Pular para o conteúdo principal

Usina de Lixo de Esperança

A criação da Usina de Reciclagem e Compostagemde Lixo de Esperança foi um projeto da Fundação SESP em parceria com a Prefeitura Municipal. Esta unidade entrou em funcionamento no dia 05 de maio de 1990, “atendendo as exigências e técnicas da época” e chegou a ser referência no Estado, servindo inclusive de campo de estudo e pesquisa para a UFPB, através dos Campus de Areia e Campina Grande.
Seu modelo simplificado de tratamento de resíduos sólidos funcionava, num primeiro momento, com a separação dos materiais que poderiam ser reciclados daqueles considerados orgânicos (restos de comida, folhas verdes etc). Estes últimos passaram para uma segunda etapa de compostagem onde eram armazenados até que seus próprios insumos o consumissem produzindo o adubo orgânico.
De início a usina funcionou no atual bairro da Beleza dos Campos, na rua que levou sua denominação – Rua da Usina -, na encosta do Britador.
Durante muito tempo todo o lixo domiciliar de Esperança era encaminhado para este local onde recebia o tratamento específico. Contudo, com o aumento residências nas proximidades a unidade foi desativada.
Hoje parte deste trabalho é feito pela Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis, dirigida por Marcos Maciel.

Rau Ferreira

Fonte:
- Anais, Volumes 2-3. Associação Brasileira de Engenharia Sanitária: 1993, p. 294.
- Volume de Resumos. Sociedade Brasileira para a Valorização do Meio Ambiente. Banco do Brasil. Editora Sociedade Brasileira para a Valorização do Meio Ambiente: 1994.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Controvérsia religiosa em Esperança: o desafio de Frei Damião

  A controvérsia religiosa entre Frei Damião de Bozano e o pastor evangélico Synésio Lyra se iniciou no Município de Esperança, quando o frade em uma de suas missões, realizada em março de 1935, incitou o povo a não manter “ transações comerciais ” com os protestantes. O número de evangélicos era bem pequeno, pois a semente do evangelho apenas se iniciou em 1922, quando dois missionários da Igreja Congregacional de Campina Grande se deslocaram até o Sítio Carrasco, fundando uma pequena comunidade, de onde surgiu a 1ª Igreja Congregacional de Esperança. À época os missionários andavam em lombos de burros-mulos, e os irmãos quando queriam participar da ceia do Senhor, enfrentavam à pé os 25 Km que separavam as duas cidades. Em praça pública, na última noite, Damião benzeu rosários, velas e medalhas dos fieis e, para garantir que eles obedecessem a ordem, fizeram juras “ solene à Santíssima Virgem ”. A multidão atendeu prontamente. Ninguém podia vender ou comprar bens dos protes...

Zé-Poema

  No último sábado, por volta das 20 horas, folheando um dos livros de José Bezerra Cavalcante (Baú de Lavras: 2009) me veio a inspiração para compor um poema. É simplório como a maioria dos que escrevo, porém cheio de emoção. O sentimento aflora nos meus versos. Peguei a caneta e me pus a compor. De início, seria uma homenagem àquele autor; mas no meio do caminho, foram três os homenageados: Padre Zé Coutinho, o escritor José Bezerra (Geração ’59) e José Américo (Sem me rir, sem chorar). E outros Zés que são uma raridade. Eis o poema que produzi naquela noite. Zé-Poema Há Zé pra todo lado (dizer me convém) Zé de cima, Zé de baixo, Zé do Prado...   Zé de Tica, Zé de Lica Zé de Licinho! Zé, de Pedro e Rita, Zé Coitinho!   Esse foi grande padre Falava mansinho: Uma esmola, esmola Para os meus filhinhos!   Bezerra foi outro Zé Poeta também; Como todo Zé Um entre cem.   Zé da velha geração Dos poetas de 59’ Esse “Z...

Theotonio Costa se defende

O jornal “A União”, na sua edição de 27 de janeiro de 1932, trouxe uma defesa escrita pelo Sr. Theotônio Tertuliano da Costa, Prefeito Municipal de Esperança, na Parahyba do Norte, no período de 1929 à 1937. Trata-se de uma resposta às acusações feitas a sua administração, e que foram publicadas no “Jornal do Commércio” em 23 do corrente mês e ano. Segundo consta, houve um equívoco nas constas municipais em razão da administração passada, que repetiu alguns números, sendo o erro atribuído ao então secretário da prefeitura. Embora a resposta tenha sido editada pelo jornal “O Brasil Novo” em 20 do andante, as explicações foram novamente acolhidas n' “A União”. Em duas páginas, o Sr. Prefeito demonstra o saldo recebido quando assumiu a gestão municipal e as novas cifras do orçamento no tocante a sua administração, relacionando o aumento da receita. Eis a síntese da sua defesa: 1) O travessão “em duplicata e a crédito”, atribui-se a responsabilidade ao secretário da prefeitura,...

Genealogia da família DUARTE, por Graça Meira

  Os nomes dos meus tios avôs maternos, irmãos do meu avô, Manuel Vital Duarte, pai de minha mãe, Maria Duarte Meira. Minha irmã, Magna Celi, morava com os nossos avós maternos em Campina Grande, Manuel Vital Duarte e Porfiria Jesuíno de Lima. O nosso avô, Manuel Vital Duarte dizia pra Magna Celi que tinha 12 irmãos e que desses, apenas três foram mulheres, sendo que duas morreram ainda jovens. Eu e minha irmã, Magna discorríamos sempre sobre os nomes dos nossos tios avôs, que vou colocar aqui como sendo a expressão da verdade, alguns dos quais cheguei eu a conhecer, e outras pessoas de Esperança também. Manuel Vital e Porfiria Jesuíno de Lima moravam em Campina Grande. Eu os conheci demais. Dei muito cafuné na careca do meu avô, e choramos sua morte em 05 de novembro de 1961, aos 72 anos. Vovó Porfiria faleceu em 24 de novembro de 1979, com 93 anos. Era 3 anos mais velha que o meu avô. Nomes dos doze irmãos do meu avô materno, Manuel Vital Duarte, meus tios avôs, e algum...

História de Massabielle

Capela de Massabiele Massabielle fica a cerca de 12 Km do centro de Esperança, sendo uma das comunidades mais afastadas da nossa zona urbana. Na sua história há duas pessoas de suma importância: José Vieira e Padre Palmeira. José Vieira foi um dos primeiros moradores a residir na localidade e durante muitos anos constituiu a força política da região. Vereador por seis legislaturas (1963, 1968, 1972, 1976, 1982 e 1988) e duas suplências, foi ele quem cedeu um terreno para a construção da Capela de Nossa Senhora de Lourdes. Padre Palmeira dispensa qualquer apresentação. Foi o vigário que administrou por mais tempo a nossa paróquia (1951-1980), sendo responsável pela construção de escolas, capelas, conclusão dos trabalhos do Ginásio Diocesano e fundação da Maternidade, além de diversas obras sociais. Conta a tradição que Monsenhor Palmeira celebrou uma missa campal no Sítio Benefício, com a colaboração de seu Zé Vieira, que era Irmão do Santíssimo. O encontro religioso reuniu muitas...