Silvino Olavo, o filho ilustre de Esperança
Ednaldo Alves*
Já tinha conhecimento do grandioso talento desta
refulgente figura que brilhou nas letras, nos legando preciosos, inspirados
livros de poesia, um intelectual de vastíssima cultura.
Silvino Olavo projetou a nossa Paraíba, teve dimensão
nacional e segundo Rau Ferreira, seu biógrafo, Silvino Olavo possuía uma
inteligência multiforme, político, poeta, jornalista, advogado e uma incontável
soma de outros atributos. Iniciou sua fluente carreira acadêmica e jurídica no
Rio de Janeiro, e ali publicou o inspirado livro de poesias, os Cysnes, em
1924, na capital federal, recebendo a obra rasgados elogios e o introduzindo,
de logo, no circuito seleto da intelectualidade carioca e privando de grandes
amizades.
Na sua exaustiva e brilhante biografia, a excelsa
figura, exclama Rau Ferreira; enquanto isso, Pedro Calmon escrevia as
“Memórias” do colega de faculdade a quem a maioria da turma incumbiu de
proferir o discurso de formatura.
Este gigante, do nosso pequeno estado, nasceu em 27 de
julho de 1897 na fazenda Lagoa do Açude, o genitor próspero proprietário com
vários imóveis rurais.
Inteligência precoce, conclui o curso ginasial, no
Colégio Pio X, na Capital com elogiável destaque. Cheio de sonhos, e
determinado, em 1921, já está cursando a Faculdade Nacional do Rio de Janeiro,
conhece o paraibano João Pessoa, então Ministro do Tribunal Militar, selando
uma profunda amizade com o mártir de 30; e quando assume o governo, o estadista
da Paraíba, já o convida para a chefia do gabinete civil; registra-se ainda,
que o inspirado intelectual, ainda na capital federal chega a ocupar uma
cadeira na Academia de Letras e Ciências integrada por nomes de peso, como
Sérgio Buarque de Holanda e Afonso Arinos.
O autor da fascinante biografia que Silvino Olavo e
Augusto dos Anjos constituem as estrelas maiores na poesia paraibana.
Em 1929, recebeu de maneira afetuosa Mário de Andrade
na capital Tabajara, firmou-se uma amizade mantida por respeitosa
correspondência.
E em 1986, torna-se patrono da Cadeira 35 da Academia
de Letras Campinense.
O Excelso escritor orgulhoso do nosso estado, deixou
rica produção literária e imortalizá-lo é preciso.
Edinaldo Alves
*
Membro da Academia de Letras de Campina Grande, Historiador e Dentista.
Artigo
originalmente publicado no DIÁRIO DA BORBOREMA. Edição de 1º de janeiro de 2012.
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