Do “Vigia da tarde”, uma espécie de crônica do jornal literário, extraímos das memórias de Ascendino um trecho d’uma conversa com Alcides no qual se mencionou o poeta Silvino Olavo: “* Mais tarde, no Ginástico Almoço com Alcides Carneiro. Pela primeira vez, lhe ouço confidências bem menos políticas que familiares. Seu belo espírito, acima das contrariedades pessoais, retoma depressa o equilíbrio intelectual, lembrando Chesterton nas aparições imaginárias. Falamos de Silvino Olavo, o poeta louco da Paraíba, claro e sensível como Rilke ante o dilúvio solar, queimando tudo. Pouco antes, caminhando pela Graça Aranha, o Odylo Costa, filho, passa por mim e finge que não me vê. Foi como se passasse ao fogo meu coração e meus rins, ele que lê os salmos, um gênero poético às vezes impiedoso. Retempero-me no pensamento de que tenho um nome íntimo com o qual estou a habituar-me ”. Ascendino Leite (1915/2010) foi jornalista e redator de assuntos parlamentares. Fundou a Associação P...
Cidade. Esperança. Parahyba. Brasil.