Pular para o conteúdo principal

Sol I Centenário, por Evaldo Brasil

 

Comemorando o 1º Centenário de Silvino Olavo da Costa

Matéria publicada no “Caderno Terceiro” do Jornal da Paraíba em 15 de outubro de 1997, por ocasião das comemorações alusivas aos 100 anos de nascimento do poeta.

 

A partir desta sexta, na Câmara Municipal de Esperança, será comemorado oficialmente o centenário de nascimento do poeta e advogado Silvino Olavo da Costa. Às 20 horas haverá final do concurso-recital interescolar, cuja premiação será entregue no sábado, também à noite, na sessão solene da Academia de Letras de Campina Grande, que comemora a data com o lançamento de Badiva – uma coletânea de poesias inéditas do autor de Cisnes (1924) e Sombra Iluminada (1927).

A solenidade será presidida por Amaury Vasconcelos, presidente da academia, que prefaciou Badiva, obra resgatada pelos pesquisadores Roberto Cardoso e Marinaldo Francisco Delgado.

O evento é promovido pela Prefeitura Municipal em conjunto com a academia – cuja cadeira 35 tem Silvino como patrono – e faz parte das comemorações iniciadas a partir da convocatória feita em março pelo Núcleo de Cinema Francisco Celestino da Silva “Seu Titico” e Revista da Esperança, para que a data não passasse em branco.

Na ocasião, também será inaugurado um monumento na Praça da Cultura, trazendo uma pequena biografia do poeta e dois de seus mais expressivos poemas: Retorno, dedicado a sua terra natal; e O Meu Palhaço, com o qual Silvino é comparado a Olavo Bilac, por Amaury Vasconcelos. A praça fará justiça ao nome.

A data deveria ter sido comemorada em 27 de julho, no dia em que nasceu o poeta, porém acabou sendo adiada. Mas, depois dos encontros ocorridos em março, da palestra proferida pelo pesquisador Marinaldo Francisco em maio, da roteirização para cinema do poema Retorno em junho, da exposição de poemas em julho e do lançamento da 3ª edição da Revista da Esperança dedicado ao centenário, finalmente em outubro, quando se comemora 28 anos da morte do poeta ocorrem as comemorações oficiais do centenário, graças à integração do ativismo cultural da cidade com a Secretaria de Educação do Município e Academia Campinense de Letras.

O evento deverá contar também com a presença de representantes da Academia Paraibana de Poesia, sediada em João Pessoa, que tem Silvino Olavo como patrono da cadeira 14.

 

Por Evaldo Brasil

 

* Evaldo Pedro Brasil da Costa, Jornalista, para a Comissão Organizadora do 1º Centenário de Silvino Olavo.

Comentários

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentário! A sua participação é muito importante para a construção de nossa história.

Postagens mais visitadas deste blog

A Pedra do Caboclo Bravo

Há quatro quilômetros do município de Algodão de Jandaira, na extrema da cidade de Esperança, encontra-se uma formação rochosa conhecida como “ Pedra ou Furna do Caboclo ” que guarda resquícios de uma civilização extinta. A afloração de laminas de arenito chega a medir 80 metros. E n o seu alto encontra-se uma gruta em formato retangular que tem sido objeto de pesquisas por anos a fio. Para se chegar ao lugar é preciso escalar um espigão de serra de difícil acesso, caminhar pelas escarpas da pedra quase a prumo até o limiar da entrada. A gruta mede aproximadamente 12 metros de largura por quatro de altura e abaixo do seu nível há um segundo pavimento onde se vê um vasto salão forrado por um areal de pequenos grãos claros. A história narra que alguns índios foram acuados por capitães do mato para o local onde haveriam sucumbido de fome e sede. A s várias camadas de areia fina separada por capas mais grossas cobriam ossadas humanas, revelando que ali fora um antigo cemitério dos pr...

