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Mostrando postagens de dezembro, 2025

João Benedito: professor de cantoria

Jocelino Tomaz de Lima me surpreendeu esses dias com um texto sobre João Benedito (1860-1943), o cantador de Esperança referenciado por Câmara Cascudo (1898-1986) em sua obra [1] , e por Átila Almeida em seu Dicionário [2] , colocando-o entre os “grandes repentistas e preparadores [3] ”. Trouxe-me o material informações que confirmavam as que já conhecíamos, e acrescenta outros fatos que complementam a história do grande cantador. Disse-me que recorreu a um cidadão guarabirense, pesquisador da cultura popular, que lhe repassou o verbete em cópia. Jocelino Tomaz é memorialista e ativista cultural da cidade de Caiçara nesse Estado. Autor do livreto “100 Fatos dos 100 Anos de Jackson do Pandeiro”. Foi ele quem descobriu, no ano de 2019, uma música inédita do “Rei do Ritmo”. Coordenador da ONG Grupo Atitude, também profere palestras e possui um importante acervo pessoal. Segundo aquela narrativa, João Viana dos Santos – João Benedito – nasceu escravo, porém foi alforriado por seu se...

Casa antiga no Sítio Lagedão

Adiilson Cordeiro em seu canal no Youtube nos apresenta uma casa antiga no Sítio Lagedão, no município de Esperança. Ela seria uma das mais antigas da zona rural. A morada teria sido usada pelo Capitão Antônio Silvino em suas andanças pela região, na época em que os cangaceiros visitavam a nossa Banabuyé. O pé direito da casa tem quase quatro metros. A madeira usada na construção foi o cedro, talvez cortada do próprio matagal que existia na propriedade. Também possui um “caritó” onde se colocavam a luz de gás. No canto superior havia uma janela no alto com uma mureta, que servia para vigília. Diz-se que os “cabras” do “Rifle de Ouro” faziam guarda da polícia naquele recanto. Eles pernoitavam na residência e saiam ao raiar do dia. Existem ainda alguns potes centenários que serviam como reservatório de água. Estes eram muito comuns no tempo em que não existia filtro de barro. A água permanecia fria e evitava o contato com a poeira e insetos. O consumo se dava por uma jarra ou que...

Esperança e Sapé: as últimas vilas emancipadas completam 100 Anos de emancipação

Por Jocelino Tomaz *   Em 1º de dezembro de 1925 Sapé e Esperança foram elevadas à categoria de vilas. A primeira se separando de Espírito Santo e a segunda de Alagoa Nova. Até o fim do século dezessete a capitania da Paraíba tinha apenas um município, a cidade de Paraíba (cujo nome só mudou para João Pessoa em 1930). Ela já foi fundada como cidade em 1585 e tinha jurisdição sobre toda a capitania. Por volta de 1760 surgiram as primeiras vilas: Monte-Mor (Mamanguape), Baia da Traição, Pilar, Alhandra, Jococa (Conde) e Pombal. Podemos dizer que todas as atuais cidades da Paraíba já pertenceram a algum desses municípios. Desde o século dezoito até 1938 as vilas, assim como as cidades, tinham status de município. Tinham um território definido, autonomia administrativa e política. Durante a maior parte desse tempo tanto as vilas como as cidades eram governadas por vereadores ou conselheiros, o presidente da câmara ou do conselho exercia função semelhante ao prefeito, cargo que ...

Arte Déco no Município de Esperança

O Art Déco é um estilo arquitetônico surgido na Europa nos anos 20 do Século passado caracterizado pelo uso de formas geométricas, ornamento e design abstrato. Ele possui linhas retas e poucas curvas, com exclusão de entalhes e motivos orgânicos. As cidades de Campina Grande (PB) e Goiânia (GO) possui um rico acervo destas construções. No município de Esperança, poucos quilômetros da “Rainha da Borborema”, não poderia ser diferente, devido a uma forte influência exercida por aquela cidade, a exemplo da imagem coletada por Evaldo Brasil (Blog Reeditadas) de um imóvel situado na rua Barão do Rio Branco, como ele mesmo dispôs na legenda: “traço arquitetônico típico dos pontos comerciais do centro da cidade, nos anos 70 do Século passado”.   Rau Ferreira   Fonte: - BRASIL, Evaldo. Reeditadas . Post: Arquitetura – Art Déco Poular – BBC. Blog disponível em: https://www.xn--esperanareeditada-gsb.com/ , acesso em 17/09/2025. - ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna . Editora ...

Maria Emília de Christo

Maria Emília de Christo nasceu em 25 de agosto de 1896, em Alagoa Nova (PB). Era filha de José de Christo Pereira da Costa e Emiliana Maria Collaço. Era irmã do Cônego Emiliano de Christo. Casou-se com Joaquim Virgolino da Silva em 9 de julho de 1928. Eles tiveram pelo menos 2 filhos e 1 filha (Herênio, Herder Paulo e Maria Violeta). Esta senhora, conforme pesquisas do Prof. Radamés Rocha, foi uma das primeiras a lecionarem na Escola “Irineu Jòffily”, nomeada juntamente com o decreto de criação daquele grupo (Decreto nº 288/1932). O quadro deste educandário, para o ano de 1941, estava assim constituído: Professores Esdras Urbano da Silva, Severina Souto, Cecília Sobreira Cavalcanti, Severina Sobreira Cavalcanti, Adiles Urbano da Silva, Hosana Lopes Martins, Maria Emília de Cristo, Lídia Fernandes da Rocha e Celina Coelho de Carvalho (Escola Noturna Feminina). Em seu dinamismo, dona Emília organizava os alunos para encenarem peças dramáticas juntamente com as professoras Maria H...