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"Esperança - Lyrio Verde da Borborema - terra de juventude e de fé"
(Silvino Olavo)

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2 de março de 2012

Você sabia?


Estreamos esta nova série de curiosidades e tópicos sobre a nossa história.

Você sabia?

Que o Padre Francisco Gonçalves de Almeida (1908/1912), em Esperança, tinha como encarregado da regência o vigário Joaquim Agra...

Que sendo Juiz Municipal em Alagoa Nova o Bel. Salustiano Ephigenio C. da Cunha (1912/1916), o comerciante Theotônio Tertuliano da Costa era seu suplente...

Que em 1913 Elysio Sobreira ocupava o posto de Tenente da Força Policial do Estado...

Em 1913, Esperança era Distrito de Paz de Alagoa Nova, que por sua vez era termo judiciário da Comarca de Areia...

Rau Ferreira

Fonte:
- TAVARES, João de Lyra. Almanack do Estado da Parahyba. Imp. Official. Parahyba do Norte: 1913.

1 de março de 2012

Canção da Vida (poema de Rau Ferreira)


Canção da Vida

Cantar quero!
E alegrar a vida.
O ser sincero
– N. S. Aparecida –
A quem apelo:
Curai as feridas,
Curai... oh belo!
Mãos, queridas;
É o que espero
Nesta m’ia vida.

Rau Ferreira

- FEREIRA, Rau. Poesias 2012. Edições Banabuyé. Esperança/PB: 2012.

29 de fevereiro de 2012

De cara nova!


Estátua de S. Francisco - Praça D. Adauto

  
A estátua de São Francisco, em Esperança, está de cara nova. Uma pintura realizada recentemente rejuvenesceu a imagem e vem chamando a atenção das pessoas que passam pela Praça Augusto Donato.
Foram realçados os traços do santo protetor dos animais, com detalhes em branco e amarelo nos seus cordões e pintura em seu hábito. Tons de pele foram usados no rosto e nas mãos, dando vida à figura.

Placa comemorativa - 01/12/1981

Posta em homenagem aos 800 anos de nascimento de São Francisco de Assis, em 01 de dezembro de 1981, na gestão do Prefeito Severino Ramos Pereira – Dr. Nino – recebeu as bênçãos de S. Revma. Dom Luiz Gonzaga Fernandes, bispo diocesano, sendo pároco o Frei Antonio José de Oliveira.

Rau Ferreira

28 de fevereiro de 2012

Irineu Jóffily e suas raízes (2ª. Parte)



Irineu Jóffily mantinha profundas relações com o Município de Esperança. Isto é inegável. A sua família costumava passar “os invernos em um pequeno sítio à sombra de imensa rocha, que guarda um pouco de umidade para os terrenos do nascente. O local era conhecido por Banabuié” (Jóffily: 1892).
Por esta razão dizem ter “Nascido na casa das lascas, Banabuyê, fazenda Lajedo, lugarejo de Pocinhos, hoje município de Esperança” (PBLetras: 2002).
Além disso, na sua linha ascendente paterna, havia Barbara Maria da Pobreza, proprietária de terras em Gravatazinho de Esperança e metade do Sítio Oriá (Areial), nas testadas do olho d’água do Brabo, de onde vem Manoel do Brabo, vaqueiro de confiança de Zé Luiz e responsável por levar o pequeno Irineu à escola do Padre Rolim, em Cajazeiras. De onde provém o seu amor pela geografia paraibana. A esse respeito, assinalamos a seguinte nota:

A afirmar essa sua vocação exótica ou inesperada pela geografia está aquela sua primeira viagem, que, por oito dias, fez, a cavalo de Esperança a Cajazeiras, quando, ainda menino de 12 anos, ou seja, em 1885, foi, sob a guarda de Manuel do Brabo, internar-se no colégio do padre Rolim” (PBLetras: 2003, grifei).

