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IHGE: Nota à imprensa

O Instituto Histórico e Geográfico de Esperança – IHGE, “Casa de Irineu Jóffily”, deliberou ontem a sua data de criação, ficando agendado o próximo dia 05 de agosto, em alusão a fundação da Paraíba e dia de N. S. das Neves, feriado estadual. Algumas cadeiras já foram definidas, a exemplo dos sócios Rau Ferreira (Nº 01 - Dogival Costa), Inácio Gonçalves (Nº 03 – Elysio Sobreira), Ismael Felipe (Nº 04 – Epaminondas Câmara), Daniel Duarte (Nº 07 – Francisco Tancredo Torres), Evaldo Brasil (Nº 10 – Irineu Jóffily), Marilda Coelho (Nº 17 – Salathiel Coelho) e Gustavo Tavares ((Nº 20 – Silvino Olavo). Os estatutos da entidade foram aprovados previamente, em segunda chamada, na reunião deliberativa, com anuência dos demais sócios, que tiveram acesso prévio às normas. Todos os artigos foram debatidos pela diretoria e repassado aos confrades que acenaram de forma positiva ao que foi elaborado. A diretoria provisória eleita por aclamação, também definiu o encargo de conduzir os trabalhos nesta pr…
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Cordelando

Foi ao tempo do primeiro E um perfume de mulher; Um jovem por derradeiro Desfolhava bem-me-quer.
Era d'um jovem lanceiro Rapaz como outro qualquer Mas sem contar dinheiro Apaixonara por uma mulher.
Não conhecera o viveiro D'uma noite no Cabaré Ela e seu jeito faceiro Vissicitudes de mulher.
Não foi ele o primeiro A dar-lhe os ares de M'azé Tão pouco o derradeiro De uma noite qualquer.
E um punhal certeiro Cortava a carne de Mindé Ah não fosse guerreiro Fugindo da tal mulher.
Fugiu o dia inteiro Mas caiu o Garnizé Nos encantos matreiros De uma donzela-mulher.
Ah o destino traiçoeiro Ah a ilusão da fé... Ah o velho tropeiro Onde repousa o Canidé.
Não fostes tu o primeiro Puritano daquela mulher Tão pouco o derradeiro A derramar lágrimas de fel.
Bate o coração maneiro Agora que estais de pé Vive o santo-guerreiro Nos prazeres de tua mulher.
Vai bate o banzeiro Batendo assim o que é? É saudade-padroeiro

Soneto... visões de um lunático/O segredo

“Badiva” (1997) talvez represente o momento mais inspirado do poeta. É nessa obra editada pela PME em alusão aos 100 anos de nascimento de Silvino Olavo, que se encontra o “Soneto...” dedicado à Belmiro Braga. Entre muitos, escolhi este poema. Nos seus versos esconde uma vida intensa. Uma vida dedicada à arte. Belmiro Ferreira Braga – também poeta – morreu em 1937. Em sua homenagem uma cidade mineira foi erigida. Contudo, Silvino vai além... lembrando os amigos Paulo [???], Virgínia [Vitorino] e Mário [de Andrade]. Igualmente mestres, da poesia:
Fez-se, o segredo de Altura Com Paulo, Virgínia e Mário.
De um passado que lhe parece distante evoca sons e cores d’outrora, porém sem ressentir a sua dor:
Mas... vamos devagarinho! – Depois acaba o carinho!... E a dor não principia...
Era o seu modo de ser declamado em versos, aquele que os “artistas de toga” não vislumbravam, tão pouco aceitavam e, a despeito dessa incapacidade de ver o mundo sob esta ótica, classificam de “lunário”.
Modos de ser... …

Casamento matuto estilizado (1936)

O S. João é a festas mais tradicional nordestina. Nesta época do ano convergem os ideais às coisas simples, ao frescor da terra e ao tempo lúdico de brincadeiras em torno da fogueira. Por compadre e comadre se dão e uma saraivada de vivas eclodem ao surgir do primeiro balão. A nossa gente brincante sempre devotou ao santo tamanha admiração, registrado nos versos do poeta (Noite de S. João/ Junho) e nas comemorações joaninas que se celebravam na Escola “Irineu Jóffily”. Este educandário fora palco de grandes quadrilhas, animadas ao som do fole dos eternos forrozeiros e do batuque dos Pichacos. A escola havia sido inaugurada há pouco mais de quatro anos, e seu auditório se mostrava propícia às apresentações. Era o lugar adequado, dado que a “florescente vila” não possuía ainda clubes particulares. O educandário era também o lugar da cultura, já que o alunado participava, igualmente, daquelas celebrações. É imemorial as comemorações que se fazem em torno do santo do carneirinho em nossa …

Casarão dos Epitácios

As “Casas Ecléticas” são construções que remontam ao academicismo do final do Século XIX e início do Século XX. Esperança possui um rico acervo desta arquitetura. O Casarão dos Epitácios é um grande exemplo. Construída em 1915, por Manoel Maria, é uma mistura do estilo neoclássico e pré-modernista. A sua fachada nem sempre foi assim, já que foi reformada nos anos 40 por Alfredo Régis e, pelo que conheço, nos anos 80. Esta última acrescentou apenas uma área na entrada, pois antes só tinha uma porta e uma série de batentes que davam para a sala principal. Ocupa um terreno de 10 x 30 metros. Em seu interior, além da sala de entrada há quartos e um corredor por onde se chega na cozinha. Com quatro janelas frontais e um recorte que ainda se observa onde antes havia uma grande porta quase da altura das janelas. Na sua platibanda há uma série de adornos e figuras decorativas. O círculo significando o infinito e o laço a continuidade. Em cima de uma das janelas existe uma flor de lis, símbolo …