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Esperança: Entre o sonho e a realidade*

Quando o português Marinheiro Barbosa aqui chegou, não tinha a conta dessa gente lutadora e do progresso dessa terra. Certamente, naquela época, outras necessidades o levaram a fixar sua morada na antiga “Beleza dos Campos”. O clima ameno, a água doce, a planície, e o verde lhe trouxeram conforto e prosperidade.
A ele se seguiram outros, no mesmo afã, como os irmãos Antônio, Laureano e Francisco Diniz, que abriram a rua hoje denominada Manuel Rodrigues de Oliveira.
Esta terra de pastagem verde atraíra a atenção de muitos. Decerto, por tal razão, lhe valera o nome indígena de Banabuié ou Banabuyu, que na língua tupi significa pantanal ou brejo das borboletas. Atual Esperança.
Berço de personalidades, há aqui uma reserva moral de homens de coragem e empreendedorismo, verdadeiros desbravadores. Pessoas não só de idéias mas de ação. Que fazem o amanhã se tornar hoje, e o sonho realidade.
Eu não me canso de lembrar o poeta Silvino Olavo, o Coronel Elísio Sobreira, o jurista Samuel Duarte, e o incansável Titico Celestino. Mas não posso negar a valorosa contribuição dos empresários José Pereira da Silva e Matias Grangeiro, do político Arnaldo Monteiro da Costa, e do médico Manuel Cabral.
Eles traduzem o âmago de cada esperancense, o seu desejo mais íntimo, a sua vontade de realização. Mesmo aqueles que são filhos por adoção, conjugam o mesmo sentimento, e juntos constroem esta cidade, a pequena que mais se destaca no cenário paraibano.
Talvez por isso encontramos a nossa “casa” em cada uma de suas esquinas, e por essa razão nos sentimos filhos tão amados.
Somos uma gente vencedora, que não desanima no primeiro tropeço. Mas que insiste, que persiste, até atingir os seus objetivos. Um povo ordeiro e pacato, mas que não faz cerimônia quando necessita defender suas opiniões. E apesar do pessimismo que rege o mundo lá fora, acreditamos que tudo é possível e que podemos fazer do nosso sonho realidade. O otimismo é a nossa maior riqueza.
Marinheiro Barbosa pode ter sonhado com este torrão, progressista e vencedor. Mas a realidade só veio ao longo dos anos, na formação e pelo trabalho do seu povo.

Rau Ferreira

* O presente texto foi redigido com vistas ao concurso da Biblioteca Municipal de Esperança (2005), cujo tema tem por título este trabalho.

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