalecendo o nome “José” dentre aqueles hebreus; e por sobrenome Dias, Rodrigues, Pereira e Costa. Muito embora estes por si só não seja um indicativo, necessitando um estudo genealógico. Todavia, guardaram hábitos e costumes que lhes denunciam: aversão a carne de porco e de sangue abatido dos animais e os cuidados com os mortos lembrando a purificação judaica. Sobressaem dessa época algumas crendices: se passasse sobre uma criança, deveria passar de volta, senão ela não cresceria; não deixar tesouras abertas, nem sapatos virados na casa; coça...