Pular para o conteúdo principal

Deu no jornal...


A seguinte nota religiosa foipublicada em 1935:

“Na residência do sr. Hortensio Ribeiro, realizou-se em dias do mêspassado uma importante festividade de entronização do S. C. de Jesus.
O ato foi presidido pelo Mons. Severiano, virtuoso vigário local, tendoa escola do canto da Matriz entoado maviosos hinos.
Ao fim, o Mons. Severiano produziu alocução alusiva ao ato.
Compareceu grande número de famílias conterrâneas, a quem o casalofereceu um cálix de licor”(A União: 07/09/1935).

Monsenhor Francisco Severiano deFigueiredo é autor dolivro “A Diocese da Parahyba” (1906). Administrou a paróquia de Esperança em duas oportunidades: dejulho de 1929 à março de 1930 e de 03 de fevereiro de 1933 à junho de 1935. Foiresponsável pela construção da Gruta de N. S. de Lourdes e assentamento dosmosaicos na Igreja Matriz.

Rau Ferreira

Fonte:
-        AUNIÃO, Jornal. Edição de 07 de setembro. João Pessoa/PB: 1935.
-        CASCUDO, Luís da Câmara.História do Rio Grande do Norte. Coleção Vida Brasileira.Ministério da Educação e Cultura, Serviço de Documentação: 1955.
-        CENTENÁRIO, Revista. Ed. Jacinto Barbosa. Paróquia doBom Conselho. Esperança/PB: 2008.
-        ESPERANÇA, Livro do Município de. Unigraf.Esperança/PB: 1985.
-        R. IHGP. Volumes 10-13. Instituto Histórico e GeográficoParaibano. João Pessoa/PB: 1946.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

A menor capela do mundo fica em Esperança/PB

A Capelinha. Foto: Maria Júlia Oliveira A Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está erigida sob um imenso lajedo, denominado pelos indígenas de Araçá ou Araxá, que na língua tupi significa " lugar onde primeiro se avista o sol ". O local em tempos remotos foi morada dos Índios Banabuyés e o Marinheiro Barbosa construiu ali a primeira casa de que se tem notícia no município, ainda no Século XVIII. Diz a história que no final do século passado houve um grande surto de cólera causando uma verdadeira pandemia. Dona Esther (Niná) Rodrigues, esposa do Ex-prefeito Manuel Rodrigues de Oliveira (1925/29), teria feito uma promessa e preconizado o fim daquele mal. Alcançada a graça, fez construir aquele símbolo de religiosidade e devoção. Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, Bispo da Paraíba à época, reconheceu a graça e concedeu as bênçãos ao monumento que foi inaugurado pelo Padre José Borges em 1º de janeiro de 1925. A pequena capela está erigida no bairro da Bele...

Procuradoria Municipal de Esperança

  A Procuradoria Municipal exerce a representação judicial e extrajudicial de um município nas instâncias jurídicas e administrativas. Através de pareceres técnicos-normativos, orienta o gestor, secretaria e órgãos. Ela exerce ainda o controle de legalidade e constitucionalidade dos atos administrativos (contratos, licitações e projetos de lei). O Procurador Jurídico participa da formulação de políticas públicas, coordena ações de redução de litigiosidade e conduz negociações com os setores da administração pública e seus servidores. Em nosso município, a procuradoria tem por patrono o ex-prefeito e advogado Arlindo Carolino Delgado, que também foi Procurador-Geral do Estado, Presidente da OAB/PB e Conselheiro Federal da OAB. A seguir, apresentamos a lista dos procuradores municipais, de acordo com o site oficial da prefeitura: José Donato Filho - Década de 1920, período pós-emancipação Exerceu função vinculada à chefia jurídico-fazendária do Município de Esperança/PB ...

Ruas tradicionais de Esperança-PB

Silvino Olavo escreveu que Esperança tinha um “ beiral de casas brancas e baixinhas ” (Retorno: Cysne, 1924). Naquela época, a cidade se resumia a poucas ruas em torno do “ largo da matriz ”. Algumas delas, por tradição, ainda conservam seus nomes populares que o tempo não consegue apagar , saiba quais. A sabedoria popular batizou algumas ruas da nossa cidade e muitos dos nomes tem uma razão de ser. A título de curiosidade citemos: Rua do Sertão : rua Dr. Solon de Lucena, era o caminho para o Sertão. Rua Nova: rua Presidente João Pessoa, porque era mais nova que a Solon de Lucena. Rua do Boi: rua Senador Epitácio Pessoa, por ela passavam as boiadas para o brejo. Rua de Areia: rua Antenor Navarro, era caminho para a cidade de Areia. Rua Chã da Bala : Avenida Manuel Rodrigues de Oliveira, ali se registrou um grande tiroteio. Rua de Baixo : rua Silvino Olavo da Costa, por ter casas baixas, onde a residência de nº 60 ainda resiste ao tempo. Rua da Lagoa : rua Joaquim Santigao, devido ao...

Versos da feira

Há algum tempo escrevi sobre os “Gritos da feira”, que podem ser acessadas no link a seguir ( https://historiaesperancense.blogspot.com/2017/10/gritos-da-feira.html ) e que diz respeito aqueles sons que frequentemente escutamos aos sábados. Hoje me deparei com os versos produzidos pelos feirantes, que igualmente me chamou a atenção por sua beleza e criatividade. Ávidos por venderem seus produtos, os comerciantes fazem de um tudo para chamar a tenção dos fregueses. Assim, coletei alguns destes versos que fazem o cancioneiro popular, neste sábado pós-carnaval (09/03) e início de Quaresma: Chega, chega... Bolacha “Suíça” é uma delícia! Ela é boa demais, Não engorda e satisfaz. ....................................................... Olha a verdura, freguesa. É só um real... Boa, enxuta e novinha; Na feira não tem igual. ....................................................... Boldo, cravo, sena... Matruz e alfazema!! ...........................................

A Lenda Caricé

Índios Tapuias (fonte: wikipedia.org) E sta lenda éreproduzida pelo Padre Luiz Santiago [1897/1989], que também foi arqueólogo,pesquisador e escritor, além de outras coisas. O religioso ouvira contada pelaescrava forra Gertrudes, na propriedade de Meia-pataca. A comoção popular deu àquele drama o nome de Caricé. A palavra vem dotupi-guarani, formada da junção de Caraiba e Cé . A primeira significando osábio, o santo. A segunda, o canto. O canto do sábio , por aglutinação. Dizem que dentre os moços do serviço de demarcação das Datas de Sesmarias[data provável 1778], havia um que costumava cantar, nas horas de folga, à modade endecha, ao som de um dolente violão, aos pés de uma cacimba pública, umatriste canção, tendo por acompanhantes os pássaros canoros e o murmúrio dosventos. Por quem uma jovem índia se apaixonou. O jovem encantador era conhecido por Morais, filho de João de MoraisValcácer, um dos donatários da região. Ela era da linhagem dos Banaboiés de Esperança, da Tribo Cari...