Irineu
Jóffily mantinha profundas relações com o Município de Esperança. Isto é
inegável. A sua família costumava passar “os invernos em um pequeno
sítio à sombra de imensa rocha, que guarda um pouco de umidade para os
terrenos do nascente. O local era conhecido por Banabuié”
(Jóffily: 1892).
Por
esta razão dizem ter “Nascido na casa das lascas, Banabuyê, fazenda Lajedo,
lugarejo de Pocinhos, hoje município de Esperança” (PBLetras: 2002).
Além
disso, na sua linha ascendente paterna, havia Barbara Maria da Pobreza,
proprietária de terras em Gravatazinho de Esperança e metade do Sítio Oriá
(Areial), nas testadas do olho d’água do Brabo, de onde vem Manoel do Brabo,
vaqueiro de confiança de Zé Luiz e responsável por levar o pequeno Irineu à
escola do Padre Rolim, em Cajazeiras. De onde provém o seu amor pela geografia
paraibana. A esse respeito, assinalamos a seguinte nota:
“A
afirmar essa sua vocação exótica ou inesperada pela geografia está aquela sua
primeira viagem, que, por oito dias, fez, a cavalo de Esperança a Cajazeiras,
quando, ainda menino de 12anos, ou seja, em 1885, foi, sob a guarda de Manuel
do Brabo, internar-se nocolégio do padre Rolim” (PBLetras: 2003, grifei).
Casara-se
com Rachel Olegária, filha do Capitão João Martins Torres, criador de gado e
proprietário das terras de Riacho Amarelo. E aqui, segundo os mais antigos,
vinha sempre a visitar o seu cunhado Bento Olímpio Torres, que residia no
casarão construído no final da rua Banabuyé (atual Silvino Olavo).
Irineu
ainda mantinha amizade com José Antunes Brandão, pároco da Paróquia de Alagoa Nova
e correspondente do seu jornal, da qual Esperança era termo e freguesia.
Em
seu jornal GAZETA DO SERTÃO, Joffily muitas vezes mencionara estas paragens. E
sempre que podia, referia-se ao topônimo de Banabuyé, que na sua opinião
deveria ter sido conservado por mais auspicioso que fosse o nome atual (Notas
sobre a Parahyba: 1892).
Naquele
periódico, encontramos referências locais, por exemplo: os logogrifos do
professor Juviniano Sobreira (1888/89), a notícia de três assassinatos por uma
questão de terras (1891), o anúncio da Fábrica Progresso (1891) etc.
Veja
que alguns autores chegam a afirmar que Irineu Joffily nasceu “no antigo
caminho de Pocinhos (hoje município de Esperança)” (RODRIGUES: 1985), -
assim como o Almanaque da Paraíba (1973) -, ou até mesmo em Campina Grande
(CASTRO: 1955), por ter nascido “em território da antiga freguezia” (ABREU:
1931 e RODRIGUES: 1962).
Contudo,
esclarecendo o fato escreve o seu neto Geraldo: “Tenha-se como certo que o
próprio JOFFILY deveria ter fornecido tais dados ao prefaciador de sua obra,
deixando de lado o exato ponto de seu nascimento para se referir apenas ao
local onde fato passou toda a sua infância; onde consta o registro do seu
nascimento e óbitos dos seus pais”(JOFFILY: 1965).
Por isto
é que, em 1943, realizou-se o “programa geral das comemorações – em
Esperança, Pocinhos e Campina Grande” (A União:1943), alusivas ao seu
centenário de nascimento.
A
dúvida persiste!
Rau
Ferreira
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