Ruas tradicionais de Esperança-PB

Silvino Olavo escreveu que Esperança tinha um “ beiral de casas brancas e baixinhas ” (Retorno: Cysne, 1924). Naquela época, a cidade se resumia a poucas ruas em torno do “ largo da matriz ”. Algumas delas, por tradição, ainda conservam seus nomes populares que o tempo não consegue apagar , saiba quais. A sabedoria popular batizou algumas ruas da nossa cidade e muitos dos nomes tem uma razão de ser. A título de curiosidade citemos: Rua do Sertão : rua Dr. Solon de Lucena, era o caminho para o Sertão. Rua Nova: rua Presidente João Pessoa, porque era mais nova que a Solon de Lucena. Rua do Boi: rua Senador Epitácio Pessoa, por ela passavam as boiadas para o brejo. Rua de Areia: rua Antenor Navarro, era caminho para a cidade de Areia. Rua Chã da Bala : Avenida Manuel Rodrigues de Oliveira, ali se registrou um grande tiroteio. Rua de Baixo : rua Silvino Olavo da Costa, por ter casas baixas, onde a residência de nº 60 ainda resiste ao tempo. Rua da Lagoa : rua Joaquim Santigao, devido ao...

Matias Grangeiro

Matias Grangeiro nasceu no dia 20 de abril de 1941, filho do também comerciante Severino Grangeiro de Maria. Casado com a Sra. Luciene Honorato, era pai de cinco filhos: Fabiana (in memorian), Miguell, Renato, Fábio e Taiana; esta última, primeira dama de nosso Município. I niciou no comércio com uma torrefação de café - o Dona Branca -   em 1968, na Rua José Andrade da Silva. Após a extinção desta firma , devido a forte concorrência , ingressou na revenda de móveis e eletrodomésticos (1975), fundando a “Matias Grangeiro & Cia. Ltda” com o nome fantasia de DECORAMA . Esta chegou a ter 26 filiais no Estado (oão Pessoa, Campina Grande, Santa Rita, Cabedelo, Guarabira, Mamanguape, Queimadas, Alagoa Grande, Solânea, Areia, Bananeiras, Cuité, Remígio, Picuí, Pocinhos, Barra de Santa Rosa, Soledade, Arara, Nova Floresta, etc.), com 220 funcionário e gerando cerca de 300 empregos diretos. Com o sucesso que obteve neste ramo , abriu filiais nas cidades de...

A origem...

DE BANABUYU À ESPERANÇA Esperança foi habitada em eras primitivas pelos Índios Cariris, nas proximidades do Tanque do Araçá. Sua colonização teve início com a chegada do português Marinheiro Barbosa, que se instalou em torno daquele reservatório. Posteriormente fixaram residência os irmãos portugueses Antônio, Laureano e Francisco Diniz, os quais construíram três casas no local onde hoje se verifica a Avenida Manoel Rodrigues de Oliveira. Não se sabe ao certo a origem da sua denominação. Mas Esperança outrora fora chamada de Banabuié1, Boa Esperança (1872) e Esperança (1908), e pertenceu ao município de Alagoa Nova. Segundo L. F. R. Clerot, citado por João de Deus Maurício, em seu livro intitulado “A Vida Dramática de Silvino Olavo”, banauié é um “nome de origem indígena, PANA-BEBUI – borboletas fervilhando, dados aos lugares arenosos, e as borboletas ali acodem, para beber água”. Narra a história que o nome Banabuié, “pasta verde”, numa melhor tradução do tupi-guarani, ...

Capelinha N. S. do Perpétuo Socorro

Capelinha (2012) Um dos lugares mais belos e importantes do nosso município é a “Capelinha” dedicada a Nossa Senhora do Perpétuo do Socorro. Este obelisco fica sob um imenso lagedo de pedras, localizado no bairro “Beleza dos Campos”, cuja entrada se dá pela Rua Barão do Rio Branco. A pequena capela está erigida sob um imenso lajedo, denominado pelos indígenas de Araçá ou Araxá, que na língua tupi significa “ lugar onde primeiro se avista o sol ”. O local em tempos remotos foi morada dos Índios Banabuyés e o Marinheiro Barbosa construiu ali a primeira casa de que se tem notícia no município, ainda no Século XVIII. Consta que na década de 20 houve um grande surto de cólera, causando uma verdadeira pandemia. Dona Esther, esposa do Ex-prefeito Manuel Rodrigues de Oliveira, teria feito uma promessa e preconizado o fim daquele mal.  Alcançada a graça, fez construir aquele símbolo de religiosidade e devoção. Dom Adauto Aurélio de Miranda Henriques, Bispo da Paraíba à ...