Casara-se com Rachel Olegária, filha do Capitão João Martins Torres, criador de gado e proprietário das terras de Riacho Amarelo. E aqui, segundo os mais antigos, vinha sempre a visitar o seu cunhado Bento Olímpio Torres, que residia no casarão construído no final da rua Banabuyé (atual Silvino Olavo).
Irineu ainda mantinha amizade com José Antunes Brandão, pároco da Paróquia de Alagoa Nova e correspondente do seu jornal, da qual Esperança era termo e freguesia.
Em seu jornal GAZETA DO SERTÃO, Joffily muitas vezes mencionara estas paragens. E sempre que podia, referia-se ao topônimo de Banabuyé, que na sua opinião deveria ter sido conservado por mais auspicioso que fosse o nome atual (Notas sobre a Parahyba: 1892).
Naquele periódico, encontramos referências locais, por exemplo: os logogrifos do professor Juviniano Sobreira (1888/89), a noticia de três assassinatos por uma questão de terras (1891), o anúncio da Fábrica Progresso (1891) etc.
Veja que alguns autores chegam a afirmar que Irineu Joffily nasceu “no antigo caminho de Pocinhos (hoje município de Esperança)” (RODRIGUES: 1985), - assim como o Almanaque da Paraíba (1973) -, ou até mesmo em Campina Grande (CASTRO: 1955), por ter nascido “em território da antiga freguezia” (ABREU: 1931 e RODRIGUES: 1962).
Contudo, esclarecendo o fato escreve o seu neto Geraldo: “Tenha-se como certo que o próprio JOFFILY deveria ter fornecido tais dados ao prefaciador de sua obra, deixando de lado o exato ponto de seu nascimento para se referir apenas ao local onde fato passou toda a sua infância; onde consta o registro do seu nascimento e óbitos dos seus pais” (JOFFILY: 1965).
Por isto é que, em 1943, realizou-se o “programa geral das comemorações – em Esperança, Pocinhos e Campina Grande” (A União: 1943), alusivas ao seu centenário de nascimento.
A dúvida persiste!

Rau Ferreira

Fonte:
-         A UNIÃO, Jornal. Edição de sábado, 27 de novembro. João Pessoa/PB: 1943.
-         ABREU, João Capistrano de. Ensaios e estudos: critica e história. Vol. I. Livraria Briguiet: 1931.
-         CASTRO, Oscar de Oliveira. Vultos da Paraíba – patronos da academia. Dept. de Imprensa Nacional: 1955.
-         GOOGLE, Imagens: Joffily. Disponível em http://images.google.com.br/, acesso em 25/01/2012.
-         JOFFILY, Geraldo Irineo. Um cronista do sertão no século passado: Apontamentos à margem das Notas sôbre a Paraíba, de Ireneo Joffily. Comissão Cultural do Município, Prefeitura Municipal de Campina Grande: 1965.
-         JOFFILY, Irineu. Notas sobre a Parahyba: fac-símile da primeira edição publicada no Rio de Janeiro, em 1892, com prefácio de Capistrano de Abreu. Volumes 1-2. Thesaurus Editora: 1977.
-         PARAÍBA, Almanaque da. Editora Almanaque da Paraíba Ltda. João Pessoa/PB: 1973.
-         PBLetras, Revista Nº 03. Ano III. Ed. Antonio Soares. Campina Grande/PB: 2003.
-         R.IHGB. Revista trimestral. Tomo XXIX. Parte Primeira. Rio de Janeiro: 1866.
-         RODRIGUES, José Honório. SILVA, Pontes da. ARAÚJO, Maria de Fátima.          Parahyba 400 anos. Governo do Estado da Paraíba. João Pessoa/PB: 1985.
-         RODRIGUES, Walfredo. Roteiro sentimental de uma cidade. Editora Brasiliense: 1962.
-         SERTÃO, Gazeta do. Edição de 21 de março. Campina Grande/PB: 1890.
-         TAVARES, João de Lyra, Apontamentos para a historia territorial da Parahyba. Vol. 1. Imp. Official: 1910.

26 de fevereiro de 2012

Faculdade do Bacurau, Ano V


Sede da "Faculdade Bacurau"


Ano V
I Ano sem o Reitor

E
les estão de volta em seu V ano. A “Faculdade Bacurau” é uma das sedes carnavalescas mais animadas de Esperança.
Localizada no caminho da folia – rua João Mendes – por onde passam trios elétricos, blocos e charangas, a rede de ensino do carnaval tem um identificador particular, que são as pinturas charges de seus integrantes. E pelos traços dos desenhos percebemos que se trata de um grande artista.
Este é o primeiro ano de carnaval em que os foliões festejam sem o seu Reitor, que deixa muitas saudades.
Pessoa bastante conhecida na nossa comunidade, Bacurau era um eletricista de automóveis de mão cheia, que conseguiu encaminhar seus filhos para esta honrada profissão.
Apesar da ausência, os universitários momescos mantém a tradição e promovem durante os três dias de carnaval o seu curso intensivo de folião.

Rau Ferreira