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Celeiro de cantadores (2ª Parte)

Falando dos velhos cantadores, lembrou-me o colega Arimatéia de seu tempo de criança, na casa deu seu pai Zé Anísio, onde se reuniam diversos repentistas, nas tardes ensolaradas de Esperança. Narrou alguns casos vividos, outros conhecidos, que nos remetem a esta arte secular de fazer versos populares. José de Arimatéa Valentim, antes de ser Oficial de Justiça, por sinal um dos mais respeitados desta Comarca de Esperança, admirado por todos os que fazem o judiciário local, foi comerciante, comprando e revendendo bijuterias, e também proprietário de um bar, no beco de Mané Jesuíno. Assim falou de Arnaldo Cipriano, cantador repentista do qual me referi no artigo anterior, e que sabia de cor as duas primeiras estrofes do acidente da usina, que vitimou muitos esperancenses que se diriam para a feira livre de Barra de Santa Rosa, aqui citados: “No dia 13 de novembro Amanheceu uma neblina O ar do tempo escaroso Fedendo a carnificina Como que anunciava Que um caminhão virava De Esperança para a usina…
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IHGE - Redação preliminar dos estatutos

Hoje (15/01) teve início a redação dos estatutos do Instituto Histórico e Geográfico de Esperança - IHGE, a partir dos modelos disponibilizados pelo confrade Thomaz Bruno de Oliveira, de casas memoriais congêneres. Cópias dessas minutas já haviam sido encaminhadas a alguns dos sócios para estudo, porém até o fechamento desta matéria nenhum deles havia retornado com propostas. Os sócios fundadores Evaldo Brasil e Rau Ferreira se debruçaram durante toda essa tarde, com o objetivo de apresentar o texto na próxima reunião deliberativa. Nessa perspectiva, foram trabalhados a constituição, finalidades, a qualificação dos sócios e sua diretoria. O cofundador Evaldo Brasil fez diversas sugestões, que serão oportunamente apresentadas aos demais associados. “Acredito que avançamos nesse projeto, partindo do esboço de estatuto, a ser debatido na próxima reunião, com a participação dos demais sócios’, concluiu Rau Ferreira. De fato, o estatuto segue um padrão geral que pode ser adaptado a realidade e…

Quem era Sol na faculdade?

Dizem que o homem é produto do meio; e que segundo o ambiente assumimos várias personalidades. No seio social somos um, na família afrouxamos o nó da gravata para demonstrar um outro eu. E assim vamos nos adaptando, desde a invenção da roda, num movimento que o vate esperancense denominou de “Evolucionismo”. Por isso me veio a pergunta: Quem era Sol na faculdade? Para responder a esse questionamento pesquisei na revista A Época, da qual Silvino era redator. Para Firmino Pires de Melo – seu colega de turma – era o “Batel” (do latim battelum ou conforme o francês bateau), espécie de embarcação maior entre as menores, talvez denotando que, entre os estudantes, fosse Olavo o seu expoente. Firmino ainda acentua, em poema dedicado ao amigo, na sua primeira estrofe: “Qual gondola gentil, que não temendo a Morte, Ignotamente singra os Mares noite e dia, Também no mar da vida, o meu batel sem norte, Singrando passa e vai por entre a penedia...”
Pedro Calmon o tinha como um poeta inspirado, “cujos ver…

Sol: Revista A Cidade de Itabaiana

Itabaiana no agreste parahybano saiu a frente nas publicações em revistas interioranas, com a revista “A Cidade”, editada por Sabiniano Maia e Mário Campelo. Considerada a primeira revista da história itabaianense, e quiçá do Estado, trazia em suas páginas ilustrações e textos dos principais intelectuais de seu tempo. Foram lançados apenas quatro números, sendo a primeira em 13 de maio de 1928, com colaborações de Silvino Olavo, Ferreira dos Santos Heloísa Chagas, Perylo Doliveira, Oris Barbosa, Eudes Barros, Severino Alves Aires, Câmara Cascudo e tantos mais. Em nossas pesquisas não foi possível resgatar os textos produzidos pelo vate esperancense. Agradecemos a associação “Memória Viva” de Itabaiana que tão gentilmente nos enviou o matéria para compor esta página da nossa história.
Rau Ferreira
Referências:
MAIA, Sabiniano. Itabaiana-Sua História-Suas Memórias - 1500-1975. 3a. Ed. Itabaiana/PB: 2015.